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Nostalgia Cinza

 


Em 2019 chegou ao Brasil mais uma série de quadrinhos idealizada por Jeff Lemire: Descender: Estrelas de Lata. Agora, quase dois anos depois, chega às livrarias a continuação que expande ainda mais esse universo e que, muito em breve, chegará às telas também.  

Saiba mais sobre Descender: Lua Mecânica Volume 2!

"No segundo volume da série vencedora do Eisner Awards, o androide Tim-21 chega a um novo planeta que pode ser exatamente o que ele procurava. Mas nem tudo é o que parece… A última lembrança de Tim-21 foi o beijo de boa-noite de sua mãe humana. Ao despertar, dez anos depois, ele se depara com uma realidade aterrorizante. Ao narrar a luta do jovem androide para sobreviver em um mundo que deseja aniquilá-lo, Jeff Lemire, criador de Black Hammer, e Dustin Nguyen deram vida a Descender, um épico comovente e apaixonante que conquistou milhares de fãs e foi agraciado com o Eisner, um dos prêmios mais importantes dos quadrinhos. No segundo volume, Lua Mecânica, que reúne os fascículos de 7 a 11, os autores dão sequência à jornada eletrizante de Tim-21 e seus amigos. Novas alianças se formam, antigas ameaças se fortalecem, e a chegada do robô a um lugar misterioso pode mudar drasticamente o destino da galáxia. No passado, robôs gigantes conhecidos como Ceifadores destruíram planetas e civilizações, criando nos que restaram uma aversão às máquinas. Desde então, foram implementadas políticas de perseguição e extermínio de robôs. Essa caça implacável põe em risco a vida de Tim-21, que pode conter em seu código vestígios dos assassinos do passado, o que faz dele o ser mais procurado do universo. Mas talvez ele não seja o único. Ao lado dos amigos, ele percorre planetas e galáxias, desviando de inimagináveis perigos para tentar sobreviver. Quando chega a um novo planeta, percebe que esse lugar surpreendente pode ser o que ele tanto procura: um lar. Mas será que é mesmo seguro?"


FICHA TÉCNICA
Título: Descender: Lua Mecânica (Descender #2)
Autor: Jeff Lemire
Páginas: 128
Ano: 2021
Editora: Intrínseca
Nota: 4,5
Compre: Amazon 
Comprando por esse link você ajuda e incentiva o Nostalgia Cinza
LIVRO CEDIDO EM PARCERIA COM A EDITORA


Em Descender: Estrelas de Lata, Jeff Lemire nos apresenta um universo de sci-fi que agrada desde os fãs mais apaixonados pelo gênero até leitores de quadrinhos que estão começando a se aventurar na ficção científica. Em Lua Mecânica, Jeff expande ainda mais esse universo, trazendo evoluções perceptíveis na trajetória de alguns dos protagonistas. 


Um ataque de robôs quase divinos, conhecidos como Ceifadores, mudou a história da galáxia. No primeiro volume da série somos introduzidos a esse universo e às sequelas desse acontecimento. Tim-21, um jovem androide de aparência humana, criado para fazer companhia para crianças humanas, foi desligado e abandonado na lua Dirishu-6 pouco antes do ataque. Dez anos depois, ele desperta e se vê perdido e confuso em meio a uma realidade extremamente hostil aos robôs. 

Entretanto, Tim-21 tem em seu código o que pode ser a resposta para entender as origens dos Ceifadores e, de repente, a galáxia inteira está atrás do pequeno robô, que precisa lidar com essa nova realidade ao mesmo tempo em que precisa entender em quem pode confiar. 


Em Descender: Lua Mecânica Volume 2, Tim-21 desbrava novos cenários de um universo que parece querer atraí-lo cada vez mais. Mas até que ponto ele pode confiar nesses novos personagens que prometem um mundo mais pacífico e tolerante? Alguns personagens ganham ainda mais espaço como queridinhos dos leitores, enquanto outros chegam com desconfiança e prometem abalar as certezas dos próprios leitores.

Alguns elementos das histórias de Lemire continuam presentes em Descender como as relações e dramas familiares, mesmo que essa ligação não seja de sangue. Com Descender, Jeff Lemire e Dustin Nguyen trabalham a intolerância por meio de conflitos entre os seres de carne e osso e os androides. Em um mundo cada vez mais polarizado é importante observar a sétima arte abordando o tema com novas roupagens.


Descender continua sendo uma belíssima porta de entrada para a ficção científica. A série une a praticidade e acessibilidade das histórias em quadrinhos com uma narrativa fácil de envolver e de fácil compreensão, ao contrário de outros sci-fi's que exigem um pouco mais de familiaridade com o gênero. 

Descender tem um traço bem delicado, mesmo se tratando de uma história com bastante referência às novas tecnologias, e as páginas são bem coloridas, trazendo uma experiência visual agradável. Os fascículos são curtos e a HQ como um todo, na edição da Intrínseca, é maravilhosa. 


Valeu a pena esperar quase dois anos para a continuação chegar ao mercado brasileiro e mal posso esperar para continuar a mergulhar nessa trama que faz jus ao sucesso de Lemire. Descender é uma odisseia cósmica que discute família, amizade, intolerância e a relação muitas vezes conflituosa entre humanos e tecnologia. 

Descender já teve os direitos de adaptação para o cinema adquiridos pela Sony Pictures e para a TV pela NBCUniversal International Studios, então muito em breve teremos mais uma adaptação literária chegando. 

Outros trabalhos de Jeff Lemire publicados no Brasil para conhecer: 

  • Black Hammer
  • Family Tree
  • Royal City 


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07:54 No comments

 


Já estamos acostumados a consumir adaptações literárias em forma de séries e filmes, mas você sabia que também temos quadrinhos adaptados de livros? 

O mercado editorial está dando cada vez mais atenção à arte sequencial e, com isso, os quadrinhos (e os leitores) vivem um maravilhoso momento. Além de histórias inéditas que vêm conquistando fãs no mundo inteiro, também temos quadrinhos sendo adaptados de clássicos, de livros ainda inéditos no Brasil e queridinhos do público.

Sou uma grande defensora das HQS e acredito que os quadrinhos são uma importantíssima porta de entrada para a literatura. Ver esse formato apresentando histórias já publicadas para novos públicos mostra uma clara tendência do mercado e, claro, é um fôlego para os leitores de plantão.

No vídeo de hoje separei 5 indicações de quadrinhos adaptados de livros para você conhecer ou relembrar!


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07:50 No comments


 A leitura é uma ferramenta de escape poderosa, ainda mais nos tempos que estamos vivendo. Em 2021 prometi que traria mais conteúdos envolvendo histórias em quadrinhos e pensei que não poderia ter uma oportunidade melhor. Afinal, temos cada vez mais HQs chegando para leitores que não estavam tão habituados com esse formato e fãs de quadrinhos estão percebendo o mercado crescendo. 

No vídeo de hoje, separei 5 quadrinhos mais leves e tranquilos, para deixar um quentinho no coração. São indicações para todo mundo. Estamos precisando ♥


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14:41 No comments

 


Os fãs de quadrinhos estão vivendo um momento próspero com grandes editoras abraçando alguns dos artistas mais adorados pelos leitores e lançando seus trabalhos para o público mainstream. A Intrínseca vem se tornando uma casa para os quadrinhos de Jeff Lemire e, em março, lançou o primeiro volume de Family Tree: Nascimento. 

"Não espere por meteoros, pragas ou guerras. No universo imaginado pelos aclamados quadrinistas Jeff Lemire e Phil Hester, o fim do mundo tem início num dia qualquer, numa cidade qualquer, quando uma menina de oito anos começa a se transformar numa... árvore.

Para salvá-la antes que seja tarde demais, sua mãe, seu irmão e seu excêntrico avô embarcam numa jornada bizarra e perigosa em busca da cura e de respostas, deparando-se com diversas ameaças pelo caminho, como mercenários assassinos e adeptos de cultos fanáticos, todos dispostos a destruir a menina ou usarem-na para benefício próprio. A cada passo longe de casa, mais a menina-árvore se vê perto de completar essa terrível transformação, correndo o risco de perder para sempre sua humanidade. Ou talvez tornar-se o que nasceu para ser.

Sombrio e impactante, este primeiro volume de Family Tree reúne os quatros fascículos iniciais da série, uma visão única do subgênero conhecido como body horror, ou horror corporal. Mistério, ação e terror se combinam nessa distopia sobrenatural sobre laços familiares indestrutíveis e a força apocalíptica da natureza."

FICHA TÉCNICA
Título: Family Tree: Volume 1
Autores: Jeff Lemire e Phil Hester
Ano: 2021
Páginas: 96
Idioma: Português
Editora: Intrínseca
Nota: 5
Compre: Amazon
Comprando por esse link você ajuda e incentiva o Nostalgia Cinza
LIVRO CEDIDO EM PARCERIA COM A EDITORA


Em Family Tree Jeff Lemire traz elementos que consagraram suas histórias como uma melancolia latente nos personagens e um núcleo familiar disfuncional e carregado de drama. O primeiro volume da nova série do artista vem para exaltar traços que o tornaram um dos principais quadrinistas atualmente e ainda abre um leque de possibilidades. 

A história começa com Loretta, mãe de dois filhos, refletindo sobre os acontecimentos que levaram ao fim do mundo, um apocalipse diferente de tudo o que imaginamos. “Não aconteceu como as pessoas imaginaram que aconteceria. Não foi uma guerra, não foi uma bomba ou um meteoro atingindo a Terra. O mundo não acabou de uma vez só. Acabou devagar... uma família de cada vez.” 

Quando sua filha de oito anos começa a se transformar em uma árvore e, de repente, sua família começa a ser perseguida por um grupo violento, ela precisa proteger seus filhos como pode enquanto procura a cura para essa doença misteriosa. O que ela não esperava é que personagens do seu passado fossem desempenhar um papel crucial nessa jornada. 

Family Tree traz a forte de um narrador problemático, com um passado capaz de interferir de forma constante na maneira com a qual ele vê o mundo e você sua vida. Os encontros e desencontros de personagens e suas histórias começam a ganhar espaço à medida que a narrativa corre, com novos nomes sendo apresentados a todo instante. 

Family Tree brinca bastante com analogias e metáforas. Exemplifica as raízes, a ancestralidade e a conexão familiar de uma forma ainda mais clara do que trabalhos anteriores de Jeff Lemire. O próprio título da série mostra isso ao fazer o paralelo entre Family Tree, que seria o mesmo que árvore genealógica, com a premissa da história de trazer personagens literalmente se transformando em árvores. 


É interessante pensar nos detalhes escolhidos para fugir de clichês e aprofundar em um enredo apocalíptico que teria tudo para ser apenas mais uma história de fim do mundo. Em Family Tree, a natureza se manifesta nos personagens, seja ela literal, por meio das árvores, seja ela metafórica, com a busca de uma identidade, de um lugar comum.  

Family Tree tem a paleta de cor mais sombria do que em quadrinhos como Black Hammer, Descender e Royal City. A predominância de cores mais escuras como preto, roxo e verde escuro dá o tom da graphic novel mais violenta que li de Lemire ate hoje. 

Mais uma vez a ambientação criada pelo artista é impressionante, tornando a leitura muito imersiva e envolvente. Além do deleite visual, a história é bem construída, oferecendo ao leitor apenas o suficiente para que ele possa se sentir conectado aos personagens e tenha a curiosidade atiçada. O primeiro volume acaba com um belíssimo cliffhanger, mal pude acreditar que terminaria dessa forma. 

Family Tree: Nascimento reúne os quatro fascículos iniciais da série criada por Jeff Lemire e Phil Hester e traz pouco mais do que uma introdução e deixa um enorme gosto de quero mais. Muita coisa ainda não foi explicada, deixando o leitor com mais perguntas que respostas e muitas suposições. Family Tree é uma série extremamente promissora e, assim como fiquei depois de ler Descender, mal posso esperar pelos próximos volumes dessa história que já me fisgou de primeira. 


Gostou da resenha e quer conhecer outros trabalhos de Jeff Lemire? Então confira a resenha de Black Hammer! 

09:36 No comments


Em 2020 tive a oportunidade de ler muitos quadrinhos incríveis e percebi que esse é um tipo de conteúdo que os leitores do blog e do canal gostam bastante de acompanhar. Então, em 2021, me comprometi a compartilhar mais sobre HQs e os quadrinhos que leio. 

Montar listinhas de livros para ler é uma das coisas que mais gosto de fazer em relação a leituras e produção de conteúdo e com os quadrinhos isso não poderia ser diferente. Falando nisso, os planners de leitura e planejamento estão sendo bem úteis para mim, estão sendo para você também? Caso não saiba do que estou falando, disponibilizei planners gratuitos para que você possa baixar, imprimir e organizar as suas leituras ou o seu conteúdo, caso você seja produza para a internet. Se você perdeu, pode só clicar neste link para baixar gratuitamente ♥

Pensando nisso, já comecei a montar listinhas de leituras e estou à toda com minhas metas e projetos literários. E, pensando nos quadrinhos, já tenho uma listinha de títulos que adoraria poder ler ao longo de 2021 e decidi tornar pública essa listinha no vídeo que acabei de postar lá no canal. Fica aqui o convite para você conferir quais quadrinhos pretendo ler em 2021 e me contar quais são os seus lá nos comentários! 


*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente Photo by Mitch Rosen on Unsplash

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04:59 No comments


 Ao final de Dezembro gosto de fazer uma retrospectiva com os melhores quadrinhos que li ao longo do ano. É uma forma não apenas de reviver meu ano por meio das histórias que o coloriram, mas também refletir um pouco sobre as narrativas que me acompanharam e fizeram de 2020 um ano mais leve. 

Estamos chegando aos últimos dias de 2020, a reta final desse ano que foi muita coisa diferente para todo mundo. E, na última semana, reuni uma lista com as melhores HQs que li em 2020, o top quadrinhos que mais me marcaram e que mais gostei de ler. 

Além das 10 HQs que elegi como as melhores do ano, ainda fiz questão de fazer algumas menções honrosas para que não faltasse indicação de quadrinho neste vídeo. Então puxa uma cadeira e vem comigo conhecer alguns dos melhores do ano!

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06:10 No comments

O segundo volume de Oblivion Song, publicado no Brasil pela Intrínseca, reúne os fascículos 7 a 12 da série, em uma HQ deliciosa de ler e fácil de devorar. Esperei ansiosamente por essa continuação e agora ela finalmente chega para os leitores que, assim como eu, buscam nos quadrinhos mundos fantásticos e realidades envolventes. Saiba mais na resenha de Oblivion Song: Entre Dois Mundos!

"Mestre em traçar universos distópicos permeados por reflexões sobre família, morte e a natureza humana diante da crise, Robert Kirkman, criador de The Walking Dead, reúne em Oblivion Song vários dos elementos que o consagraram. No segundo volume da série de quadrinhos que conquistou fãs e críticos, voltamos a acompanhar a saga do cientista Nathan Cole para reparar os erros do passado e começamos a entender o mistério que cerca o surgimento da nova dimensão aterrorizante com raros momentos de calmaria.

Anos atrás, 300 mil habitantes da Filadélfia foram repentinamente transportados para Oblivion. O governo investiu muitos recursos em incursões para resgatar as vítimas, mas as buscas foram encerradas. No entanto, algo motivou Nathan Cole a não desistir de procurar por sobreviventes. Quando revelações impensáveis sobre seu passado vêm à tona, ele passa a ter suas ações questionadas pelo governo. Há perguntas sobre Oblivion que só Nathan pode responder, e agora o futuro dos dois mundos está em suas mãos.

Com a arte vibrante de Lorenzo De Felici, Oblivion Song: Entre dois mundos reúne os fascículos 7 a 12 da série e entrelaça ação, suspense e ficção científica numa história sobre as renúncias e as escolhas necessárias para seguirmos em frente."

FICHA TÉCNICA
Título: Oblivion Song: Entre Dois Mundos
Autor: Robert Kirkman
Páginas: 136
Ano: 2020
Editora: Intrínseca
Nota: 4
Compre: Amazon
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LIVRO CEDIDO EM PARCERIA COM A EDITORA





Se você tivesse acesso a outro mundo, mesmo sabendo que é um ambiente hostil, preferiria continuar no nosso? Entre Dois Mundos começa com Nathan Cole explicando em detalhes os acontecimentos que antecederam o desaparecimento de milhares de pessoas na Filadélfia. No primeiro volume descobrimos que esses humanos reapareceram em uma realidade paralela e extremamente inóspita, chamada de Oblivion.


Depois de detectar uma energia que indicava a existência de outra dimensão, Nathan Cole e sua equipe de cientistas e pesquisadores se viram intrigados e não resistiram à tentação de descobrir mais e explorar as possibilidades que uma outra dimensão poderia trazer. O início do primeiro volume se dá uma década depois dessas consequências fatídicas desse evento e essa recaptulação é feita nas primeiras páginas de Entre Dois Mundos.


Oblivion Song é uma história de ficção científica, com um toque bem único de suspense e que traz questionamentos bem interessantes sobre renúncias e sobre pertencimento. É uma HQ que conta a história de um homem que cometeu um erro e dedicou sua vida a tentar repará-lo enquanto assiste, aterrorizado, às consequências de suas escolhas.

Algo que me chamou atenção desde a primeira vez que li o primeiro volume de Oblivion Song foi o conceito de canção do silêncio que o personagem de Nathan Cole traz. Seu primeiro contato com essa dimensão foi um ruído em meio a um silêncio perturbador. Como se, mesmo no mais absoluto silêncio, existisse um cântico que o chamou desde o princípio.


Oblivion Song, tanto o primeiro quanto o segundo volume, guardam uma característica marcante de histórias de ficção científica ao abordar a humanidade em momentos extremos, sejam eles políticos, ambientais ou sociais. Isso é explicitado de forma bem intensa ao colocar os seres humanos em uma realidade paralela, onde precisam viver em um ambiente inóspito, cheio de monstros e uma nova organização social baseada na sobrevivência e cooperação. Nesse ponto, é necessário entender onde começa e onde termina a humanidade de cada um.

É interessante observar uma característica comum presente em enredos envolvendo histórias do exército norte-americano e como isso se mostra bem forte em Oblivion Song, principalmente nesse segundo volume. O estresse pós-traumático é um elemento marcante em Oblivion Song 2, assim como o clichê do uso de tecnologias avançadas para criação de armas super-potentes e a adaptação à realidade. Soldados renegados são protagonistas bem comuns em narrativas estadunidenses e, por isso, acredito que Oblivion Song daria muito pano para manga caso algum dia ganhasse uma adaptação.


Oblivion Song tem uma história bem objetiva também, com enredos que não se estendem demais, com arcos que se fecham perfeitamente a cada fascículo e, principalmente, a cada volume, e parece que sempre existe um fio que pode servir de condutor para uma outra história a ser trabalhada em volumes futuros.


Uma das coisas que mais gosto em Oblivion Song são os quadrinhos e a forma como eles foram pensados, principalmente suas cores. É uma graphic novel bem colorida, com uma paleta de cores bem voltada para as cores primárias. Ao invés de fazer todos os quadrinhos com diversas cores, é possível perceber uma preocupação em fazer com que as páginas tenham tons semelhantes, o que ajuda a mudar a ambientação, à medida que a história corre, e também captura o olhar por ser esteticamente agradável.


Oblivion Song, assim como Black Hammer, se tornou uma série que estou gostando bastante de acompanhar e estou muito satisfeita em ver o investimento da Intrínseca em quadrinhos e graphic novels do gênero. Espero que o terceiro volume chegue rápido ao Brasil, agora que Robert Kirkman expandiu ainda mais o universo de Oblivion.

Gostou da resenha e quer conhecer outra série de quadrinhos para se encantar? Então confira Black Hammer!


SOBRE OS AUTORES

Robert Kirkman é um dos nomes mais conceituados do universo dos quadrinhos. Sua aclamada série The Walking Dead ganhou o Eisner Awards, prêmio reconhecido internacionalmente, e o alçou à fama mundial, dando origem à série de TV homônima. Kirkman também é criador das HQs Invincible e Outcast, que serão adaptadas para a TV, e roteirista da Marvel Comics.

Lorenzo De Felici é um jovem ilustrador e colorista italiano que tem despontado no cenário dos quadrinhos, principalmente depois do trabalho com Kirkman em Oblivion Song.


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11:33 No comments

Falar sobre HQs e Graphic Novels é algo bem comum aqui no blog e 2019 foi um ano bem especial porque pude ler muita coisa incrível. No último vídeo postado no canal, em 2019, compartilhei quais foram os meus quadrinhos favoritos do ano. Tem tanta coisa legal que é até difícil escolher uma só. Assista o vídeo e confira a lista de melhores HQs de 2019!

  • Oblivion Song
  • Black Hammer 3
  • Descender
  • Lady Killer
  • Mulheres na Luta
  • Minha Coisa Favorita é Monstro
  • The Adventures of Alexander von Humboldt
  • A Menina Que Virou Lua

E quais foram as suas HQs e Graphic Novels favoritas, lidas em 2019? <3

*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. Photo by Miika Laaksonen on Unsplash

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07:13 No comments


Em novembro, a Intrínseca lançou Descender: Estrelas de Lata. A HQ é o primeiro volume da nova série de Jeff Lemire, mesmo autor de Black Hammer, um dos quadrinhos mais frequentes aqui no blog. Na trama que se passa em um universo futurista, planetas e civilizações inteiras foram destruídos por robôs gigantes. Com um enredo surpreendentemente envolvente e personagens capazes de te conquistar desde a primeira página, Descender: Estrelas de Lata é a mais nova promessa dos quadrinhos.

Quer saber mais sobre Descender: Estrelas de Lata? Confira a resenha!

"A parceria entre os conceituados Jeff Lemire e Dustin Nguyen, dois dos nomes mais célebres dos quadrinhos, resultou em uma graphic novel incomparável, uma odisseia cósmica eletrizante e soturna que trata de temas complexos, como intolerância, medo, política e a relação muitas vezes conflituosa entre humanos e tecnologia.

O primeiro volume, Descender: Estrelas de Lata, reúne os fascículos 1 a 6 da série e nos apresenta a uma realidade desconcertante: robôs gigantes conhecidos como Ceifadores invadiram a galáxia e destruíram planetas e civilizações inteiras, criando nos que restaram uma aversão às máquinas. Desde então, foram implementadas políticas de perseguição e extermínio de robôs. Essa caça implacável põe em risco a vida de Tim-21, um jovem androide de aparência humana que passou uma década num sono profundo, mas que pode conter em seu código vestígios dos assassinos do passado, o que faz dele o ser mais procurado do universo. Por isso, só resta a Tim-21 fugir. Ao lado dos amigos Bandit e Perfurador, ele percorre planetas e galáxias, desviando de inimagináveis perigos com um único objetivo: sobreviver.

Dos vencedores do Eisner Awards, este épico arrebatador e comovente, de cores intensas e vibrantes, narra a trajetória de humanos e máquinas, que ficam frente a frente em uma guerra que traz uma única certeza: não haverá vencedores. Uma história tão impactante que, antes mesmo de ser publicada nos Estados Unidos, teve os direitos de adaptação para o cinema adquiridos pela Sony Pictures."


FICHA TÉCNICA
Título: Descender: Estrelas de Lata
Autor: Jeff Lemire
Páginas: 144
Ano: 2019
Editora: Intrínseca
Nota: 5
Compre: Amazon
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LIVRO CEDIDO EM PARCERIA COM A EDITORA




Descender: Estrelas de Lata se passa em um futuro onde homens e máquinas convivem rotineiramente. Os robôs já se espalharam pelo universo e desempenham os mais diversos papéis, desde serviços de mão-de-obra até companheiros para crianças, como é o caso do nosso protagonista: Tim-21, um jovem androide criado para servir de amigo para uma criança humana.


Já no começo do livro somos apresentados à maior catástrofe que o universo presenciou: o extermínio de planetas e civilizações por parte de robôs gigantes. Após essa destruição sem precedentes, os robôs desapareceram e, anos depois, ainda não se sabe exatamente o que aconteceu, quem eram os robôs, como foram criados, para onde foram. 

É nesse contexto que conhecemos Tim-21, o jovem androide que rouba a cena desde o primeiro quadrinho. Tim-21, acorda de um sono induzido e se vê perdido em um mundo que já não é mais o mesmo. Mesmo que sem conseguir se lembrar ao certo de tudo o que aconteceu, Tim-21 acaba sendo alvo de humanos e máquinas que o tem como a primeira pista do que poderia ter causado o extermínio no passado.


Tim-21 é um personagem encantador, capaz de ganhar o leitor de cara. Ele já representa a forma como os androides e as máquinas são o ponto mais alto da história criada por Jeff Lemire. Os robôs são fascinantes, cada um à sua maneira, e, além de servirem como fio condutor da narrativa, também cumprem o papel de alívio cômico em determinados momentos. Os humanos também se fazem presente ao longo de todo esse primeiro volume, mas são as máquinas que capturam o leitor do início ao fim. 


Descender: Estrelas de Lata apresenta um universo aparentemente em perfeita harmonia entre homens e máquinas e, logo após a chocante introdução, passa a representar uma realidade em que os robôs passaram a ser alvo de medo e desconfiança. Essa ruptura é exemplificada com o abandono de diversos androides que passam a ser renegados por seus criadores. Mesmo que esse ponto ainda não tenha sido explorado muito a fundo, é um detalhe que pode vir a calhar no desenvolvimento dos volumes futuros.

Não bastasse a mão de Jeff Lemire, o trabalho de Dustin Nguyen também está impecável. Os traços marcantes do quadrinista se fazem presente em uma graphic novel que sabe explorar os elementos futuristas sem tornar as ilustrações muito intensas aos olhos de um leitor que não está acostumado a mergulhar em enredos que tem a tecnologia tão presente. É fácil se perder nesse universo e o trabalho de Dustin Nguyen faz com que isso seja muito mais intenso. 


Além da leitura tão rápida e envolvente, o final surpreendente me faz acreditar que Descender: Estrelas de Lata tem tudo para ser um novo fenômeno dos quadrinhos. Uma graphic novel na medida certa para todo fã de uma boa série comic, que mistura perfeitamente uma distopia tecnológica, dualidade entre criador e criatura, robótica e exploração espacial. 


Há muito tempo não me sentia tão envolvida por uma HQ como com Descender: Estrelas de Lata. A forma como Jeff Lemire constrói esse primeiro volume, revelando apenas o necessário e expandindo esse novo universo a cada fascículo, é simplesmente irresistível. Mesmo tendo lido apenas esse primeiro volume, já me senti sugada por essa odisseia cósmica e aguardo ansiosa para os próximos. Vencedora do Eisner Award, Descender: Estrelas de Lata já mostra a que veio. 

Gostou de conhecer Descender: Estrelas de Lata e quer mais uma indicação de graphic novel? Então conheça Black Hammer!



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06:44 No comments

Quadrinhos e graphic novels são uma parte importante da minha estante e gosto de frisar sempre a importância da literatura em seus mais diversos formatos. Já postei diversas resenhas de quadrinhos aqui no blog que você pode conferir clicando aqui.

No último vídeo do canal compartilhei 5 HQs que acho que todo mundo deveria conhecer, seja pelo conteúdo, seja pela arte, seja pelo artista. Vem!


*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. FontePhoto by Lena Rose on Unsplash


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01:18 No comments

A DarkSide Books vem apostando cada vez mais em histórias em quadrinhos no mercado brasileiro. Lady Killer é uma das promessas de 2019 e já chegou mostrando a que veio. Uma HQ com toque de nostalgia e um enredo promissor. Mais uma vez a DarkSide aposta em uma protagonista feminista poderosa e cativante, no melhor estilo anti-heroína.

Quer entender porque você deveria incluir a HQ de Joëlle Jones nas suas próximas leituras? Então confira a resenha de Lady Killer!

"Josie Schuller é uma esposa dedicada, uma mãe amorosa e... uma assassina de aluguel. Ela é capaz de equilibrar os deveres de uma típica dona de casa norte-americana dos anos 1960 com uma porção de assassinatos a sangue-frio, até que um pequeno deslize faz com que seu chefe ameace aposentá-la de vez.
Com texto afiado de Joëlle Jones em parceria com Jamie S. Rich, e ilustrações matadoras da própria Jones (trocadilhos 100% intencionais), Lady Killer: Graphic Novel é o mais novo lançamento da DarkSide® Graphic Novel, e perfeito para quem caiu de amores por Lady Killers: Assassinas em Série, o livro assombrosamente espetacular de Tori Telfer, com perfis de mulheres reais que cruzaram a linha. Telfer inclusive é responsável pela Introdução exclusiva à edição brasileira da graphic novel."




FICHA TÉCNICA
Título
: Lady Killer
Autora: Caitlin Doughty
Ano: 2019
Páginas: 144
Idioma: Português
Editora: DarkSide Books
Nota: 5/5
Compre: Amazon
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No começo do ano, a DarkSide Books apresentou ao mercado brasileiro um queridinho dos leitores: Lady Killers, de Tori Telfer. O livro de Telfer traz as assassinas em série para os holofotes, mostrando que é possível pensar em serial killers sem imaginar, imediatamente, um homem. Lady Killers, além de trazer uma investigação criminal primorosa para a estante de todo bom leitor, ajudou a ampliar ainda mais o universo dos terríveis assassinos em série, questionando a "amnésia coletiva" a respeito dos crimes cometidos por mulheres.

Lady Killer, de Joëlle Jones, chega para apresentar novos olhares sobre a temática das assassinas, trazendo como protagonista uma dona de casa que trabalha como matadora de aluguel nas horas vagas. Josie Schuller, nossa assassina em questão, vive uma jornada dupla bem peculiar, precisando conciliar a vida doméstica com a criação das filhas, o bem-estar do marido e da sogra e a imagem de boa-moça perante a vizinhança, com as missões das quais é encarregada de executar. Literalmente.


A HQ já começa com Josie se apresentando como uma revendedora da Avon, entrando disfarçada na casa de uma mulher. Poucos instantes depois percebemos que essa senhora seria sua mais nova vítima, largada sangrando no chão da cozinha enquanto Josie se preocupa com as manchas deixadas em sua roupa pela matança. Poucas cenas depois entendemos o porquê: Josie é uma assassina de aluguel nas horas vagas, e uma das melhores do ramo. A partir daí a narrativa se desenvolve apresentando o núcleo familiar de Josie, sua relação conturbada com a sogra, suas missões e sua relação com seu chefe. Quando Josie se recusa e executar uma missão, o homem responsável por contratá-la decide que é hora de desligá-la permanentemente.

O ritmo de todo o enredo é extremamente envolvente, seja pela construção dos acontecimentos, seja pelas próprias cenas que fazem com que seja difícil largar a HQ até terminá-la, o que é exatamente o que acontece. Lady Killer é uma história bem fácil de ler de uma vez. Além do tamanho reduzido, 144 páginas compiladas, os diálogos são mais exutos e objetivos, não se extendendo mais do que o necessário. Fica a impressão de que Lady Killer poderia muito bem ser um filme à lá anos dourados.


Por se passar nos anos 50/60, todo o figurino dá um toque a mais à leitura. Laura Allred, responsável pelas cores de Lady Killer, capricha na vibe nostálgica, que lembra bastante os primeiros quadros de super-heróis, com cores espalhafatosas e traços mais cartunescos. Por isso, toda a leitura é um deleite e Lady Killer se transforma em uma dessas HQs em que apenas folhear as páginas já em um prazer.

A DarkSide Books também capricha na edição do livro de capa dura, com cores fortes para combinar com os quadros do interior do livro, e uma luva que se remete a uma caixa de sabão em pó. Recebi luvas de cozinha que deram um toque final a todo esse cuidado e já fizeram a leitura ficar divertida antes de abrir a primeira página. Mais um acerto para a Caveirinha.


Lady Killer traz várias pontadas de ironia a respeito do contexto da época e da própria representação da mulher nos anos em que vive Josie Schuller. Isso é feito tanto por meio dos diálogos e acontecimentos da história, quanto por meio das divisões dos fascículos. Além de colocar por terra a ideia da fragilidade do feminino, Joëlle Jones brinca com uma protagonista que sabe usar sua feminilidade para fazer o que faz de melhor: matar.

O embate com o sexismo se mostra como um elemento constante, mas sem tirar o foco da trama principal. Josie Schuller se volta contra os padrões machistas e patriarcais à sua própria maneira, sem levantar bandeiras de forma explícita. Nossa assassina é uma mulher forte e independente, que se empodera mesmo com todo um sistema reprimindo-a. A mensagem é passada nos detalhes, com humor e maestria.


Sempre digo como é importante apresentar novos pontos de vista para enredos muitas vezes clichês, como no caso de histórias de assassinos de aluguel que conquistam a simpatia do público. Colocar uma mulher, uma dona de casa, nesse papel, traz um suspiro de alívio para quem busca representatividade na literatura.

É como se o fato de Josie burlar o sistema à sua maneira, amenizasse o fato de que ela vive em tempos patriarcais e, muitas vezes, rasos. Lady Killer traz um toque de contemporaneidade para cenários vintage de forma cômica, inteligente e feminina.


Lady Killer não peca pelo excesso em momento algum. A mensagem é passada de forma sucinta e clara, os diálogos são objetivos, as cenas são pensadas de modo a manter um fluxo narrativo natural, as cores fazem com que o olhar do leitor seja atraído para as páginas sem cansá-lo e a própria questão da violência é apresentada sem exageros. Existem quadros um pouco mais explícitos, mas nada tarantinesco ou que force algo que não precisa existir ali. Tudo é pensado e executado de maneira primorosa.

Lady Killer é um achado e já é uma das melhores HQs de 2019. A combinação dos traços chamativos e do enredo envolvente fazem da história de Joëlle Jones, uma leitura imperdível.

Gostou da resenha e quer uma indicação de outro livro que aborda a temática de assassinas? Então conheça Lady Killers!





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Quem acompanha o blog há algum tempinho já ouviu falar de Black Hammer, a HQ criada por Jeff Lemire e Dean Ormston. A série chega ao seu terceiro volume publicado aqui no Brasil e expande ainda mais o universo dos anti-heróis que estão ganhando um lugar cada vez mais especial na minha estante.

Quer saber o que traz o terceiro volume da série? Então confira a resenha de Black Hammer: Era da Destruição!

"Ao unir elementos de grandes clássicos dos quadrinhos, tramas únicas e personagens complexos, Black Hammer se tornou uma das HQs mais bem-sucedidas dos últimos tempos. Vencedora do prestigiado Eisner Awards, a história dos cinco heróis decadentes que se veem presos em uma cidade fora dos limites do tempo — e de suas tentativas de escapar desse purgatório — conquistou muitos fãs no Brasil e no mundo.
Ao vencerem o poderoso e maligno Antideus, os maiores heróis de Spiral City desapareceram sem deixar vestígios. Todos acreditam que eles estão mortos, mas há dez anos vivem isolados em uma pacata fazenda, relegados ao esquecimento e à melancolia de dias sem glória. Obrigados a disfarçar seus poderes, sua natureza e suas origens aos olhos dos habitantes locais, eles personificam uma típica família disfuncional, tentando criar para si uma vida comum, mas que ainda é atormentada pelos mistérios que envolvem sua chegada e sua permanência na cidade.
O terceiro volume reúne os cinco primeiros fascículos de Era da destruição. Nesta primeira parte, grandes segredos começam a ser revelados quando os ex-heróis recebem uma visita inesperada que tanto pode lhes mostrar o caminho para casa, como ser um prenúncio do caos e da destruição que estão por vir. Criada por Jeff Lemire e Dean Ormston, a série Black Hammer é uma história arrebatadora sobre memória, família, o peso do passado e o medo do futuro."


FICHA TÉCNICA


Título: Black Hammer: Era da Destruição - Parte 1
Autores: Jeff Lemire, Dean Ormston
Ano: 2019
Páginas: 136
Idioma: Português
Editora: Intrínseca
Nota: 5/5 
Compre: Amazon
Comprando por esse link você ajuda e incentiva o Nostalgia Cinza
LIVRO CEDIDO EM PARCERIA COM A EDITORA



Black Hammer conta a história de cinco heróis completamente diferentes que são obrigados a esconder suas identidades após a maior batalha de suas vidas. Depois de terem derrotado o Anti Deus, eles são exilados em uma cidade misteriosa e, por motivos inexplicáveis, não conseguem sair desse lugar. Personalidades tão fortes precisam aprender a conviver em uma espécie de purgatório após o desaparecimento de seu líder, o herói que dá nome à HQ. Bem quando as coisas parecem melhorar, eles descobrem que esse purgatório esconde mais do que podiam imaginar.


Black Hammer traz Abraham Slam, um herói amargurado; Menina de Ouro, uma heroína presa em um corpo de uma criança; Coronel Weird, um homem atormentado por uma realidade paranormal; Madame Libélula, uma bruxa presa a promessa mágica; e Barbalien, um sábio marciano, se tornam uma família complicada enquanto precisam encontrar um jeito de sair desse purgatório assustadoramente banal. E em Era da destruição, Lucy, a filha de Black Hammer, aparece com bem mais destaque e rouba a cena ao longo de toda a HQ.

Além do universo já conhecido pelo leitor e pelos heróis, somos apresentados a novas realidades, mesmo que de forma bem breve. Isso ajuda a instigar ainda mais a nossa imaginação e abre as portas para novas possibilidades de cenários e enredos. São nesses momentos que os traços se tornam ainda mais impressionantes e dão um refresco para os cenários já conhecidos.


O ritmo da narrativa mudou razoavelmente nesse novo fascículo. Os capítulos correm de forma claramente mais fluida, com alguns mistérios começando a se revelar de maneiras surpreendentes. Além disso, com o destaque de Lucy nesse terceiro volume, o leitor tem mais acesso a explicações que não existiam antes. Como Lucy, desde O Evento, tem desvendado o funcionamento dessa realidade, ela continua servindo de fio condutor da narrativa, permanecendo como uma referência para o leitor.

Depois dos primeiros volumes, como estamos mais familiarizados com os personagens e já não precisamos de muitas páginas dedicadas a flashbacks e contextualizações, a leitura flui bem mais e agora já é possível ficar bem mais imerso em todo o enredo. Era da Destruição dá um passo à frente, transformando uma história já envolvente em uma série incrível de se acompanhar.


Como nos exemplares anteriores, a edição de Era da Destruição é uma excelente aquisição para a estante de todo fã de quadrinhos. Uma das coisas que mais gosto nas histórias em quadrinhos são as divisões de fascículos. Geralmente as artes, ao mesmo tempo em que reúnem o melhor do traço dos artistas, ainda surpreendem por destoar do restante das páginas. Nesse caso não é diferente. Cada início e final de capítulo é um espetáculo à parte que captura o olhar e dá um toque a mais para a edição. Além da reunião de fascículos transformados em livro, as últimas páginas contém alguns esboços dos desenhos originais.


Mais do que os primeiros dois volumes, Era da Destruição termina com um gancho incrível para as próximas edições. Já estou animada para conferir os desdobramentos dessa série que tem tudo para ser uma das favoritas de muita gente. Deixo minha recomendação para quem procura uma boa história em quadrinhos para começar a se aventurar no gênero, e para quem já gosta de HQs e procura uma leitura interessante, divertida e rápida.

Gostou da resenha e quer conhecer outra HQ incrível? Então confira a resenha de Oblivion Song!


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Laura Brand. Editora, jornalista, produtora de conteúdo e apaixonada por contar histórias. É apaixonada por livros e acredita que cada página guarda uma história incrível que merece ser contada. Atualmente você pode encontrá-la falando sobre narrativas por aí, contando histórias escritas e ajudando a transformar sonhos em livros.

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