facebook google twitter tumblr instagram

Pages

  • Início
  • Sobre
  • Resenhas
  • Cotidianos
  • Devaneios
  • Mercado editorial
  • Parcerias
  • Contato

Nostalgia Cinza

 

Há algum tempo não lia um livro que me prendesse do início ao fim da forma como O Silêncio da Casa Fria. Um achado da DarkSide que vem para conquistar os leitores sedentos por histórias arrepiantes. Um dos melhores e mais interessantes livros que li nos últimos tempos. Saiba mais!

"Quando Elsie perdeu o marido apenas algumas semanas após o casamento, achou que já tinha sofrido o suficiente para uma vida inteira. Praticamente sozinha em uma casa enorme e isolada, ela jamais imaginou que os companheiros silenciosos — painéis de madeira que imitavam pessoas em atividades cotidianas —, um dia, seguiriam seus movimentos com os olhinhos pintados. Muito menos que eles apareceriam por conta própria em cômodos aleatórios…

Acenda uma vela e nos acompanhe na escuridão. A DarkSide® Books pavorosamente apresenta O Silêncio da Casa Fria, o novo lançamento da linha DarkLove: uma história sombria, sinistra e gelada — um verdadeiro tributo aos romances góticos clássicos que tanto amamos.

Para escrever este livro, a autora Laura Purcell se inspirou em um costume europeu popular nos séculos XVIII e XIX, especialmente entre os ingleses e holandeses. Nele, famílias aristocráticas pregavam peças com tábuas de madeira ricamente pintadas e esculpidas. Criados, soldados, plantas, animais… e, aqui, uma criança estranhamente familiar, com um sorriso travesso e uma rosa branca na mão.

Com uma habilidade narrativa que transporta o leitor para a época vitoriana — e suas densas neblinas, costumes peculiares, a tão presente discussão entre a ciência e o sobrenatural —, Laura Purcell desenrola uma trama cheia de nuances enquanto Elsie vai abrindo as portas da casa para tentar desvendar o mistério dos companheiros — e também do seu passado. O tempo, às vezes, demora a passar no silêncio da casa fria.

Com a atmosfera lúgubre típica das histórias de fantasma vitorianas, O Silêncio da Casa Fria honra os melhores contos góticos. A história de uma mulher confrontada com um medo irracional, que coloca em xeque sua própria sanidade. Estaria Elsie vendo coisas como forma de dar sentido ao luto? Ou realmente havia algo sobrenatural morando sob o mesmo teto que ela?

Algumas portas devem permanecer trancadas."


FICHA TÉCNICA
Título: O Silêncio da Casa Fria
Autora: Laura Purcell
Ano: 2020
Páginas: 288
Idioma: Português
Editora: DarkSide Books
Nota: 5/5
Compre: Amazon
Comprando por esse link você ajuda e incentiva o Nostalgia Cinza
LIVRO CEDIDO EM PARCERIA COM A EDITORA


Já nas primeiras páginas, O Silêncio da Casa Fria me lembrou bastante A Paciente Silenciosa, ao começar a narrar a história em um hospício, com uma paciente que tem dificuldade em falar e de se expressar sobre os acontecimentos que a levaram até ali. Elsie é uma mulher que passou por mais traumas do que qualquer um seria capaz de suportar, mas se ela ousar contar a verdade, é possível que realmente seja considerada louca. E o leitor é convidado a vivenciar a história pelos olhos de Elsie da forma mais intensa possível. 

“Não havia jornais na sala comunitária - pelo menos, não quando ela recebia permissão para estar lá -, mas os boatos conseguiram se infiltrar por debaixo das portas e através das rachaduras nas paredes. As mentiras dos jornalistas chegaram ao hospício muito antes dela. Desde que havia acordado naquele lugar pela primeira vez, recebera um novo nome: assassina.” Página 13

A história é construída levando em conta três linhas do tempo diferente. Começamos com o momento presente, em que Elsie está internada em um hospital psiquiátrico; um momento anterior, em meio ao desenrolar dos acontecimentos que a levaram até o hospital; e um momento passado, 200 anos antes, contado no diário de uma das ancestrais da família Bainbridge, que morou na mesma casa que Elsie precisou chamar de lar, mas que se mostrou tudo, menos acolhedora. 

Ao longo de toda a leitura, a sensação de fogo é latente. Devido ao contexto da história e as várias menções a madeiras, fósforos, incêndios, fogueiras, o passar de páginas é quase um crepitar de chamas. Mesmo em cenas arrepiantes, que deveriam gelar o corpo, é possível sentir um calor horripilante. O fogo está presente mesmo quando não é escrito. E a edição do livro também não nos deixa esquecer. Além da folha de guarda que imita um papel de parede queimado, as chamas em algumas páginas do miolo também nos relembram o tempo todo da importância que o fogo tem para a história.

“A carruagem atravessou a ponte. A água gorgolejava ali embaixo, parecendo rir de sua desgraça. Havia alguma coisa errada na Ponte. Em Londres, ela aprenderá a desdenhar do medo como uma bobagem, mas agora que estava de volta podia senti-lo, rastejando, serpenteando. Uma coisa escura e perdida, tocando até as raízes das plantas que cresciam no jardim. Não era só o passado, aqueles estranhos acontecimentos no diário de Anne Bainbridge de que Sarah falava. A própria estrutura da casa era malévola. Elsie podia encarar a fábrica de fósforos onde havia sofrido quando criança, mas esse... esse lugar lugar a deixava nervosa.” Página 205

Laura Purcell nos deixa no limiar da desconfiança do começo ao fim do livro de uma forma que poucos autores conseguiram fazer comigo nos últimos tempos. Até a última página ficamos em dúvida não apenas em relação ao desfecho, mas à veracidade dos acontecimentos. Como eles são contados em primeira pessoa, em todos os momentos da narrativa somos obrigados a nos questionar se o que está sendo narrado é real ou fruto da loucura. 

Gosto de livros que conseguem manter a qualidade do enredo do início ao fim e é sempre uma belíssima surpresa quando o desfecho consegue fechar a história com chave de ouro e é exatamente o que acontece com O Silêncio da Casa Fria. O livro que já é muito bom termina de um jeito que fará até o leitor mais desconfiado e astuto se surpreender. 

Estou me interessando cada vez mais por livros que se passam na era vitoriana e a DarkSide parece que tem escolhido apenas os melhores do tipo para publicar. O Silêncio da Casa Fria traz todas as características de um belíssimo romance gótico. 

Como mencionado no post da editora sobre a publicação do livro, "para elaborar o contexto e o toque gélido de O Silêncio da Casa Fria, a autora leu o máximo de histórias de fantasmas e romances góticos que conseguiu, tentando aprender com os autores que magistralmente evocam uma atmosfera assustadora para seus textos, como Susan Hill, Shirley Jackson, Daphne Du Maurier and Philippa Gregory. Também realizou pesquisas do período inicial do reinado Stuart, além de estudos detalhados sobre a Era Vitoriana". O Silêncio da Casa Fria realmente é um livro muito bem trabalhado e pensado, com um enredo redondinho e cativante. Um dos melhores livros lidos nos últimos tempos. 

Gostou da resenha e quer conhecer outro título de terror? Então conheça A Metade Sombria!

“Os outros pacientes, os auxiliares, até os enfermeiros, quando achavam que ninguém iria ouvir, torciam a boca e arreganhavam os dentes ao pronunciar a palavra com avidez. Assassina. Como se quisessem assustá-la. Logo ela.” Página 13



Inscreva-se na newsletter para ter acesso a conteúdos exclusivos sobre o mercado editorial, literatura e ainda fica à par dos lançamentos mais aguardados. Faça parte da newsletter feita para os amantes dos livros ♥

10:46 No comments


O box Arquivos Serial Killers foi minha primeira aquisição da Darkside depois de muito tempo babando nas capas maravilhosas que a editora expõe nas prateleiras. Minhas primeiras leituras foram tudo o que eu esperava: eletrizantes, completas e incríveis. 

Ilana Casoy é autoridade no que diz respeito a mentes criminosas e resolução de crimes no Brasil. Para escrever seu primeiro livro, a escritora mergulhou em arquivos da polícia e da Justiça, do FBI e da Scotland Yard, além de ter feito extensas pesquisas em livros e artigos de jornais e revistas para compor um inquietante roteiro de como, por que razão e com que métodos os serial killers agem. Perturbador e por muitas vezes comovente, o relato de Casoy, escrito depois de rigorosa pesquisa em diversas fontes, nos apresenta histórias que nem a ficção e o cinema conseguiram imaginar.

Desde sempre me interessei por assuntos voltados aos famosos serial killers, sempre me interessei pela falta de empatia, por todo o mistério acerca da mente dos grandes psicopatas. O box parecia uma aquisição imperdível, e para quem é fã do tema, com toda certeza é essencial.
Ilana Casoy mostra, em cada parágrafo, porque é uma especialista e como é capaz de mergulhar na mente perturbada dos assassinos. Ao começo dos dois livros, Ilana explica de forma didática como a psicopatia é entendida por especialistas e procura deixar o leitor a par de tudo que será analisado, discutido e observado.
Dois livros compõe o box e decidi começar por Made in Brazil. 


Após o sucesso do seu primeiro livro, Ilana Casoy dedicou-se a uma pesquisa rigorosa para investigar os serial killers brasileiros, no que viria a ser o primeiro livro do gênero dedicado aos assassinos em série do Brasil. Foram cinco anos de pesquisas, visitas a arquivos públicos, manicômios e penitenciárias, além de entrevistas cara a cara com personificações do mal em terras tupiniquins, para compor um inquietante roteiro com rigor investigativo de como, por quê e com que métodos os serial killers brasileiros atuam. Em Made in Brazil, Casoy relata sete casos de serial killers brasileiros, três dos quais ela entrevistou pessoalmente: Marcelo Costa de Andrade, o vampiro de Niterói, um dos casos e depoimentos mais chocantes do currículo da autora; Francisco Costa Rocha, o Chico Picadinho; e Pedro Rodrigues Filho, o Pedrinho Matador”.

Por serem assassinos brasileiros, a leitura me chocou mais, mesmo que alguns dos crimes não fossem tão violentos ou animalescos como os de outros serial killers internacionais. O fato dos crimes terem acontecido muitas vezes em conhecidas cidades brasileiras dá uma sensação de proximidade aterrorizante. Ao contrário do livro Louco ou Cruel? da autora, em que são vários os assassinos retratados, Made in Brazil apresenta poucos, mas relatos extremamente detalhados e aprofundados.
Por ter tido contato direto com os assassinos, o relato se torna extremamente real e cruel. Ilana transcreve a entrevista com Marcelo Costa de Andrade com todas as suas palavras exatas e é bem perturbador. O assassino descreve cada um de seus crimes de forma detalhada e sem medir palavras, é como se nada daquilo o atingisse de forma alguma, como se ele estivesse descrevendo o que comeu no café da manhã. Além disso, Ilana teve acesso a fotos dos crimes e algumas delas compõem as páginas, deixando a leitura ainda mais completa e pesada. Made in Brazil não foi um livro fácil de digerir, não li com tanta rapidez como costumo ler outros livros. Foi uma leitura densa, não só pelo realismo daquilo que Ilana relata, mas pela reflexão dos pensamentos (ou possíveis pensamentos) dos assassinos. 


A primeira parte de Louco ou Cruel? aborda os serial killers sob diversos aspectos e à luz da Criminologia, do Direito, da Psiquiatria e da Psicologia, e dedica-se a dissecar este universo, analisando como tudo começa, quem são as vítimas, os aspectos gerais e psicológicos, os mitos e as crenças, o perfil do criminoso, a psicologia investigativa, a análise do local do crime e a encenação/organização da cena. Na segunda parte do livro, Casoy apresenta em detalhes 16 casos de serial killers que chocaram e marcaram o século XX, entre eles Albert Fish, Ed Gein, Ted Bundy, Andrei Chikatilo, Jeffrey Dahmer, Aileen Wuornos e o Zodíaco, cuja identidade segue desconhecida até hoje. Histórias que habitam as entranhas da humanidade e o que ela tem de pior: frieza, perversidade e falta de sensibilidade que acabam por produzir o mal em escalas inimagináveis.

Louco ou Cruel? foi um pouco mais fácil de ler, não porque os crimes foram “menos cruéis”, mas porque são relatos mais curtos devido à quantidade de assassinos e por já estar preparada para a leitura. Por me interessar muito pelo tema, sempre assisti a programas de investigação e alguns dos assassinos já me eram familiares. Nesse livro, Ilana não faz tantas análises aprofundadas a respeito da mente dos serial killers, até porque seu contato não foi direto, mas não deixa de escrever relatos detalhados e muito bem explicados. 


Ambos os livros foram escritos não apenas para esclarecer a respeito do tema, mas para saciar a curiosidade dos fãs e interessados pelo assunto. São dados estatísticos, entrevistas exclusivas com os "monstros" e várias curiosidades como, por exemplo, uma tabela com o número de assassinos seriais em vários países. Cada capítulo começa com uma frase dita pelo assassino em questão. Além disso, as fotografias deixam os relatos muito mais reais e palpáveis, as vítimas e assassinos ganham rostos e personalidades.
Os livros são extremamente bem escritos, gostei muito da forma com que Ilana escreve. É uma leitura fácil e muito didática. Não é um livro sádico, um livro perturbador, e sim esclarecedor e muito explicativo.
Também são livros muito bem feitos, dá pra perceber o trabalho e o acabamento. Esse é um detalhe que sempre me encantou muito nos livros da Darkside, todos os livros parecem ter sido feitos com muito carinho e de forma muito criativa. A diagramação, as ilustrações, fotos e composição dos relatos; tudo isso serviu para criar um livro visualmente bonito e atraente.
Se eu tivesse que escolher apenas um para ler, leria Louco ou Cruel? por ser uma coletânea mais vasta que Made in Brazil, mesmo que não tão detalhada. Nunca havia lido um livro da Ilana Casoy e com certeza lerei outros da autora, sua escrita me conquistou, além do tema extremamente interessante. Minha primeira leitura de um exemplar da Darkside foi tudo o que eu esperava e estou apaixonada pela editora, com certeza irei ler mais livros do selo e espero me surpreender cada vez mais.

O box Arquivos Serial Killers  foi escrito por Ilana Casoy e publicado pela editora Darkside.

            Classificação: 5/5 estrelas.

“Escrever um livro sobre casos reais e não uma ficção faz diferença no futuro de um escritor. A história de ficção está na imaginação, ela começa e termina quando é como você quiser. Durante o processo criativo não há limite, aí então você publica. Pronto! Trabalho encerrado. Se anos depois você ler e não gostar, paciência. Você pode dizer que mudou seu estilo, oitos podem chegar à mesma conclusão, mas a história ali contada não muda mais.
Relatar fatos reais muda tudo.
[...]
Houve muita reflexão sobre deixar ou não as fotografias dos assassinos, mas penso ser importante que todos percebam como é fácil um lobo se vestir em pele de cordeiro em uma cultura na qual o belo é bom e o feio é mau. Neste livro se vê que não é nada assim na vida real: o mais belo pode ser também o mais cruel. Seria maravilhoso que nossas crianças aprendessem isso.”


Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Então não esqueça de deixar uma curtida ou um comentário ;)
09:02 1 comments
Older Posts

About me

Whats-App-Image-2020-02-10-at-14-04-15

Laura Brand. Editora, jornalista, produtora de conteúdo e apaixonada por contar histórias. É apaixonada por livros e acredita que cada página guarda uma história incrível que merece ser contada. Atualmente você pode encontrá-la falando sobre narrativas por aí, contando histórias escritas e ajudando a transformar sonhos em livros.

Follow

Assine a newsletter!


Seguidores

Follow

Popular Posts

  • Entenda a ordem de leitura da Irmandade da Adaga Negra
  • 8 autoras de romances adultos que você precisa conhecer
  • Resenha: O Inferno de Gabriel
  • O que é a leitura sensível?
  • Tirinhas para acompanhar no twitter
  • Resenha: A sutil arte de ligar o f*da-se
  • 13 episódios de desenhos animados para assistir no dia das crianças
  • Resenha: A Seca
  • Resenha: Peça-me O Que Quiser Ou Deixe-me
  • Dicas para tirar fotos incríveis de livros
online

Created with by ThemeXpose