O que é copywriting e qual a sua importância no mercado editorial?

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Copywriting, também conhecido como escrita persuasiva, é a técnica e o campo de atuação no qual são produzidos conteúdos e materiais de marketing com o objetivo de convencer o leitor a realizar uma ação. Alguns exemplos: receber uma oferta, assinar uma newsletter, conferir um conteúdo, comprar um produto.

O produto do copywriting é o Copy, um tipo de redação produzida com o objetivo de aumentar o conhecimento do leitor sobre a marca ou produto e persuadir uma pessoa, um grupo ou um potencial cliente. Um leitor. É sobre mostrar o ouro, sobre destacar os benefícios, qualidades e diferenciais como uma forma de engajar o público.

Mas como isso se relaciona ao mercado editorial? 

A busca por acessibilidade rápida e eficiente é percebida em diferentes áreas, incluindo a indústria do livro. O crescimento brasileiro nas vendas de ebooks e audiobooks reflete a busca por formatos para além do livro físico e mostram o interesse em diferentes formas de consumo de conteúdos literários. Para o leitor que não terá acesso ao visual das livrarias, às estantes perfeitamente organizadas e planejadas, aos totens publicitários e toda a experiência que uma visita física a uma livraria pode proporcionar, é importante que as editoras recorram ao ambiente virtual para vender seus livros e é aí que o Copywriting se faz necessário. E o momento de pandemia mostra isso da forma mais explícita possível.

O Copy pode se mostrar em chamadas em redes sociais das editoras e livrarias, em banners promocionais nos sites das mesmas, em blog posts das editoras, em materiais ricos fornecidos por ambas, entrevistas, artigos e todo tipo de conteúdo que se pode produzir com o objetivo de fazer o livro chegar às pessoas. E, em meio a uma gigante que se destaca cada vez mais por sua expressividade na venda e distribuição dos livros, é imprescindível que as editoras pensem nos textos que venderão os livros. Seja nos sites de terceiros ou no site delas próprias. E é justamente aqui que entra um bom Copy.

Quantas vezes você já se deparou com um livro que parecia interessante, mas não conseguiu absorver nada da sinopse apresentada no site? Quantas vezes você acessou o site de uma editora ou livraria e teve pouco sucesso em entender suas promoções ou a própria navegabilidade do site? Quantas vezes, indeciso entre um livro e outro, você acabou levando aquele cuja sinopse e descrição eram mais chamativas? Quantas vezes você optou por um livro cujo título era melhor estruturado e mais atraente que outro, talvez do mesmo tema? Em um mercado que precisa constantemente se reinventar, é preciso ter uma escrita persuasiva que faça com que o livro chegue para as pessoas e chegue para os leitores certos. Caso contrário, nem toda divulgação do mundo poderá corresponder ao potencial do livro.

Peguemos o site da Amazon como exemplo. Com apostas editoriais internacionais de grandes publishers é praticamente uma obrigação que o livro tenha de tudo para se encaixar nos complexos e invejáveis algoritmos da Amazon. Quantas editoras brasileiras seguem esse padrão na hora de cadastrar seus livros em plataformas de metadados e em marketplaces?

Uma rápida análise na abordagem nas redes sociais. Quantas postagens são feitas por editoras e livrarias, visando criar uma conexão com o público e os possíveis leitores, mais do que apenas mostrar que determinado livro está disponível para compra? Quantas postagens são feitas apenas com uma cópia da sinopse, que muitas vezes deixa bastante a desejar?

Pensemos na fidelização entre leitores e editoras, como marcas. Fora da bolha dos amantes de livros, quantas pessoas sabem nomear editoras e, mais, são fiéis a uma marca editorial, não apenas a um autor ou a uma saga?

É de se admirar bastante a capacidade de reivenção e inovação de várias editoras brasileiras com profissionais visionários e pioneiros em cargos editoriais e criativos. Entretanto, ainda temos muito a aprender no que diz respeito à seriedade com a qual levamos a promoção e divulgação dos produtos editoriais no meio digital. Principalmente com o texto que carrega o livro. Capa, autor, gênero, momento do mercado, são todos elementos que podem fazer a diferença no resultado das vendas de um livro, entretanto, não fazer o uso das ferramentas existentes para potencializar esse fluxo pode ser um belo tiro no pé. Em momentos de crise então? É um jeito certo de mergulhar ainda mais em um abismo que só parece crescer.

Com cardápios tão variados no catálogo das editoras tradicionais e opções infinitas advindas das publicações independentes, é preciso formar conexões com o leitor por meio de textos irresistíveis ou, no mínimo, atraentes o suficiente para fazer com que o leitor ao menos considere adquirir determinado livro.

O mercado editorial funciona à base das palavras. Precisamos usá-las para nos manter de pé. 

*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamentePhoto by Anna Auza on Unsplash

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