Doutor estranho foi o filme de herói mais esperado para o
segundo semestre de 2016. Com um enredo completamente diferente do que os
espectadores estão acostumados em ver nas telonas, doutor estranho encanta com
efeitos especiais sensacionais e um novo gancho para o universo marvel.
“Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) leva uma vida bem
sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um
acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falhas da medicina
tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança,
um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá descobre
que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente
contra forças malignas místicas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa
a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua
vida comum ou defender o mundo.”
Stephen Strange
sempre foi um personagem que me despertou curiosidade apesar de não ter
acompanhado sua trajetória nos quadrinhos. Assim como Guardiões da Galáxia e
Homem-Formiga, Doutor Estranho chega aos cinemas com o desafio de encantar os
espectadores com uma história nova e uma produção nunca antes vista nos filmes
da Marvel.
O filme já começa de
forma intensa, não tem enrolação. Os personagens são apresentados sem mais
delongas e a jornada do herói começa rapidamente. A atuação de Benedict
Cumberbatch não me decepcionou nem um pouco, visualmente ele está parecidíssimo
com o Stephen Strange dos quadrinhos e nas telonas ele convence bem. As
atuações de Tilda Swinton e de Mads Mikkelsen também são pontos altos do filme.
Algo que não pode passar
batido e é, sem sombra de dúvidas, o ponto alto do filme são os efeitos
especiais. A princípio eles causam certo estranhamento por serem muito
trabalhados, cheios de detalhes e intensos, mas, após o susto inicial, eles se
tornam momentos para se ansiar ao longo do filme. Se Homem-Formiga surpreendeu
com os efeitos especiais voltados para o nível molecular do universo, Doutor Estranho
se volta para a imensidão de possibilidades da vida.
Os efeitos especiais
trabalham as dimensões e as distorções da realidade. Logo de cara já somos
surpreendidos com uma perseguição que brinca com os moldes de prédios, ruas,
avenidas; literalmente. São tantos detalhes para se atentar que fazem o filme
ficar emocionante durante todo o tempo, é impossível desgrudar os olhos da
telona. Seja pelos efeitos voltados para a distorção da realidade quanto para o
movimento das mãos ao manipular a magia. Foi um dos raros filmes em que o 3D
não me incomodou nem um pouco, faz valer a pena os óculos.
Doutor estranho não é
um filme com a mesma pegada de humor de Guardiões da Galáxia ou Homem-Formiga,
é um filme mais sério, com dilemas mais adultos e existenciais. Apesar disso,
não deixa de ter aquele toque de humor típico da Marvel. Li e assisti muitos
comentários criticando a forma como as piadas foram "jogadas" na
narrativa. Entretanto, com exceção de uma ou outra, acho que todas as piadas
caíram bem para quebrar o clima e divertir o público. As várias e altas risadas
na sala do cinema comprovam que essa tática funciona nos filmes da Marvel.
Algo diferente e
surpreendente ao longo do filme são as reflexões a respeito da mortalidade, da
morte em si. Dos filmes da Marvel é o mais profundo nesse sentido. São
reflexões, principalmente por parte da Anciã, muito belas e pontuais sobre a
existência humana, corpo e alma, o tempo como um todo. Não esperava que essas
questões fossem ser trabalhadas no filme e o roteiro me ganhou com isso.
Doutor Estranho me
agradou, mas não surpreendeu muito. Já esperava que o filme fosse o que é, que
seria bom na medida em que é e isso não é algo negativo. Já fui para a sala de
cinema esperando encontrar a fórmula Marvel e ela é entregue. Com uma produção
impecável e efeitos especiais dignos de Oscar que tornam o filme o mais
alternativo e diferente de todos, mas a fórmula é a mesma.
É um filme
redondinho, não é um fan service,
quem não conhece muito da história de Doutor Estranho consegue entender perfeitamente
todo o filme. Até mesmo quem não assiste a muitos filmes de quadrinhos consegue
assistir sem problema algum. Mesmo que o filme faça uma referência mínima aos
Vingadores e esteja inserido no mesmo universo, não está irreversivelmente
ligado a um enredo trabalhado anteriormente. Doutor Estranho vale, e muito, a
ida aos cinemas. E, como sempre, as duas cenas extras são a cereja do bolo em
um filme divertido, reflexivo e psicodélico.
País: EUA
Classificação: 12 anos
Estreia: 3 de Novembro de 2016
Duração: 134 min.
Direção: Scott Derrickson, Scott Derrickson
Roteiro: C. Robert Cargill, Jon Spaihts,
Jon Spaihts, Joshua Oppenheimer, Joshua Oppenheimer, Scott Derrickson, Thomas
Dean Donnelly, Thomas Dean Donnelly
Elenco: Benedict Cumberbatch, Tilda
Swinton, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Mads Mikkelsen, Amy Landecker, Scott
Adkins
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