Resenha: Codinome Villanelle

by - 07:56


Killing Eve é uma série que vem dando o que falar há algum tempo. Quando a Suma anunciou que lançaria o livro que inspirou esse sucesso, não pude conter a curiosidade para ler o livro antes de me aventurar na adaptação. Saiba mais na resenha de Codinome Villanelle!

"Villanelle (um codinome, é claro) é uma das assassinas mais habilidosas do mundo. Uma psicopata hedonista, que ama sua vida de luxo acima de quase qualquer coisa... menos a emoção da caçada. Especializada em matar as pessoas mais ricas e poderosas do mundo, Villanelle é encarregada de aniquilar um influente político russo, e acaba com uma inimiga determinada em seu encalço.
Eve Polastri é uma ex-funcionária do serviço secreto inglês, agora contratada pela agência de segurança nacional para uma tarefa peculiar: identificar e capturar a assassina responsável e aqueles que a contrataram. Apesar de levar uma vida tranquila e comum, Eve possui uma inteligência rápida e aguçada – e aceita a missão.
Assim começa uma perseguição através do globo, cruzando com governos corruptos e poderosas organizações criminosas, para culminar em um confronto do qual nenhuma das duas poderá sair ilesa. Codinome Villanelle é um thriller veloz, sensual e emocionante, que traz uma nova voz à ficção internacional."

FICHA TÉCNICA
Título
: Codinome Villanelle
Autora: Luke Jennings
Ano: 2020
Páginas: 216
Idioma: Português
Editora: Suma (Companhia das Letras)
Nota: 3,5/5
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Codinome Villanelle conta a história de Villanelle, uma das assassinas mais perigosas e minuciosas do mundo e de Eve Polastri é uma ex-funcionária do serviço secreto inglês, agora contratada pela agência de segurança nacional. A história de ambas se cruza quando Eve começa a investigar alguns assassinatos que ela tem certeza que escondem algo em comum: uma assassina. O livro chama atenção logo de cara por ser duas protagonistas bem antagônicas, mas igualmente interessantes. De um lado, uma sociopata assassina, de outro, uma investigadora sensível e dedicada.

"- Então, o que você quer de mim? - perguntou ela.
Konstantin falou, com riqueza de detalhes, o que aconteceria. E conforme ela escutava, foi como se toda a sua vida tivesse sido conduzida para aquele momento. A expressão em seu rosto não vacilou nem por um instante, mas a empolgação que se espalhou pelo seu corpo era tão ávida quanto a fome."


Entre as duas protagonistas, Villanelle é, de longe, bem mais interessante. Sua personalidade é bem mais explorada e é inegável que psicopatas costumam chamar mais atenção do que os mocinhos, ainda mais quando a personagem tem um passado tão intrigante e uma história tão envolvente. Villanelle é imprevisível e atraente e Luke Jennings consegue fazer com que o leitor se sinta intrigado desde o começo. Ao lado de Villanelle, Eve acaba sendo até bem sem graça, suas cenas servem mais para fazer a narrativa fluir do que para construir uma personagem que caia no gosto do leitor. Seu desenvolvimento não é tão interessante.

Um dos pontos fracos de Codinome Villanelle e que me deixou menos ligada à narrativa é o fato de que a história começa a encontrar um ritmo pouco antes da metade do livro. A princípio tive a sensação de que estava lendo uma introdução enorme para um livro com pouco mais de 200 páginas. A escrita é muito boa e fluida, mas o tom do livro demorou um pouco para ser entendido.


As cenas de ação são, sem dúvidas, o ponto alto do livro. Bem descritivas, mas sem excessos, elas conseguem fazer a narrativa correr de forma bem agradável e ajudam a fazer o leitor se sentir imerso no enredo. Ao ler as cenas, consegui entender perfeitamente a urgência de fazer uma adaptação. Como leitora e como mulher, acho cada vez mais agradável ter em mãos histórias de investigação e espionagem com mulheres no cânone, tanto no papel de mocinhas quanto de vilãs. E poder ler cenas de ação bem elaboradas e inteligentes como as de Codinome Villanelle é um bálsamo nesse sentido.

"Enquanto outros passavam por sofrimento e pavor, Oxana só conhecia um gélido desapego. Ela havia aprendido a imitar as reações emocionais de outros - os receios, as incertezas, a necessidade desesperada por afeto -, mas nunca chegara a sentí-las plenamente. Mas sabia que, para passar despercebida pelo mundo, era fundamental usar uma máscara de normalidade e disfarçar a dimensão de sua indiferença." 


Codinome Villanelle é um livro despretensioso, mas um bom entretenimento para quem busca uma leitura rápida, com boas cenas de ação e uma vilã interessante. Não é uma obra-prima, mas cumpre seu papel de entregar ao leitor uma narrativa interessante e fácil. Mesmo não sendo fisgada pela história, me senti muito tentada a assistir a série e acredito que gostaria de conferir o desenvolvimento da história nos próximos volumes.

Gostou da resenha e quer conhecer outro livro envolvendo espionagem e fortes protagonistas mulheres? Então confira Os segredos que guardamos!

"- Estamos aqui para caçar uma assassina profissional - diz Eve. - Não temos nomes, país de origem ou nenhuma informação a respeito de filiações políticas. Sabemos que é uma mulher, provavelmente de vinte e cinco a trinta anos de idade, e que responde a uma organização que conta com recursos extraordinários e alcance global. Sabemos que ela é responsável por no mínimo seis mortes de figuras importantes."


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1 comentários

  1. Laura gostei de saber que o livro tem uma pegada investigativa, estou numa vibe que estou me aventurando nesse estilo de leitura. Curti muito a capa também.
    Beijocas.

    https://www.parafraseandocomvanessa.com.br/

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