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Nostalgia Cinza


Adoro filmes de suspense, ainda mais quando te fazem ficar grudada na cadeira do cinema sem conseguir respirar direito. Águas rasas fez exatamente isso comigo. É um filme que tem tudo para ser mais um clichê e surpreende com uma personagem inteligente e marcante.

“Nancy está surfando em uma praia isolada quando se vê presa em uma boia a vinte metros da margem. A dificuldade em sair dali apenas cresce quando percebe que está sendo vigiada por um tubarão branco.”

Blake Lively me surpreendeu como Nancy. Não estava acostumada a vê-la em um papel tão dramático e exigente e ela conseguiu entregar uma ótima atuação e uma personagem bem marcante. Nancy se sente perdida após a morte de sua mãe e decide viajar até o México para conhecer uma praia secreta, um lugar mágico para sua mãe que descobriu ali que estava grávida. Em pouco tempo ela percebe que aquela praia não é tão paradisíaca quanto parece ser.
Nancy é doce, muito corajosa e extremamente inteligente. Essa última foi a característica que mais se exalta ao longo do filme, ela faz coisas que jamais passariam pela minha cabeça em uma situação tão crítica em que é preciso tirar proveito do instinto de sobrevivência e de um pensamento rápido e analítico. Uma das coisas que mais me incomodam em filmes de suspense, são personagens irreais com atitudes claramente estúpidas, o que praticamente não acontece ao longo do filme. Isso faz com que Águas Rasas não se torne monótono, muito pelo contrário.
Águas rasas vai direto ao ponto, diferente de filmes clássicos do mesmo estilo como Tubarão que demoram certo tempo para apresentar cenas de ação ou momentos em que algo assustador acontece. Águas rasas, ao contrário do clássico, não constrói uma história cheia de diálogos, com vários personagens e cenários. Uma pequena e rápida introdução situa a personagem de Blake na história e o filme não demora para preparar o terreno com um suspense crescente. O filme se passa todo em um curto espaço de tempo e apenas em um lugar, o que contribui para que o suspense seja ainda mais eletrizante. Águas rasas é bem real na medida do possível e mantém o suspense do início ao fim, é impossível ficar calmo em meio ao terror sofrido por Nancy. É um filme para ficar sem respirar direito, com os olhos grudados na tela sem piscar.
Minha única crítica diz respeito ao final do filme, fiquei com a impressão de que a última cena foi escrita de forma muito rápida e só para concluir a história com alguma explicação. Por mais que a conclusão tenha sido boa, senti que faltou alguma coisa.
Águas rasas é uma excelente pedida para quem é fã de um bom suspense e de uma história eletrizante. Os roteiristas souberam trabalhar muito bem o curto espaço de tempo da história e criar um enredo que funciona, é aquele filme pra assistir várias vezes.

País: EUA
Classificação: 14 anos
Estreia: 25 de Agosto de 2016
Duração: 102 min.
Direção: Jaume Collet-Serra
Roteiro: Anthony Jaswinski
Elenco: Blake Lively , Óscar Jaenada



*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. Fonte: Google imagens.

Ficou com vontade de assistir o filme ou gostou da resenha? Então corre para os cinemas e não se esqueça de me contar o que achou. Já assistiu o filme? Não deixe de compartilhar a sua opinião aqui em baixo!
09:05 3 comments

Nerve era um mistério para mim. Antes de assistir ao filme, não sabia praticamente nada sobre a história. Fazia um bom tempo que eu tinha assistido ao trailer e acabei me esquecendo do enredo. Não criei nenhuma expectativa para o filme e me surpreendi de uma forma muito positiva.

“A tímida Vee DeMarco (Emma Roberts) é uma garota comum, prestes a sair do ensino médio e sonhando em ir para a faculdade. Após uma discussão com sua até então amiga Sydney (Emily Meade), ela resolve provar que tem atitude e decide se inscrever no Nerve, um jogo online onde as pessoas precisam executar tarefas ordenadas pelos próprios participantes. O Nerve é dividido entre observadores e jogadores, sendo que os primeiros decidem as tarefas a serem realizadas e os demais as executam (ou não). Logo em seu primeiro desafio Vee conhece Ian (Dave Franco), um jogador de passado obscuro. Juntos, eles logo caem nas graças dos observadores, que passam a enviar cada vez mais tarefas para o casal em potencial.”

O filme já vai direto ao ponto, não existe muita enrolação para explicar o que é o jogo, como ele funciona, até porque é bem intuitivo. O roteiro também não faz muitas introduções a respeito dos personagens, apenas o básico para entender suas motivações e personalidades. Os personagens também são bem diferentes entre si e funcionam bem juntos. A química entre Emma Roberts e Dave Franco é muito boa, foi um dos pontos altos do filme. 
Achei a história bem diferente do que estou acostumada a ver. É uma abordagem interessante a respeito de como um aplicativo/site pode se tornar um fenômeno tão rapidamente e influenciar os jovens de forma tão avassaladora. O filme também dá um toque sobre a falta de privacidade causada pela exposição pessoal e ingênua na internet e critica uma característica dos jovens de hoje de procurarem validação dos outros acima da própria segurança e bem estar, não só por causa do dinheiro (que é a razão principal da adesão ao aplicativo). Claro que é uma crítica exagerada e muito extrema, mas ainda assim é uma reflexão válida.
A resolução do filme não foi rápida nem lenta, o que geralmente me incomoda. A história se encaixou bem, de uma forma razoavelmente boa. Ficou bem redondinho e ainda abre espaço para uma possível continuação. É preciso não procurar muitos defeitos de realidade (que não são muitos) e abraçar a história. É um filme de aventura diferente e divertido.
Nerve começa de uma forma mais tranquila, divertida e bem teen. Com o passar do tempo e do avanço dos personagens no jogo, ele se torna cada vez mais tenso, perigoso e misterioso. É um filme divertido e bem feito, bem elaborado. Entrega exatamente o que promete o trailer sem estragar a história, isso hoje em dia é uma raridade muito bem vinda. Não é um filme sensacional, mas vale a pena a ida aos cinemas, me divertiu bastante e não vi o tempo passar.

País: EUA
Classificação: 12 anos
Estreia: 25 de Agosto de 2016
Duração: 96 min.
Direção: Ariel Schulman, Henry Joost
Elenco: Emma Roberts, Juliette Lewis, Dave Franco



*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. Fonte: Google imagens.

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12:03 2 comments

Sei que as férias já acabaram, mas os motivos para ir ao cinema não. Nas próximas duas semanas, algumas tramas bem interessantes, fofas, arrepiantes e incríveis vão chegar às telefonas de todo o país. Separei cinco filmes que estão na minha lista para assistir e espero que sirvam de indicações para quem estiver buscando uma história nova para conhecer.


ÁGUAS RASAS
Nancy (Blake Lively) é uma jovem médica que está tendo de lidar com a recente perda da mãe. Seguindo uma dica sua, ela vai surfar em uma paradisíaca praia isolada, onde acaba sendo atacada por um enorme tubarão. Desesperada e ferida, ela consegue se proteger temporariamente em um recife de corais, mas precisa encontrar logo uma maneira de sair da água.




NERVE - UM JOGO SEM REGRAS

A tímida Vee DeMarco (Emma Roberts) é uma garota comum, prestes a sair do ensino médio e sonhando em ir para a faculdade. Após uma discussão com sua até então amiga Sydney (Emily Meade), ela resolve provar que tem atitude e decide se inscrever no Nerve, um jogo online onde as pessoas precisam executar tarefas ordenadas pelos próprios participantes. O Nerve é dividido entre observadores e jogadores, sendo que os primeiros decidem as tarefas a serem realizadas e os demais as executam (ou não). Logo em seu primeiro desafio Vee conhece Ian (Dave Franco), um jogador de passado obscuro. Juntos, eles logo caem nas graças dos observadores, que passam a enviar cada vez mais tarefas para o casal em potencial.




PETS - A VIDA SECRETA DOS BICHOS
Max é um cachorro que mora em um apartamento de Manhattan. Quando sua querida dona traz para casa um novo cão chamado Duke, Max não gosta nada, já que seus privilégios parecem ter acabado. Mas logo eles vão ter que pôr as divergências de lado quando um incidente coloca os dois na mira da carrocinha. Enquanto tentam fugir, os animais da vizinhança se reúnem para o resgate e uma gangue de bichos que moram nos esgotos se mete no caminho da dupla.




STAR TREK: SEM FRONTEIRAS
Após sofrerem com a ira de John Harrison (Benedict Cumberbatch), Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto), Uhura (Zoe Saldana), McCoy (Karl Urban), Sulu (John Cho), Chekov (Anton Yelchin) e Scotty (Simon Pegg) retornam à Enterprise para uma nova e difícil aventura intergaláctica.




CAFÉ SOCIETY
Anos 1930. Bobby (Jesse Eisenberg) é um jovem aspirante a escritor, que resolve se mudar de Nova York para Los Angeles. Lá ele deseja ingressar na indústria cinematográfica com a ajuda de seu tio Phil (Steve Carell), um produtor que conhece a elite da sétima arte. Após um bom período de espera, Bobby consegue o emprego de entregador de mensagens dentro da empresa de Phil. Enquanto aguarda uma oportunidade melhor, ele se envolve com Vonnie (Kristen Stewart), a secretária particular de seu tio. Só que ela, por mais que goste de Bobby, mantém um relacionamento secreto.



*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. Fonte: aki.photograph, flickr..


Ficou com vontade de assistir algum desses filmes? Faltou algum aqui na lista? Não deixe de me contar aqui nos comentários <3
09:44 12 comments

O filme mais esperado do ano finalmente chegou aos cinemas e, com pouco mais de alguns dias de exibição para a imprensa, já divide opiniões.

“Reuna um time dos super vilões mais perigosos já encarcerados, dê a eles o arsenal mais poderoso do qual o governo dispõe e os envie em missão para derrotar uma entidade enigmática e insuperável que a agente Amanda Waller (Viola Davis) concluiu que só pode ser vencida por indivíduos desprezíveis e com nada a perder. Quando os membros do improvável time percebem que não foram escolhidos para vencer, mas sim para falharem inevitavelmente, será que o Esquadrão Suicida decide ir até o fim tentando concluir a missão ou a partir daí é cada um por si?”

É inegável dizer que Esquadrão Suicida gerou uma expectativa gigantesca tanto por parte dos fãs de quadrinhos como pelo público geral que se interessou pela proposta vendida nos trailers extremamente bem feitos. A questão central é: o filme entrega o que promete? 
O filme começa com uma apresentação rápida sobre os vilões que compõem o Esquadrão Suicida e é um dos pontos altos do filme. Com uma música diferente a cada vilão, vemos como eles foram parar nas prisões, seus conflitos com quem os colocou lá e um pouco da história e personalidade excêntrica de cada um. As primeiras cenas do filme foram feitas especialmente para empolgar o expectador e isso funciona muito bem.
A trilha sonora é simplesmente sensacional. É, sem dúvidas, uma das melhores trilhas que já ouvi. As músicas são muito bem distribuídas ao longo do filme sem ficar algo enjoativo ou forçado demais. Além disso, a escolha das músicas para cada personagem, principalmente na parte das apresentações iniciais é uma ótima estratégia.
Os personagens são muito bons, com personalidades bem caricatas e existe realmente muita variedade. Infelizmente alguns ganham mais espaço de tela que outros, mas isso já era esperado, então não foi nenhuma surpresa. O ponto mais alto do filme é, sem dúvidas, Margot Robbie como Arlequina. A atriz incorpora muito bem o papel de uma vilã sensual e louca. Para interpretar a amante do Coringa é preciso realmente entender o papel e Margot teve uma atuação quase que perfeita. Will Smith está muito bom no papel de Pistoleiro, mas o ator não foge muito dos perfis que está acostumado a interpretar. Viola Davis também é uma atriz que consegue dar vida e personalidade ao papel de Amanda Waller.
Algumas das cenas mais legais de Esquadrão Suicida tem a relação da Arlequina e Coringa como fato principal. Além de algumas explicações envolvendo origem, as cenas conseguem transmitir a química do casal de um jeito muito crível e empolgante.
Gostei do fato do filme se passar num curto espaço de tempo, sem muita enrolação ou explicações desnecessárias. Mostra exatamente o propósito do filme. Esquadrão Suicida é muito autoexplicativo e não é preciso ser um fã alucinado dos quadrinhos para conseguir entender a trama ou se envolver com o desenvolvimento dos personagens.
Esquadrão Suicida não é um filme muito sombrio como o primeiro trailer fez parecer que é. Entretanto, também não é um filme muito cômico ou abusivo nas piadas. Arlequina é uma das principais responsáveis pelo alívio cômico do filme sem ficar muito enjoativo.
Acho que o principal motivo para as críticas negativas foi a expectativa gerada pelos trailers. O que acaba sendo ruim porque limita em muito o fator surpresa e espontaneidade. O filme é o que se passa nos trailers. Sim, Esquadrão Suicida entrega o que promete, mas nada mais que isso. O filme não correspondeu às minhas expectativas que eram muito elevadas, mas também não foi uma decepção. O Coringa aparece ao longo de todo trailer, o que não acontece no filme, suas participações são pontuais e dá para perceber que várias cenas foram cortadas na edição final. O filme não é um filme do Coringa, ele não passa de um mero coadjuvante. Talvez tenha sido por isso que o longa foi recebido de forma tão negativa por parte da crítica.
Jared Leto como Coringa é uma questão interessante. É muito difícil comparar sua atuação com a lendária de Heath Ledger pelo simples fato de que os dois coringas são extremamente diferentes. Não chega a ser justo compará-los. O Coringa de Heath é um homem extremamente sombrio, perdido em si e cheio de ódio. Já o personagem interpretado por Leto é um Coringa mais gângster (como é mostrado de forma explícita nos trailers) e extremamente louco. Também é difícil avaliar a atuação de Jared levando em conta o curto tempo que ele aparece na telona. Achei que ele não ficou devendo muito, mas gostaria de ter visto mais.
Um ponto negativo do filme foi o vilão escolhido. Fiquei extremamente incomodada com a razão de todo o problema, não vi muito sentido nas escolhas feitas e com o desenrolar da trama em cima disso. Também achei a solução de tudo muito rápida. Além disso, faltou certa química entre os vilões do Esquadrão. Talvez tenha sido pelo curto espaço de tempo no qual o filme acontece, mas o enredo pecou em não explorar de forma mais convincente a aproximação dos personagens. A química entre o Pistoleiro e Arlequina é uma das únicas que realmente parece original.
O filme possui uma cena pós-créditos no estilo Marvel (fãs da DC, me perdoem pela referência) claramente feita para os fãs. A cena é legal, é empolgante, vale a pena ficar para assistir.
Apesar das críticas, o filme me agradou muito, me divertiu e cumpriu seu papel; entregou vilões caricatos, diferentes e muito divertidos, cada um com sua complexidade individual. Assistiria ao filme de novo facilmente, sem dúvidas. É um filme que vale a pena assistir, mesmo que não seja o melhor do ano.


País: EUA
Classificação: 12 anos
Estreia: 4 de Agosto de 2016
Duração: 130 min
Direção: David Ayer
Roteiro: David Ayer
Elenco: Margot Robbie, Jared Leto, Jai Courtney, Will Smith, Cara Delevingne, Viola Davis



*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. Fonte: Google imagens.


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10:55 11 comments
E 13 anos depois do sucesso incrível de Procurando Nemo, podemos ir ao cinema matar um pouquinho da saudade dos peixinhos mais apaixonantes da Pixar. Procurando Dory é uma das promessas da Pixar e dos estúdios Disney para 2016 e um pequeno bálsamo para aqueles fãs nostálgicos que estavam morrendo por uma chance de matar a saudade de um clássico da infância.

O filme reúne o favorito de todos, o esquecido peixinho tang azul Dory, com seus amigos Nemo e Marlin em uma busca por respostas sobre o seu passado. O que ela consegue se lembrar? Quem são seus pais? E onde ela aprendeu a falar Baleiês?

Fui ao cinema extremamente animada e esperançosa como não ia em muito tempo. Após aquele susto inicial de saber que um dos maiores clássicos infantis da Pixar teria uma continuação, fui de coração aberto para conhecer essa nova história. Estava extremamente curiosa sobre como os roteiristas poderiam continuar uma história que tinha terminado da forma mais redondinha de todas. Mas a verdade é que Procurando Dory é mais um spin-off do que um Procurando Nemo 2.

O filme mostra como os personagens estão um ano após terem cruzado o oceano atrás do pequenino Nemo, mas não se preocupa em continuar a história dos peixe-palhaço. Ao contrário do que promete o título do filme, a história é voltada para Dory procurando seus pais e a si mesma, é uma busca ao seu passado e suas origens turvas.

O filme parece mais ter sido feito para matar uma saudade dos fãs originais do que para conquistar uma nova geração, apesar de esse ser um objetivo inevitável. Procurando Dory traz inúmeras explicações para os fãs do clássico. Como a Dory aprendeu a falar baleiês, a origem do seu mantra "continue a nadar" e outras de suas pérolas são explicadas e apresentadas, além de aparições de alguns dos personagens favoritos.

O filme não estraga o primeiro, como era um dos meus medos como fã de carteirinha de Procurando Nemo. Mas também não se compara ao original. Procurando Nemo, vencedor de um prêmio Oscar e queridinho de uma geração, tem seu sucesso todo por um motivo. Procurando Nemo é um filme fácil de digerir, engraçadíssimo na medida certa e simplesmente especial como só quem já conhece vai entender. Procurando Dory é um filme que passa uma carga um pouco mais pesada. Dory sofre na grande parte do filme por conta de sua perda de memória e isso começa a afetar sua personalidade antes inatingível. Enquanto no primeiro filme essa doença é tratada com humor, em Procurando Dory ela deixa de ser motivo de piada para se tornar um sofrimento constante para a peixinha e se torna seu maior desejo de superação. É inspirador e emocionante, mas não tão gostoso de assistir quanto o primeiro. Enquanto tenho vontade de reassistir Procurando Nemo inúmeras vezes, Procurando Dory não é um filme que eu assistiria mais que duas vezes, por melhor que tenha sido.

A Pixar tem uma característica que exerce com maestria. Faz filmes infantis com vários ensinamentos adultos e reflexões para todas as idades. E os últimos filmes da Pixar parecem abordar cada vez mais uma temática adulta em filmes pra crianças. É o exemplo do sucesso Divertida Mente (um dos melhores filmes da Pixar, na minha opinião) que aborda a depressão de uma forma sutil e extremamente didática. Por conta dessa característica crescente e cada vez mais marcada, ao contrário do primeiro, não acho que Procurando Dory seja aquele filme perfeito para crianças. Apesar dos personagens caricatos e chamativos e dos cenários coloridos e incríveis, é um filme mais dramático do que cômico, o que talvez possa impedir a criançada de ficar grudada na telona como aconteceu com Procurando Nemo.

A continuação foi feita de forma perfeita para matar a saudade de quem já é fã de Procurando Nemo e divertir aqueles que estão conhecendo esse universo agora. O filme ganha mais pelos personagens e pela nostalgia do que pela história em si que foi um pouco fraca e dramática.

Minhas quatro estrelas para o filme se dão para os personagens como sempre muito bem elaborados e trabalhados - característica clássica dos filmes da Pixar - e para o sentimento de nostalgia que foi muito bem saciado sem interferir em nada na história do primeiro filme. Hank e Geraldo foram os alívios cômicos certeiros do filme, mas Destiny, a baleia e Charlie, o golfinho, também foram pontos positivios muito fortes. A trilha sonora não deixa a desejar, como sempre, e a dublagem está maravilhosa, digna de um filme da Pixar. Foi um filme ótimo para gerar aquela expectativa boa e sair da sala do cinema com aquele calorzinho no peito de quem pôde voltar a ser criança de novo.


País: EUA
Classificação: livre
Estreia: 30 de Junho de 2016
Duração: 95 min.
Direção: Andrew Stanton
Roteiro: Andrew Stanton
Elenco: Ellen DeGeneres , Albert Brooks , Idris Elba , Kate McKinnon , Bill Hader , Dominic West , Diane Keaton


*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. Fonte: Google imagens.


Ficou com vontade de assistir o filme ou gostou da resenha? Então corre para os cinemas e não se esqueça de me contar o que achou. Já assistiu o filme? Não deixe de compartilhar a sua opinião aqui em baixo!
13:51 8 comments

As férias estão aí e nada mais gostoso do que passar algumas tardes na frente de uma telona co uma pipoca quentinha no colo e uma boa companhia, não é mesmo? Já fiz um post a respeito dos lançamentos que mais espero em 2016, mas fui descobrindo alguns filmes novos que não estavam na lista e que quero muito assistir.
Coloquei na minha lista de férias que quero ir bastante ao cinema nos próximos meses então nada melhor do que fazer mais um post cinematográfico pra me ajudar nessa missão, não é mesmo?
Não deixa de me contar aqui nos comentários quais os filmes que você espera ansiosamente pra assistir também <3


AS TARTARUGAS NINJA – FORA DAS SOMBRAS
Auxiliado pelo dr. Baxter Stockman (Tyler Perry), o Clã do Pé planeja libertar o vilão Destruidor (Brian Tee) exatamente quando ele é transferido para a prisão. Após o plano de resgate ser descoberto por April O'Neal (Megan Fox), as tartarugas ninja entram em ação para impedi-lo - só que fracassam graças à iniciativa de Krang, um ser alienígena que planeja invadir a Terra. Para enfrentá-los, as tartarugas contam com a ajuda de um novo combatente: Casey Jones (Stephen Amell), um policial que estava no camburão que conduzia o Destruidor quando conseguiu escapar.



COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ
Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.



TRUQUE DE MESTRE 2
Após enganarem o FBI, os cavaleiros Daniel Atlas (Jesse Eisenberg), Merritt McKinney (Woody Harrelson) e Jack Wilder (Dave Franco) estão foragidos. Eles seguem as ordens de Dylan Rhodes (Mark Ruffalo), que segue trabalhando no FBI de forma a impedir os avanços na procura dos próprios cavaleiros. Paralelamente, o grupo planeja seu novo ato: desmascarar um jovem gênio da informática, cujo novo lançamento coleta dados pessoais dos usuários. Entretanto, durante a revelação da farsa, os próprios cavaleiros são vítimas de um contragolpe, vindo de um inimigo desconhecido.



MAIS FORTE QUE O MUNDO - A HISTÓRIA DE JOSÉ ALDO
Nascido e criado em Manaus, José Aldo (José Loreto) precisa lidar com a truculência do pai, Seu José (Jackson Antunes), que além de se embebedar constantemente ainda por cima bate na esposa, Rocilene (Cláudia Ohana), com frequência. Enfrentando constantemente seus demônios internos, Aldo encontra na luta sua válvula de escape. Acreditando em seu futuro como lutador, ele aceita se mudar para o Rio de Janeiro e morar de favor no pequeno alojamento de uma academia. Lá ele recebe o apoio do amigo Marcos Loro (Rafinha Bastos) e conhece Vivi (Cleo Pires), uma jovem que vai constantemente à academia. Precisando ralar um bocado para se manter, Aldo enfim consegue um voto de confiança do treinador Dedé Pederneiras (Milhem Cortaz), iniciando assim sua carreira no mundo do MMA.



PROCURANDO DORY
Um ano após ajudar Marlin (Albert Brooks) a reencontrar seu filho Nemo, Dory (Ellen DeGeneres) tem um insight e lembra de sua amada família. Com saudades, ela decide fazer de tudo para reencontrá-los e na desenfreada busca esbarra com amigos do passado e vai parar nas perigosas mãos de humanos.




A ERA DO GELO: O BIG BANG
Após uma nova trapalhada de Scat, uma catástrofe cósmica ameaça a vida na Terra, obrigando Manny, Ellie, Diego, Shira e Sid a deixarem seus lares. Eles encontram o abrigo ideal em uma caverna ocupada pelo excêntrico líder espiritual Shangri Lhama e seus seguidores.



A LENDA DE TARZAN
Releitura da clássica lenda de Tarzan, na qual um pequeno garoto órfão é criado na selva, e mais tarde tenta se adaptar à vida entre os humanos. Na década de 30, Tarzan, aclimitado à vida em Londres em conjunto com sua esposa Jane, é chamado para retornar à selva onde passou a maior parte da sua vida onde servirá como um emissário do Parlamento Britânico.




ESQUADRÃO SUICIDA
Reuna um time dos super vilões mais perigosos já encarcerados, dê a eles o arsenal mais poderoso do qual o governo dispõe e os envie a uma missão para derrotar uma entidade enigmática e insuperável que a agente governamental Amanda Waller (Viola Davis) decidiu que só pode ser vencida por indivíduos desprezíveis e com nada a perder. No então, assim que o improvável time percebe que eles não foram escolhidos para vencerem, e sim para falharem inevitavelmente, será que o Esquadrão Suicida vai morrer tentando concluir a missão ou decidem que é cada um por si?

Dessa lista já posso riscar Truque de mestre 2 e você? Quais desses filmes você já viu ou quer muito ver?
*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. Fonte: Pinterest. Sinopses: AdoroCinema.
06:01 7 comments
 
            Finalmente um dos filmes mais esperados do ano chegou aos cinemas e valeu cada minuto da espera. Sem dúvidas um dos melhores filmes da Marvel, Capitão América: Guerra Civil vai dar muito o que falar.
“Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.”
            Guerra Civil correspondeu a cada uma das minhas expectativas. A princípio achei que a mudança na história original iria ser um problema, mas os irmãos Russo conseguiram fazer um filme excepcional com os personagens escolhidos e encaixaram uma história paralela ao registro dos heróis de uma forma brilhante.
            O filme já começa com uma cena de ação bem ao estilo de Vingadores: Guerra de Ultron que serve de estopim para introduzir a lei do registro dos Vingadores e outros heróis. Com exceção de alguns pequenos momentos, as cenas de luta são muito bem feitas e coreografadas, não parece forçado. Logo de cara o filme já apresenta os Vingadores que protagonizaram Guerra de Ultron usando suas habilidades como já conhecemos.
            Os personagens “novos” roubam o filme, sem mais. Além do uniforme sensacional, Pantera Negra tem algumas, se não as melhores cenas de luta. O Homem-Formiga, apesar de não ser novo nesse universo Marvel, também impressiona nas cenas em que aparece para se unir ao time do Capitão América. Mas, é claro, um dos heróis mais amados das histórias em quadrinhos fez o cinema inteiro pular nas cadeiras e gritar na sala. A participação do Homem-Aranha é incrível (apesar de não ser tão fundamental quanto na Guerra Civil dos quadrinhos) e muito bem pontuada. Sem precisar contar a origem do amigão da vizinhança em mais de alguns diálogos, ele é bem fiel aos quadrinhos: extremamente bem humorado e engraçado, é um dos alívios cômicos do filme. Visão e principalmente a Feiticeira Escarlate também surpreendem de forma muito positiva.
            O filme é longo, com duas horas e meia, mas a história se desenvolve de forma lógica e bem rápida. Sem abusar de cenas desnecessárias, Guerra Civil resume várias histórias paralelas dos personagens. São vários contextos dentro do filme e acho que todos foram explorados na medida certa para não tornar o filme cansativo. A atuação de Robert Downey Jr. e Chris Evans nesse filme também merecem ser exaltadas.
            Guerra Civil é, sem dúvidas, um dos filmes mais engraçados da Marvel, ficando atrás apenas de Guardiões da Galáxia, na minha opinião. Por ser um filme que trabalha uma história mais séria e gira em volta de vingança e conflitos de consciência, não esperava que fosse tão engraçado. Também não exagera no humor, as piadas não são forçadas e são extremamente pontuais. O cinema todo deu boas gargalhadas.
            Saí do cinema extramente satisfeita com o filme. Toda a espera correspondeu às minhas expectativas. Os personagens, os diálogos, o humor, as cenas de ação, o final... Incrível. Sem mais. Guerra Civil é quase tão bom quanto o primeiro filme dos Vingadores.
            Mesmo quem não é fã de carteirinha do universo Marvel, pode assistir tranquilamente ao filme. Sem muitas referências que só os geeks dos quadrinhos entendem, o filme entrega uma história fácil de agradar a todos. Mas, mesmo quem é fã assíduo, não vai sentir falta de muita coisa. Guerra Civil entregou absolutamente tudo que prometeu nos trailers e isso é essencial. Um desses filmes que quem gosta do gênero não pode nem pensar em perder. Ah, boa notícia! São duas cenas extras ;)

País: EUA
Classificação: livre
Estreia: 28 de Abril de 2016
Duração: 2h26 min.
Direção: Anthony Russo
Roteiro: Christopher Markus
Elenco: Chris Evans,  Robert Downey Jr. , Chadwick Boseman ,  Anthony Mackie , Scarlett Johansson



*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. Fonte: Google imagens.

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17:35 4 comments
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Laura Brand. Editora, jornalista, produtora de conteúdo e apaixonada por contar histórias. É apaixonada por livros e acredita que cada página guarda uma história incrível que merece ser contada. Atualmente você pode encontrá-la falando sobre narrativas por aí, contando histórias escritas e ajudando a transformar sonhos em livros.

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