Pequenas iniciativas buscam fazer do Brasil um país de leitores

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No Brasil, 44% da população não lê, mas algumas iniciativas buscam
mudar esse cenário e representam o poder transformador da leitura

Reportagem de Laura Brand



No Brasil são publicados, em média, 100 livros por dia, de acordo com a Universidade do Livro da Fundação Editora Unesp, o que corresponderia a cerca de 36 mil títulos novos por ano no país. Mas infelizmente, a oferta não corresponde à procura. Ao contrário do que pode parecer, não é difícil entrar na lista de mais vendidos. Se um livro vender, em uma semana, 800 exemplares, ele já poderá ser visto ocupando uma posição nos best-sellers nacionais. Em um país com mais 200 milhões de habitantes, isso representa a triste realidade da leitura no Brasil.
Em 2015, o então ministro da Cultura, Juca Ferreira, discursou na abertura do Seminário Internacional sobre Política Públicas do Livro e Regulação de Preços e afirmou que o baixo índice de leitura do Brasil "é uma vergonha". "É abaixo do índice de leitura de vários países vizinhos com índices de pobreza maior do que o do Brasil. O Brasil, sétima economia do mundo, nunca deu a importância necessária à leitura", afirmou Juca Ferreira.
O desabafo do ministro tem fundamento e é preocupante. Em maio de 2015 foi divulgado um estudo realizado pela agência NOP World e, entre os 30 países listados, o Brasil ocupa a 27ª posição do ranking de leitura, ficando na frente apenas de Taiwan, Japão e Coréias. Surpreendentemente, o país que mais lê é a Índia. De acordo com esse estudo, os indianos dedicam, em média, 10 horas e 42 minutos semanais à leitura, enquanto os brasileiros têm apenas 5 horas e 12 minutos separados para o mesmo propósito.
Um dado ainda mais recente, divulgado na quarta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de março de 2016, mostra como o país ainda tem um longo caminho pela frente. A pesquisa caracteriza leitor como aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses. Não leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses. De acordo com o estudo, 44% da população não pode ser considerada como leitora. Levando em conta que a pesquisa representa 93% da população, isso significa que cerca de 80 milhões de brasileiros não leu nenhum livro nos últimos 90 dias.
Mesmo que 120 milhões de pessoas sejam consideradas como leitoras, a pesquisa ainda mostra que o número de livros lidos é extremamente baixo. Estima-se que a média de livros lidos por pessoa seja de 4,96 ao no, sendo um deles indicado pela escola e somente metade desses livros foi lida até o final.
Ainda segundo a pesquisa, desses considerados leitores, apenas 25% lê por gosto. Ao serem questionados pelo motivo de não terem lido mais livros, 43% dos entrevistados pertencentes à parcela de leitores culpou a falta de tempo e 23% afirmou que não gostaria de ter lido mais. E, entre os não leitores, 32% afirmou que não leu por falta de tempo e 28% afirmou que não gosta de ler.
Em um país com tantos livros sendo publicados a cada dia, a leitura ainda é vista como um lazer de poucos. Entretanto, algumas iniciativas vêm tentando mudar esse cenário e mostram como a leitura pode ser renovadora.
LEITURA QUE TRANSFORMA
Mesmo com dados preocupantes em relação ao gosto pela leitura no país, é possível encontrar um pouco de otimismo porque o hábito de ler cresceu entre os brasileiros. De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, são 56% de leitores em comparação aos 50% da terceira edição do estudo, divulgada em 2012.
A leitura é uma prática tão significante que é aceita, desde 2011, como fator de remissão de penas criminais pela Lei n. 12.433. Por ter um caráter conscientizador e ser responsável por estimular o pensamento cognitivo, despertar emoções e deslocar o leitor para outra realidade mesmo que por alguns instantes, a prática de ler é usada como uma poderosa ferramenta de reinserção na sociedade.
"A leitura desenvolve no sujeito a capacidade de entrar em contato com a cultura no que ele tem de mais valioso que é a sua complexidade. A relação do sujeito consigo mesmo e com a sociedade em que vive é colocada em cheque quando ele lê, seja um romance histórico, uma biografia ou até mesmo uma novela. Realidade e ficção se misturam gerando um contexto de transformação. Daí dizermos que a leitura é transformadora", explica o professor Davidson Sepini, coordenador de um projeto de extensão com foco no uso da leitura como instrumento de humanização de detentos.
O projeto Remição pela leitura atua desde 2015 nos presídios de Poços de Caldas, Andradas e Botelhos. Os livros são emprestados pela biblioteca da PUC Minas e enviados aos presos que têm 30 dias para fazer a leitura e escrever uma resenha que, após avaliada pela comissão do projeto, é enviada ao Juiz para a remição da pena. Com apenas três anos de funcionamento, o projeto já conta com a participação de mais de 200 detentos nos três municípios de atuação.
Os recuperandos, como são chamados, podem escolher os livros de sua preferência e, surpreendentemente, os romances são os favoritos. "Acredito que a leitura como remição veio preencher uma lacuna para os presídios que não têm escola e mesmo nos que têm, para os presos que não estão estudando ou participando de outras atividades que possibilitem a remição. A leitura cumpre bem o papel de educar informalmente", diz Davidson.
O professor e coordenador se lembra de duas histórias que o marcaram desde que começou o projeto. "Ao me encontrar na rua, uma mulher que eu conhecia me disse que seu filho havia participado do projeto e que não conseguia mais parar de ler. Ele nunca havia lido um livro antes e agora está trabalhando e quer voltar a estudar", conta o professor. "Quando me mudei em Poços, encontrei um ex-presidiário que me reconheceu e veio me pedir livros para ele e seus filhos. Hoje ele está trabalhando e também vai voltar a estudar. Ele cuida do jardim e do pomar da casa onde moro, incentivando muito seus filhos a ler. Acredito que são casos em que a leitura fez a diferença", afirma.
Para Davidson, a falta do hábito de ler por grande parcela da população brasileira se dá pela falta de incentivo. “Acredito que só é possível gostar quando se experimenta. Sem viver a experiência de leitura não há como tomar gosto por ela. Então falta incentivo, tanto por parte das escolas que fazem de suas bibliotecas lugares de silêncio e atividades desinteressantes para os alunos, dificultando inclusive o acesso ao livro, e por parte da família que, também por não ter hábito de ler, não promove essa atividade nos momentos de lazer, preferindo outras atividades", critica. O pensamento de Davidson é fundamentado por outro dado levantado pela pesquisa Retratos da Leitura no Brasil de 2016: a leitura ocupa o décimo lugar nas atividades que o brasileiro gosta de fazer no seu tempo livre, a televisão ocupa o primeiro lugar do pódio.
Davidson acredita que iniciativas que estimulam a descoberta de si através da leitura podem mudar os hábitos da população brasileira e formar novos leitores: "ao dar acesso aos livros e à leitura estamos abrindo possibilidades de experimentação e de mudança de hábitos. Todo projeto de leitura, seja onde for, desafia o sujeito a incluir em sua rotina a leitura, demonstrando o quanto essa atividade pode ser prazerosa. Além de se divertir, o sujeito se pega falando melhor, escrevendo melhor e pensando melhor", completa.
Tatiana Duarte, 38 anos, é outro exemplo de pessoa que acredita que leitura pode ser transformadora e busca propagar essa ideia nas horas vagas. Ela dedica grande parte de seus dias a ler livros para crianças doentes e é a prova de que a leitura pode mudar o cotidiano de alguém. Seu trabalho começou em 2012 quando fazia trabalho voluntário como palhaça no Hospital São Paulo. "As pessoas riam, mas choravam, rezavam e se emocionavam. E aí comecei a entender a importância das histórias", relata.
"Desde 2015 faço parte da vida das crianças e dos pais e isso é enriquecedor. No mesmo ano conheci uma mãe cujo filho é cardíaco e tem deficiência mental. Ele tinha cinco anos e as respostas dele eram através dos gestos e do sorriso. Ao ouvir as histórias e ver os livros Ele batia a perninha e ria. A mãe começou a comentar durante as contações que ele ficava muito calmo e se transformava quando ouvia as histórias E me pediu indicações de livros. Eles eram do interior e não conheciam muita coisa aqui. Comecei a passe indicações de livrarias. Então, nos 2 meses que ficaram, comecei a perceber que o quarto passou a se encher de livros E ela me contou então que ia montar uma biblioteca para ele em casa", relata a contadora.
“Recentemente eles voltaram ao hospital e a mãe me reconheceu e me contou como era incrível o que os livros fizeram por ele. Inclusive vi que a comunicação dele melhorou muito apesar de ainda ser por gestos. Inclusive quando ele viu a gente chegar com o avental, começou a cutucar a mãe para ela levá-lo logo para ouvir histórias." Tatiana explica como a leitura pode servir de consolo em momentos de dor e sofrimento justamente por sua capacidade de levar o leitor a outros cenários e momentos. A maneira com que o leitor pode se identificar com histórias mesmo que ficcionais desperta sentimentos e sensações capazes transformar o indivíduo.
ALGUMAS INICIATIVAS LITERÁRIAS
A internet trouxe a possibilidade do acesso fácil à informação e algumas pessoas enxergaram no ambiente online uma plataforma para divulgar o gosto pela literatura. Anelise Besson, 22, teve seu primeiro contato com a leitura aos sete anos na biblioteca municipal de sua cidade com "A Árvore que dava dinheiro", livro de Domingos Pellegrini. "Foi emocionante. A leitura não só me fez ser uma pessoa melhor, como melhorou meu vocabulário e fomenta constantemente minha imaginação, o papel dela é simplesmente essencial, não sei se conseguiria deixar de ler”, conta. Seu amor pela literatura a levou a criar um blog literário onde compartilha resenhas de livros, críticas e indicações.
"Eu sempre gostei de falar sobre livros e sempre gostei de escrever, então o blog foi um meio de eu conseguir dizer às pessoas sobre livros bons e aconselhá-las e alertá-las sobre os nem tão bons assim", explica. Anelise conta que percebeu um número considerável de pessoas que começaram a ler livros indicados por ela e a blogueira acredita que esse tipo de iniciativa, mesmo que concentrada em nichos, pode fazer a diferença na mudança de hábito de leitura das pessoas. "O papel social é bem forte ao levar um pouco de literatura para pessoas que muitas vezes nem possuem acesso", comenta.
Anelise ainda faz um paralelo sobre o hábito de ler e o gosto pela leitura. Para a blogueira, estimular as pessoas a criarem o costume de ler livros, é uma forma de fazer com que elas leiam mais. "O conselho que eu dou é entender o que elas mais têm curiosidade e interesse em ler. Romance? Fantasia? E a partir daí começar a buscar recomendações na internet ou com outros que já leem. Acho que a forma para se encantar é começar a se apaixonar pelas histórias e toda vez que ler alguma coisa, ficar entusiasmado sem perceber. O resto, vem com o tempo", completa.

Em seu blog, Anne & Cia, Anelise Besson compartilha o gosto pela literatura através de resenhas e textos próprios.

Para além do ambiente online, também é possível encontrar indicações de livros e debates literários de forma a estimular o convívio social através de práticas literárias. É o exemplo de Fernanda Karen, 26, uma das organizadoras do clube do livro em que participa.
Clubes do livro são grupos de pessoas que se encontram com frequência para discutir um determinado livro escolhido pelos integrantes. "Hoje, depois de 5 anos de trajetória, temos por volta de 40 pessoas. No entanto, já como os encontros são muito livres e intimistas, variam muito de participantes por encontro", comenta Fernanda.
"Ele começou com um encontro mensal na livraria Saraiva. Hoje temos dois encontros mensais, um no primeiro sábado do mês, pela manhã, na livraria FOX, e outro no terceiro domingo do mês, na Livraria Leitura. Tentamos manter um cronograma fixo para as pessoas lembrarem que naquele dia haverá o clube do livro. Também temos encontros temáticos. Variamos entre um mês livre e outro mês com tema. O objetivo é estimular leituras diferentes nos participantes", conta a assistente social e organizadora do clube.
Iniciativas como clubes do livro têm voltado a se tornar um hábito comum entre leitores porque estimula o encontro de pessoas que partilham um gosto em comum: a leitura. "Toda forma de arte é transformadora e a literatura é um dos canais mais acessíveis para as pessoas; o clube do livro funciona como um meio de estímulo. Muitos participantes vieram por curiosidade e pouco tinham lido e hoje fazem parte de uma rede de leitores que integra muita gente e nosso objetivo é expandir cada vez mais", diz Fernanda.
ACESSO À LEITURA
Segundo dados da Universidade do Livro da Fundação Editora Unesp, são publicados, diariamente, 100 livros no país. Isso mostra que a falta de opções disponíveis não é um problema. Entretanto, mesmo com tantos livros sendo lançados, ler ainda é um passatempo caro.
De acordo com a última pesquisa da Nielsen, um instituto de pesquisa que audita o mercado brasileiro de livros com base no sistema de faturamento das livrarias, o preço médio de um livro vendido no Brasil é de R$39,70. Levando em conta que o salário mínimo é de R$937,00, comprar apenas um livro por mês já representaria 4% do salário mínimo. Ainda pensando nos resultados pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 30% dos entrevistados nunca comprou um livro na vida. Comparando com a população, é possível afirmar que 60 milhões de brasileiros nunca adquiriu um livro próprio.
Fazer da leitura um hábito pode custar caro e, por isso, é inspirador encontrar cada vez mais iniciativas que promovem o acesso gratuito aos livros. Um exemplo é a Incrível Máquina de Livros, um projeto novo feito pela empresa Infinito Cultural em parceria com a Câmara Brasileira do Livro (CBL).
O diferencial é justamente a promessa de espalhar o gosto pela leitura e o acesso gratuito à literatura através da troca de livros. Uma van temática, imitando uma verdadeira máquina com engrenagens e equipamentos, percorre algumas cidades e estaciona em locais públicos. "O participante leva um livro novo ou usado em boas condições, insere na Máquina e como um toque de mágica aquele livro se transforma em um outro livro, que o participante levará para casa e aproveitará sua nova leitura", explica Fauze Hsieh, presidente da Infinito Cultural, empresa que promove o projeto.
A iniciativa vem sendo muito bem recebida pelo público que passa a receber livros em boas condições de forma fácil e acessível. É possível perceber a aceitação do público através do número de trocas literárias feitas nos primeiros sete dias do projeto. "Já estivemos em São Paulo e São Bernardo do Campo. Em São Paulo tivemos uma média de 2000 trocas durante quatro dias e em São Bernardo do Campo foram de 1500 a 2000 trocas em três dias de ação", conta Hsieh. Para ele, iniciativas como a Incrível Máquina de Livros podem contribuir para a construção de uma sociedade leitura: "Nossa missão é incentivar a leitura. Com a Incrível Máquina de Livros, a missão da Infinito Cultural e da Câmara Brasileira do Livro será trazer a leitura para a pauta do dia, a importância dos livros na educação e formação, de uma forma leve e descontraída".

O projeto da Incrível Máquina de Livros usa a imaginação e boa vontade de leitores para aumentar o acesso aos livros

OPORTUNIDADES PELA LEITURA
A leitura, além do seu caráter didático e criativo, também tem papel fundamental de transformação. É isso que acredita Luciana Pereira, coordenadora do projeto de extensão Humanização e cidadania a partir de práticas literárias, realizado pela PUC Minas. "A leitura é uma ferramenta emancipadora. Ela nos conecta com a possibilidade de reinventar o mundo, sobretudo a leitura ficcional. A escolha da literatura, de práticas literárias, tem a ver com o potencial ficcional e essa dimensão da ficcionalidade como sendo aquela que nos habilita a repensar o mundo, a reinventar e a transgredir nesse sentido de fazer cortes no real, de enxergar outras possibilidades. A ficção nos desloca dos lugares, existe essa crença no potencial absolutamente inovador e alterador da realidade", explica a professora.
O projeto de expansão atua em duas escolas da Região Metropolitana de Belo Horizonte: a Escola Estadual Hugo Viana, em Ribeirão das Neves, e Escola Municipal Carlos Drummond de Andrade, localizada em Contagem. Com o objetivo de incentivar a leitura e criar novos leitores, o trabalho é feito com alunos de nono ano. "É um trabalho que procura, a partir de textos literários, trabalhar o reconhecimento desses alunos como pessoas, como cidadãos, o fortalecimento da sua dimensão humana, da sua singularidade, do seu empoderamento como sujeitos e o reconhecimento das questões de partilha e de convivência", explica Luciana.
  A professora acredita que através da leitura de textos literários é possível ensinar respeito, cidadania e alteridade. "A gente trabalha temas como racismo, sexismo, empoderamento, atuação cidadã, participação, deliberação, discussão", completa. Por meio da leitura de contos, poemas, crônicas e até mesmo matérias jornalísticas, Luciana incentiva o debate e propicia um ambiente livre para a imaginação dos alunos.
Para a surpresa da coordenadora do projeto, algumas escolhas literárias vêm fazendo sucesso entre os jovens de 15 anos. "A gente pensava que um texto em prosa seria mais bem recebido, mas curiosamente os alunos recebem muito bem o poema também. Em determinados momentos os alunos querem declamar, querem recitar a poesia", conta.
Apesar do começo desafiador, Luciana percebe que o projeto e, sobretudo, a leitura, são capazes de fazer a diferença no cotidiano desses jovens. "O começo do nosso projeto na Escola Hugo Viana é impactante. Quando chegamos em sala, no primeiro encontro, um aluno levantou a mão e perguntou o que a achávamos que estávamos fazendo ali em Ribeirão das Neves, qual era a crença que nós tínhamos de que tiraríamos alguém daquele submundo, digamos assim. 'Qual é a chance que vocês acreditam e veem de que algum de nós vai sair desse lugar?' ele perguntou. No ano seguinte a gente lidou com uma menina que, ao escrever, falava muito negativamente de si mesma e das suas intenções de suicídio", relata a professora e coordenadora.
Após um contato com a mãe da jovem e ao longo do trabalho com os textos literários, houve uma melhora visível no astral da menina e na sua percepção de si mesma. Além disso, como resultado do trabalho, os alunos da escola estrelaram uma peça de teatro e produziram um livro de poemas.
O trabalho rendeu frutos que inspiram Luciana e contribuem para uma visão otimista com relação à realidade brasileira. "Não só acho que a gente pode contribuir para mudar hábitos de leitura como acho que a gente pode majorar a compreensão sobre o potencial transformador da leitura", diz. "Acreditamos que podemos mudar a realidade. Ainda é um projeto muito pequeno para as perspectivas e projeções das nossas carências e necessidades, mas é de pouquinho em pouquinho que a gente vai fazendo algo transformador. A gente acredita nesse trabalho", completa.


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12 comentários

  1. Uau! Amei a reportagem, Laura. A cada parágrafo que eu ia lendo eu pensava "caraca". Cada ano que passa eu quero ler mais e mais e eu achei muito bacana esses projetos, incentivando a leitura. Principalmente esse em relação aos presidiários, são tantas histórias. Não conhecia o blog da Anne, vou ver depois.
    Enfim, ótima reportagem e saudades daqui! <3

    Beijos, quebrarosilencio.blogspot.com ❥

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    1. Que saudade de te ver aqui, Amanda!! Fico muito feliz que tenha gostado da reportagem, fiquei receosa de postá-la aqui ahaha Muito obrigada mesmo <3

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  2. Depois de ler essa postagem, fiquei até com esperança em relação ao nosso país. Acho que blogs, canais no youtube, Instagrans, relacionados a literatura, ajudam muito a aumentar o numero de leitores no país. E pela quantidade de pessoas que estão fazendo esse tipo de conteúdo, acredito que muito em breve deixaremos de ser um país tão atrasado nesse aspecto. Estou na torcida para que esse dia chegue =D
    Parabéns pela postagem! Ficou fantástica!
    Beijinhos

    https://atocadalebre.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Nanda! Muito obrigada pela visita e por esse comentário! Fico muito feliz que tenha gostado da reportagem e que ela tenha dado um pouquinho de esperança. Tento me agarrar na ideia de que esses projetos fazem diferença também <3

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  3. Amei a reportagem. Super completa, cheia de informações interessantes. Gostei do projeto do.presídio e do da escola. Na minha cidade tem uma geladeira de livros nos terminais de ônibus. A leitura precisa ser incentivada no nosso país.
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  4. Deu uma dorzinha aqui saber que o lazer preferido dos brasileiros é assistir televisão e que a leitura se encontra em décimo lugar mas o post também trouxe muita esperança. Realmente acredito que a leitura possa ser transformadora e fiquei com muita vontade de fazer trabalhos voluntários lendo também :))
    Beijo!

    Sorriso Espontâneo

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  5. AMEI SUA MATERIA CHEIA DEGRANDES E PODEROSAS INFORMAÇÕS .TIVE MAIS ESPERANÇA REALMENTE BJS .

    https://mundodaveeh.wordpress.com/.

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  6. Reportagem completíssima. É triste a realidade do mercado editorial do Brasil, assim como ver que grande parte da população prefere assistir televisão. Mas esse post, assim como o próprio blog, incentivam e nos dá esperança de mudar esse cenário. O que podemos fazer além do proposto, é apoiar o mercado, os autores brasileiros e blogs e canais literários. Amei seu conteúdo :)

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