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Nostalgia Cinza


            Estava esperando ansiosíssima pela estreia de Jurassic World. Adoro a trilogia – o primeiro é um dos meus filmes favoritos – e fiquei muito curiosa quando a continuação foi anunciada. Hollywood realmente está na onda dos reboots e sequências e nós, os fãs, agradecemos. Corri para os cinemas assim que estreou e vou contar um pouquinho as minhas impressões sobre o filme.

“O Jurassic Park, localizado na ilha Nublar, enfim está aberto ao público. Com isso, as pessoas podem conferir shows acrobáticos com dinossauros e até mesmo fazer passeios bem perto deles, já que agora estão domesticados. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies. Uma delas logo adquire inteligência bem mais alta, logo se tornando uma grande ameaça para a existência humana. ”

            O filme já começa acertando ao mostrar o parque aberto ao público. Quem já conheceu os parques temáticos americanos vai se identificar com os cenários mostrados. As atrações seguem o padrão desses parques, o que dá um toque real e plausível ao filme. Os lugares de visitação mostrados são lindos e chamativos.
            Uma das coisas que mais me satisfizeram foram os efeitos especiais. O primeiro filme, há pouco mais de vinte anos, surpreendeu o mundo com o uso da tecnologia 3D e slow motion, então tinha certeza de que o mais recente não iria decepcionar nem um pouco. Logo na primeira cena é notável a perfeição dos mínimos detalhes e todas as cenas com os dinossauros foram muito bem-feitas. Quando a imagem é ampliada pode-se perceber os detalhes da pele dos animais como se fosse uma fotografia, os especialistas capricharam.
            A fotografia do filme não deixa a desejar. As paisagens da ilha são mostradas de forma mais ampliada do que no primeiro filme (essa continuação se passa na ilha Nublar, a mesma do primeiro Jurassic Park), o cenário do lugar é mais explorado e é de tirar o fôlego. Um “detalhe” que também adoro observar desde os filmes anteriores são os efeitos sonoros. Os sons produzidos pelos dinossauros são fantásticos e muito bem elaborados, era uma das minhas expectativas para com o filme e fiquei empolgada como nos da trilogia.
            A participação de Chris Pratt foi um dos pontos altos, sensacional. Os personagens foram muito bem trabalhados. Tanto o personagem de Chris Pratt quanto o de Bryce Dallas Howard me agradaram bastante. Ele, durão e inteligente, ela, contida e engraçada. Não foram muito previsíveis e tiveram um bom desenvolvimento durante a narrativa. Um pequeno detalhe que incomodou bastante a maioria dos expectadores, mas que não altera nada na história: a protagonista usa saltos durante o filme i-n-t-e-i-r-o.
            Ao longo do filme são percebidas inúmeras referências ao clássico de 1993. Seja na menção de personagens, de diálogos, de conflitos éticos e existenciais até logos referentes à Jurassic Park e cenários do primeiro filme. Foi divertido participar dessa nostálgica homenagem à franquia original. 
            Assim como no primeiro e no segundo filme, Jurassic World coloca em cheque a atitude do homem em relação aos animais, como o ser humano se sente infinitamente superior e intocável. Descontrói-se essa ideia e, mais uma vez, o roteiro enfatiza como a natureza sempre prevalece, somos recolhidos à nossa insignificância mais uma vez. Além disso, esse filme buscou trabalhar muito a ideia do desprezo para com os animais, sendo tratados como fonte de lucro e mercadoria, ignorando o fato de serem seres vivos. Essa reflexão foi abordada várias vezes durante o filme e foi uma perspectiva interessante, pouco enfatizada na franquia anterior. Outra questão trabalhada é o lucro acima de qualquer coisa, um dos pontos principais do filme. O primeiro parque deveria ter servido como lição para a humanidade, mas o lucro, mais uma vez, é buscado de forma implacável.
            Jurassic World é, claramente, um filme bem mais hollywoodiano. Enquanto o primeiro tem um caráter mais sério, com poucos diálogos engraçados e explorando uma maneira de tornar a história o mais plausível possível, o quarto filme muda um pouco seu direcionamento e mergulha na ficção. Algumas falas cômicas características de filmes de heróis estão presentes durante grande parte da trama. Além disso, é muito explorado o lado da ficção. Esse filme não se leva tão a sério. Enquanto os outros têm um quê de realidade, esse é mais direcionado para a ficção. Durante o primeiro filme, a narrativa tenta se manter paralela à realidade o máximo possível, mesmo contando a história de dinossauros na atualidade. Jurassic World extrapola um pouco ao arriscar na invenção do primeiro dinossauro híbrido, talvez isso tenha sido um pouco demais para alguns expectadores e fãs da trilogia.
            Esse filme foi um pouco mais violento que os anteriores, não pouparam mortes e cenas de “luta” dos dinossauros. Algumas cenas foram um tanto quanto Godzilla (vocês entenderão) mas nada que tenha desagradado.
Jurassic World inovou no comportamento dos dinossauros. Vários dos mais adorados e conhecidos dinos foram trabalhados de uma maneira diferente da convencional e várias surpresas foram muito agradáveis. A “personalidade” dos animais ficou mais explícita e quase humana, foi um dos pontos altos da trama.
No geral Jurassic World me agradou bastante. É um filme muito bem feito e trabalhado para todos os públicos. Talvez os fãs mais velhos não curtam tanto por conta dos diálogos e do já comentado lado hollywoodiano, ele se distanciou um pouco da proposta do clássico de 1993. Não acho que seja tão bom quanto o legendário primeiro da saga, mas com certeza vai agradar a uma enorme parcela do público. Vale a pena arriscar, mesmo que não seja o preferido, adorei matar a saudade da apreensão e suspense dos melhores filmes de dinossauro de todos. Senti falta daquele suspense clássico quando os protagonistas se escondem e só se pode ouvir o som da respiração dos assustadores animais. São várias as cenas de suspense e não deixou nada a desejar nesse quesito. O filme é ótimo e com certeza assistirei mais de uma vez.

Classificação: 4/5 estrelas.  


E aí? Gostou da resenha? Já viu ou ficou com vontade de ver o filme? Não deixe de me contar aqui nos comentários ;) 

19:42 9 comments

            Depois de muito esperar, finalmente chegou a continuação de Vingadores! Com muita ansiedade e expectativa fui conferir o filme já na pré-estreia cheia de teorias, spoilers e entusiasmo dos fãs. Adoro ir em pré-estreias porque sempre aparecem pessoas fantasiadas, todo mundo vestindo alguma coisa relacionada ao filme, conversando sobre isso. É sempre uma experiência muito bacana. Quem é fã sabe que esperar dói mas sempre vale a pena.

“Quando Tony Stark (Robert Downey Jr.) tenta alavancar um programa de paz virtual, as coisas dão errado e os maiores heróis da Terra enfrentam o teste definitivo enquanto o destino do planeta está em jogo. Quando o vilanesco Ultron (James Spader) surge, cabe aos Vingadores impedi-lo de concluir os seus planos terríveis. Para tanto, logo surgem alianças inesperadas que abrem caminho para uma aventura global épica e única.”

            Seguindo o exemplo do sucesso do primeiro filme, Era de Ultron é carregado de diálogos engraçados e sarcásticos. Os personagens estão mais íntimos e é fantástico ver o entrosamento dos Vingadores depois do filme anterior. Mas, ao contrário da estreia no cinema, a continuação dos seis heróis é mais séria e mostra a profundidade dos personagens. Muito mais do que a ameaça de Ultron, a verdadeira batalha dos Vingadores é com eles mesmos.
            No terceiro filme do Homem de Ferro fica claro o trauma que a guerra inicial dos Vingadores causou principalmente em Tony Stark. Em a Era de Ultron, Tony busca uma maneira de proteger a Terra de futuros perigos sem que seja necessário o trabalho dos heróis. Ao se envolver com a criação da inteligência artificial ele se esquece de que os próprios humanos são o problema do planeta. Surge Ultron, um vilão de arrepiar – a voz de James Spader no filme está sensacional diga-se de passagem. O vilão é cruel, inteligente, sensual, irônico e assustador. Na minha opinião, um dos melhores antagonistas.
            Como não pretendo fazer uma resenha completinha do filme - para não dar spoilers - vou resumir os que, para mim, foram os pontos fortes: Esperava ansiosa a aparição de Mercúrio e principalmente da Feiticeira Escarlate, filhos do inesquecível Magneto. Não deixou nada a desejar. Os efeitos especiais, como em todos os filmes da Marvel, foram excelentes, apesar de ter assistido em 3D e preferir sempre a opção 2D. Uma das cenas mais cômicas do filme mostra os Vingadores sentados na sala de Tony Stark sendo desafiados por Thor a erguer o martelo, além disso a participação de lei de Stan Lee é muito engraçada e sempre rende boas gargalhadas nas salas de cinema.  Acompanhando o caráter mais sério do filme, os heróis apresentaram um lado mais vulnerável, mais... humano; isso foi fundamental para o filme. A aparição do Visão rendeu várias exclamações da sala e ele está bem fiel aos quadrinhos, é surpreendente. O rumo que a história está seguindo é bem pertinente, ao final do filme fica clara a introdução à Guerra Civil, o que só aumenta ainda mais as expectativas com relação aos próximos passos da Marvel no cinema. Acho que o filme atendeu bem aos fãs, seja com os novos personagens, os conflitos, os easterggs, as teorias, etc. A espera com certeza valeu a pena.
            Com relação aos pontos fracos, tenho pouca coisa a dizer. Achei o romance do filme um tanto quanto desnecessário nesse momento, foi inesperado nessa altura da história. Adorei as cenas em que os dois personagens apareceram juntos mas senti que faltou alguma ponte entre o primeiro filme e Era de Ultron. No primeiro Vingadores temos clara a participação de cada herói nas cenas de batalha com suas características marcantes. Nesse filme senti que alguns foram deixados de lado um pouco, como no caso do Thor. Apesar de ele cumprir um papel fundamental, apareceu pouco e mais tímido do que no anterior.
            Como todos os fãs da Marvel sabem, não se levanta da cadeira até o final dos créditos. Dessa vez só tivemos uma cena extra mas garanto que vale. Todos na sala do cinema arfaram e se agitaram com os poucos segundos que a cena contém. É de arrepiar!
            Não pretendi fazer uma resenha completa a respeito do filme e poupei spoilers pois muita gente ainda não viu. Se quiser ler resenhas excelentes e maiores, indico a resenha do Omelete e do Marvel616, ambos sites essenciais na barra de favoritos. 

Confira o trailer de Vingadores: Era de Ultron:



Ficou com vontade de assistir o filme ou gostou da resenha? Então corre para os cinemas e não se esqueça de me contar o que achou. Já assistiu o filme? Não deixe de compartilhar a sua opinião aqui em baixo!



17:42 12 comments
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Laura Brand. Editora, jornalista, produtora de conteúdo e apaixonada por contar histórias. É apaixonada por livros e acredita que cada página guarda uma história incrível que merece ser contada. Atualmente você pode encontrá-la falando sobre narrativas por aí, contando histórias escritas e ajudando a transformar sonhos em livros.

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