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Nostalgia Cinza


Todo final de ano a gente para, faz um balanço de tudo que aconteceu nos últimos 12 meses, tenta encontrar soluções, respostas e, quem sabe, algumas perguntas que a gente quer responder na virada do ponteiro. É um exercício saudável e muito gostoso de fazer, mesmo que nem tudo tenha acontecido como a gente esperava. Saber que em alguns minutos vamos recomeçar uma contagem simbólica que representa tanta coisa nos dá um empurrãozinho que não nos permitimos dar o ano inteiro. É como se o universo abrisse uma porta dourada e dissesse "vai, tenta de novo, tá tudo certo".
Ao longo de vários réveillons eu me peguei olhando pro céu se colorindo de fogos de artifício e pensei no que eu gostaria de desenhar nas páginas em branco que surgiam à minha frente. Durante várias noites de ano novo eu me perguntei quem eu gostaria de ser, quantos começos eu gostaria de tentar e quais recomeços estariam me aguardando. Sempre pensei na virada de ano como uma tentativa de começar algo novo, uma oportunidade para ser alguém diferente. Dessa vez eu pensei em fazer diferente. Se novos começos e eternos recomeços quiserem me surpreender, serão extremamente bem vindos, mas não vou buscá-los.

Em 2018 quero dar continuidade a tudo de bom que consegui alcançar em 2017. Quero me permitir ser quem eu comecei a me tornar e continuar a me transformar em quem quero ser. Ao final de 2018 terei encerrado alguns capítulos bem importantes da minha vida. Já que 2019 vai ser um verdadeiro ano de começos, quero que 2018 seja lindo em toda a sua permanência, em toda a sua constância.  Em 2018 quero me tornar uma versão melhor de mim mesma. Em 2017 aprendi a me amar um pouco mais, a cuidar de mim mesma como nunca havia feito antes e espero que em 2018 eu me apaixone por mim como nunca me permiti antes. Em 2018 quero cuidar ainda mais do meu corpo, desse instrumento que abriga meu ser e me permite viver meus dias aqui na terra da melhor forma possível. Em 2018 quero mergulhar ainda mais naquilo que me entreguei em 2017; eu que sempre vivi de forma racional e calculista, deixei que a vida me amansasse um pouquinho e o resultado foi uma delicia que merece bis. Em 2018 quero me desafiar ainda mais a ser a profissional que descobri que posso me tornar; descobri que tem tanta coisa me esperando e eu nem sabia.  
Em 2018 quero me permitir ser ainda mais criativa, espontânea e sensível; eu tinha um universo de possibilidades grudadas dentro de mim e só agora comecei a materializá-lo e mostrá-lo pro mundo. Em 2018 quero continuar presente, amando o tempo que me permito viver, o momento em que me permito estar; descobri em 2017 que fazer planos é importante sim, mas que a vida acontece agora, aqui, não depois, não lá. Em 2018 quero me permitir amar os detalhes que me fizeram quem sou; num mundo de tanta grandeza, enxergar as nuances é um privilégio que amo com fervor. Em 2018 quero continuar correndo atrás daquilo que me faz bem, continuar me colocando como prioridade e buscando aquilo que acalma minha alma. Em 2018 quero me aprofundar em tudo aquilo que toquei apenas na superfície e já me transformou positivamente de alguma forma.
Nem só de inícios e pontos finais se contam histórias incríveis. Tudo aquilo que está no meio é o que dá volume e significado àquilo que começamos ou estamos prestes a terminar. 2018 começa agora, mas será mais que um primeiro ou último capítulo de algo, será uma continuação daquilo que me permiti ser e que pretendo continuar sendo. Que 2018 seja um ano de constantes transformações e aprendizados, que seja um ano enriquecedor e lindo e que cada oportunidade seja uma chance de crescer como pessoa e como ser vivo.
Em 2018 quero ser tudo aquilo que almejo e tudo aquilo que nunca pensei que fosse capaz de ser. Bring it on!


*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. Fonte: pinimg.


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12:14 No comments


            Os últimos dias do ano estão finalmente se arrastando e a gente vai vendo o calendário acabando cada vez mais rápido. Já está chegando a hora de reler todos aqueles clichês de “novo ano, novo eu”, “Página 1 de 365” e etc. Clichês nas palavras e nas atitudes. Esse ano vou levar a academia a sério, esse ano vou largar meu emprego, esse ano vou tomar vergonha na cara e terminar com o encosto, esse ano vou mudar de vez tudo aquilo que não gosto em mim. Soa familiar?
            Eu, assim como praticamente todas as pessoas sãs no planeta, sempre estabeleci metas para o ano que está começando – mesmo que uma das metas fosse não ter metas. Percebi que muito daquilo que eu queria era superficial e, infelizmente, material. E mesmo aqueles desejos inocentes como terminar uma história que estava começando a colocar no papel eram muito complexos e demandavam muito tempo e dedicação que nem sempre eu podia dar. Hoje, tentando absorver tudo o que vivi nesse ano, percebo que aqueles momentos pequenos, praticamente insignificantes, foram os que mais me marcaram de alguma forma. Sou dessas românticas incorrigíveis que se lembram mais de um sorriso do que de um presente, que guarda um olhar, mas não guarda uma data. Meu ano não foi tão cheio de momentos marcantes e gigantes, mas foi – ainda bem – repleto de pequenos detalhes inesquecíveis.
           Doze meses atrás, quando estava pulando minhas sete ondas e dando uma rosa vermelha de presente para o mar, desejei muita coisa que não dependia de mim, muita coisa que, no fundo no fundo, eu sabia que não acrescentaria nada significante. O ano novo não chegou pra mim ainda e sei que esse ano quero algo diferente, quero algo mais simples e sincero. Em 2015 eu quero me apaixonar.
            Quero me apaixonar por lugares novos, por algum chão que nunca pisei antes. Quero me apaixonar pelo ar fresco de algum ambiente que até então era inédito para mim. Quero me apaixonar por momentos que sei que não vou ter de volta, por sensações que vão ficar para sempre impregnadas em mim. Quero me apaixonar por sorrisos, por risadas altas e gostosas. Quero me apaixonar por olhares, por toques discretos, por mãos dadas. Quero me apaixonar por abraços, por carinhos. Quero me apaixonar por novas perspectivas, por novos colegas, por novos amigos. Quero me apaixonar por um trabalho, por um livro, por um filme, por uma nova história. Quero me apaixonar pelo vento, pelo mar, pelo céu. E, se todas essas paixões não forem o suficiente, quem sabe não quero me apaixonar por alguém que faça meu coração bater um pouquinho mais rápido?
            Nesse ano que está começando, ao invés de fazer promessas que, cá entre nós, você sabe que não vai cumprir, procure se apaixonar. Apaixone-se por quem você não via há tempos e por quem você vê todo dia. Apaixone-se por um lugar novo, por um lugar velho, por um sonho. Apaixone-se por alguém que gosta de se sujar, de rolar na grama, de brincar como criança. Apaixone-se por um sorriso discreto, por uma risada solta, por um frio na barriga. Apaixone-se por um pensamento, por uma ideia. Apaixone-se por uma mordida de amor, por um abraço de adeus. Apaixone-se por um velho amigo, por um novo amor. Apaixone-se por um dia, por uma data, por uma manhã. Apaixone-se por um flerte, por uma conversa de bar, por um encontro casual. Apaixone-se por um pôr do sol, por uma lua minguante. Apenas... apaixone-se.
Você não precisa de um grande amor para se apaixonar, basta uma mente aberta e um brilho nos olhos. Um quê de esperança faz bem pra qualquer um, mesmo que esse qualquer um seja você.
Deixei minhas metas e promessas de lado e estou me arriscando com algo mais romântico e sincero e, convenhamos, bem mais complexo também, né? Esse ano estou aberta para novas paixões.
Quer fazer uma promessa de ano-novo? Promete tentar se apaixonar! Aqueles quilinhos que você perdeu se matando na esteira vão, sinto lhe informar, acabar correndo de volta pra você, mas aquela oportunidade que você deixou passar não vai voltar. Sorria de volta para alguém diferente que te olhar na rua, você vai se apaixonar pela sensação de ser correspondido.
Espero que 365 dias depois que o último fogo de artifício estourar no ar você esteja mais leve e apaixonado por qualquer simplicidade que tenha agradado seu coração ao longo do ano. Espero que surpresas façam com que eu e você nos apaixonemos com um sorriso no rosto. Nesse ano que está começando desejo toda a sorte do mundo para nossos corações, eles vão precisar de uma ajudazinha, né? Em 2015, bora se apaixonar comigo?

19:12 5 comments
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Laura Brand. Editora, jornalista, produtora de conteúdo e apaixonada por contar histórias. É apaixonada por livros e acredita que cada página guarda uma história incrível que merece ser contada. Atualmente você pode encontrá-la falando sobre narrativas por aí, contando histórias escritas e ajudando a transformar sonhos em livros.

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