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Nostalgia Cinza



Depois de uma ansiosa espera, Elena Ferrante chega com um lançamento poderoso: A Vida Mentirosa dos Adultos. Enviado primeiramente na vigésima primeira caixinha do Intrínsecos, A Vida Mentirosa dos Adultos é um mergulho no despertar para a vida adulta. Saiba mais! 

"O novo livro narra o crescimento de Giovanna, uma jovem moradora de um respeitável bairro de classe média de Nápoles, no período de seus 12 a 16 anos. Ambientado na década de 1990, A vida mentirosa dos adultos se inicia com um comentário do pai de Giovanna, que compara a falta de beleza da filha com a de Vittoria, tia da menina, sua irmã. Figura lendária na família e afastada do convívio de seu núcleo por motivos incertos, Vittoria desperta a curiosidade de Giovanna, que hesita entre considerar o comentário um insulto, uma condenação ou uma profecia. Explorando as periferias de Nápoles, ela parte em busca dessa mulher misteriosa."


FICHA TÉCNICA
Título: A Vida Mentirosa dos Adultos
Autora: Elena Ferrante
Ano: 2020
Páginas: 430
Idioma: Português
Editora: Intrínseca
Nota: 3/5
Compre: Amazon
Comprando por esse link você ajuda e incentiva o Nostalgia Cinza
LIVRO CEDIDO EM PARCERIA COM A EDITORA

A Vida Mentirosa dos Adultos é meu primeiro contato com a escrita de Elena Ferrante e já se mostrou um livro extremamente revelador. O livro aborda a transição de Giovanna, da infância para a adolescência, e os primeiros contatos com uma realidade mais madura. Em A Vida Mentirosa dos Adultos podemos vivenciar o momento que marca o fim da infância da protagonista e somos convidados a acompanhar tudo o que envolve essa transição.  

"Dois anos antes de sair de casa, meu pai disse à minha mãe que eu era muito feia. A frase foi pronunciada à meia-voz, no apartamento que meus pais, recém-casados, compraram no Rione Alto, no topo da Via San Giacomo dei Capri. Tudo - os espaços de Nápoles, a luz azul de um fevereiro gélido, aquelas palavras - ficou parado. Eu, por outro lado, escapei para longe e continuo a escapar também agora, dentro destas linhas que querem me dar uma história, enquanto, na verdade, não sou nada, nada de meu, nada que tenha de fato começado ou se concretizado: só um emaranhado que ninguém, nem mesmo quem neste momento escreve, sabe se contém o fio certo de uma história ou se é apenas uma dor embaralhada, sem redenção." Página 9


O gatilho para a vida adulta da protagonista começa com o seu corpo, a obsessão que ela sente ao perceber que está crescendo e que seu corpo pode acabar interferindo na forma como ela é vista. Nesse sentido, o conceito de beleza se mostra de formas diferentes ao longo do livro e é uma percepção constante da protagonista, da primeira à última página. "Feia fisicamente. Feia de preocupações." É como ela diz.  

A protagonista passa por coisas que todos enfrentamos ao longo da vida: o fim da infância, a quebra da perfeição com que vemos os nossos pais, o momento em que entendemos que nossos pais são humanos e erram, a rebeldia, o desejo de sermos amados, a frustração para com alguma religião, a busca por respostas 

Além disso ela também começa a passar por experiências que toda menina-mulher, infelizmente enfrenta ao longo da vida também. A mudança de comportamento dos outros em relação ao seu corpo, os olhares grosseiros e interesseiros que passam a surgir direcionados a ela, a objetificação do corpo feminino, a descoberta do autoprazer, a primeira paixão a primeira vista. É possível perceber, mesmo que de forma sutil, o amadurecimento da protagonista na própria escrita de Elena, na forma como os pensamentos de Giovanna são expressos e isso é um elemento bem interessante.


Dramas familiares e toda essa estrutura familiar ficam evidentes. O livro é sobre o amadurecimento forçado que toda criança é obrigada a enfrentar, principalmente as mulheres, mas a presença forte da família representa não apenas o catalisador desse processo, mas um elemento fundamental que molda as escolhas de Giovanna. Lembra bastante o estereótipo dos filmes que se passam na Itália e abordam a dinâmica familiar dos italianos, com desavenças e amorosidade bem fortes. 

Nápoles também é retratada e ganha destaque quase como uma personagem. Sempre gosto bastante quando cenários e contextos transparecem nas histórias dos personagens e quando são responsáveis por elevar a qualidade do livro e é isso que acontece em A Vida Mentirosa dos Adultos. 


Aprovação do pai também aparece como um elemento forte e presente ao longo de todo o livro e acredito que a figura paterna seja um elemento marcante na vida de várias garotas à medida que crescem, seja na forma que for. E no caso de Giovanna, Elena Ferrante trabalha o pai como um exemplo da desilusão e da ruína da figura do herói, algo que marca bastante a transição da infância para a vida adulta, e o começo da morte da inocência. 

“Talvez, naquele momento, tenha se rompido algo em alguma parte do meu corpo, talvez eu devesse situar ali o fim da infância. Certamente me senti como um recipiente de pequenos grãos que, de maneira imperceptível, caíam para fora de mim por uma fissura minúscula.” Página 45


Os capítulos são bem curtos e a diagramação foi bem generosa com espaçamentos e margens, então é fácil passar as páginas sem ver o tempo passar. Entretanto, mesmo assim ainda tive dificuldade em me sentir fisgada pelo livro. 

Me senti menos cativada pela história e mais pela escrita de Elena Ferrante. A história em si não me deixou muito intrigada, apesar de ser bem interessante. Mesmo me identificando com a protagonista e percebendo características extremamente humanas e reais, não me senti próxima de Giovanna e não sei se posso dizer que foi uma personagem marcante. Mas penso que A Vida Mentirosa dos Adultos é um livro mais importante pelo simbolismo por trás do enredo do que pela história em si. 

O livro é divido em sete partes, cada uma com a mesma foto de Nápoles, mas que se torna mais nítida com o passar das páginas. Na Parte Um, a foto é apenas uma mancha preto, enquanto na última, Parte Sete, já conseguimos enxergar a cidade de forma nítida e clara. Achei uma bela analogia à expansão de consciência e amadurecimento da protagonista e na forma como a própria cidade foi se tornando mais visível para ela, à medida que ela crescia. 


Gostei bastante de ter tido meu primeiro contato com a obra da autora por meio de uma edição do Intrínsecos, porque a revista que acompanha o livro (sempre minha parte favorita de toda a experiência de leitura) traz um material de apoio bem interessante e que expande bastante as perspectivas em relação ao enredo e ao contexto do livro. 

Na caixinha de número 21, os assinantes receberam o livro em edição especial (capa dura, texturizada, com fitilho), um marcador exclusivo e um cartão postal com a capa comercial do livro, a revista e uma ecobag maravilhosa com uma estampa que contextualiza bastante a cidade de Nápoles, de forma bem delicada e característica. Uma belíssima edição de colecionador. 




Elena Ferrante é o pseudônimo de uma autora desconhecida ao público, uma mulher que prefere o anonimato. É interessante que, como mencionado em um dos artigos da revista que acompanha a edição do Intrínsecos, ela diga que “repudia o modo como a mídia trata a literatura, conferindo mais peso à reputação do autor do que à obra em si.” Porque em A Vida Mentirosa dos Adultos sua escrita se sobressai à história que ela entregando, criando um frisson ainda maior em torno de sua identidade e da pessoa por traz de suas obras. 

Gostou do livro e quer conhecer outra história publicada pelo Intrínsecos? Então confira Um Lugar Bem Longe Daqui!

“O tempo da minha adolescência é lento, feito de grandes blocos cinzentos e pequenas saliências verdes ou vermelhas ou roxas. Os blocos não têm horas, dias, meses, anos, e as estações são incertas, faz calor e frio, chove e faz sol. As saliências também não têm um tempo certo, a cor é mais importante do que qualquer datação. De resto, a duração da própria coloração que certas emoções assumem é irrelevante, quem está escrevendo sabe. Assim que você procura as palavras, a lentidão se transforma em um vórtice e as cores se confundem como as de diferentes frutas em um liquidificador.” Página 320



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13:40 1 comments

Ponti é um livro que vem dividindo opiniões. O sétimo livro enviado pelo Intrínsecos, agora chega às livrarias com uma capa incrível e uma premissa bem atraente. Uma história narrada por três pontos de vista, três mulheres, três histórias, três momentos distintos.

Quer saber mais sobre o livro considerado como "incrível" por Ian McEwan? Então confira a resenha de Ponti!


"Cingapura, 2003. Sem amigos e abandonada pelo pai, a adolescente Szu vive à sombra da mãe, Amisa, uma ex-atriz que ganha a vida ao lado da irmã como médium, em uma casa caindo aos pedaços. Quando Szu conhece Circe, uma menina privilegiada e sarcástica, as duas constroem uma amizade intensa, um alívio para o ambiente tóxico controlado por Amisa e a inadequação que Szu sente no colégio. Mas não demora muito para que Circe fique fascinada pela intocável ex-atriz e as três estabeleçam uma dinâmica que as marcará para sempre.

Dezessete anos depois, Circe está lidando com os desdobramentos de um divórcio complicado, quando um projeto novo surge no trabalho: a refilmagem do filme cult de terror dos anos 1970 Ponti!, a obra que definiu a curta carreira de Amisa. De uma hora para outra, Circe perde o chão e mergulha nas memórias das mulheres que ela conheceu, na culpa e em um passado que ameaça sua consciência tranquila.

Contado pela perspectiva das três mulheres em momentos distintos de suas vidas, Ponti, livro considerado “Incrível” por Ian McEwan, é uma história original sobre amizade e memória no breve espaço de algumas décadas. Um retrato generoso da avassaladora solidão da adolescência e um vislumbre de como pequenas e grandes tragédias podem nos tornar monstros."

FICHA TÉCNICA
Título: Ponti
Autora: Sharlene Teo
Ano: 2019
Páginas: 272
Idioma: Português
Editora: Intrínseca
Nota: 3,5/5 
Compre: Amazon
Comprando por esse link você ajuda e incentiva o Nostalgia Cinza
LIVRO CEDIDO EM PARCERIA COM A EDITORA



O pontianak é um fantasma muito conhecido na mitologia malaia e seria uma figura assustadora do espírito de uma mulher que morre durante o parto. Segundo a própria autora, o mito malaio descreve o Pontianak como um ser mitolófico, canibal e belo, criado quando garotas fazem um trato com um shaman para se tornarem belas. Com a pele translúcida e os longos cabelos pretos, esse fantasma seria uma forma de assustar maridos e impedí-los de buscar outras garotas bonitas.


Em Ponti, a figura do pontianak aparece como o ponto de encontro das três protagonistas: Szu, Circe e Amisa. Amisa, quando mais nova, representou o papel de um pontianak em um filme cult de terror. Szu, sua filha, tem uma forte conexão com o filme porque é uma das formas que ela encontra de se conectar com a mãe e de tentar entendê-la. Circe, quando adulta, se depara com a tarefa de trabalhar na divulgação de um remake do filme que a leva de volta para o tempo em que ainda era amiga de Szu.

O livro é narrado por três mulheres em tempos diferentes. Szu apresenta os acontecimentos de 2003, Circe narra a história a partir de 2020, e Amisa leva o leitor de volta ao século passado.

"Nunca conheci ninguém como Amisa Tan. Ela tinha um estilo próprio de indiferença ofensiva e ao mesmo tempo atraente que eu queria desenvolver um dia." Página 82




A ambientação é um dos pontos mais altos do livro. Estamos tão acostumados a ler livros escritos por autores norte-americanos e europeus, que encontrar uma ficção ambientada na Ásia e em um país tão exótico quanto a Cingapura é realmente um alívio. Esse foi o fato que me deixou mais curiosa a respeito do livro e a autora não decepciona nesse sentido. Apesar de não aprofundar na descrição dos cenários e não focar no ambiente onde se passa a história porque, afinal, o propósito do livro não é esse, o leitor pode ter um contato breve com uma cultura diferente, o que enriquece o livro.

Além disso, Sharlene Teo consegue expressar bem as aflições e emoções de suas protagonistas, dando uma camada a mais para o livro. Gosto quando sentimentos são explorados de diferentes formas na ficção e foi interessante poder sentir um pouco do que Amisa, Szu e Circe guardavam ao longo da leitura.

Entretanto, foi difícil entender o propósito do livro como um todo. A princípio pensei que se tratava de uma história sobre redenção, em que a junção de personalidades causaria algum tipo de conflito até que o desenvolvimento das personagens as levariam a uma trégua. Em seguida acreditei que o foco do livro seriam conflitos familiares, uma vez que a história se baseia, em grande parte, nas consequências das atitudes de Amisa para com Szu. Cheguei a considerar que a lição do livro seria a respeito da consequência de nossas ações para com os outros e até mesmo sobre relacionamentos tóxicos. Por fim, uma das mensagens que fica, para mim, é a solidão de três mulheres que não conseguem se perdoar nem seguir em frente.


Ponti está dividindo os leitores, com algumas impressões bem negativas a respeito da história. Apesar de não ter ficado com uma impressão tão ruim, o fato é que o livro deixa a desejar. Ponti é um livro muito curto para a complexidade que a autora prometia. Liane Moriarty, por exemplo, é uma autora à qual sempre faço referência no que diz respeito à construção de personagens. Ela consegue, de forma primorosa, trabalhar três protagonistas completamente distintas, mesclando suas histórias em um enredo inteligente, sem deixar pontas soltas. É visível que Sharlene Teo tenta fazer algo semelhante, trazendo três vivências diferentes e brincando com a questão da cronologia dos acontecimentos. Entretanto, ela não aprofunda em nenhuma das questões que levanta e termina o livro bem quando parece que a narrativa engata.

A narrativa de Szu e Circe é feito em primeira pessoa, mas a de Amisa é contada em terceira pessoa e achei um fato curioso e adoraria entender melhor essa escolha. Não posso afirmar se foi algo intencional, mas me deixou refletindo se seria uma forma de mostrar que Amisa é alguém inacessível até mesmo para o leitor do livro.

"O luto transforma as pessoas em fantasmas. Não me refiro apenas às que se vão, mas às que ficam. Depois de um tempo, minha tia faz um carinho na minha mão e se levanta." Página 137


Em entrevista ao The Guardian, Sharlene Teo fala sobre um aspecto central de Ponti: a rivalidade entre duas adolescentes. Em seu livro de estreia, ela oferece uma alternativa aos enredos convencionais das histórias de high-school americanas. São duas protagonistas pouco atraentes, com bagagens pessoais e que criam uma certa dependência em relação a outra de um jeito pouco construtivo. A verdade é que Ponti é um livro bem humano, com protagonistas extremamente falhas, com defeitos e cicatrizes profundas, cada uma à sua maneira.

A escrita do livro é boa e é possível perceber um potencial em Sharlene Teo. Ponti é seu primeiro livro, mas a autora se mostra um nome promissor. A leitura do livro é fácil e ela sabe brincar com a narrativa, sua história tem movimento. Entretanto, por melhor que tenha sido a escrita e a ambientação, o livro peca em subestimar o leitor e não entregar um desenvolvimento mais pensado e melhor estruturado.


Ponti é um livro capaz de gerar reflexões, principalmente no que diz respeito à maneira com a qual deixamos nosso passado moldar quem somos e definir o nosso futuro, mas poderia ser muito mais. Existe uma quebra de expectativa que, infelizmente, afeta a leitura como um todo.

Continuo muito curiosa para conferir os próximos trabalhos de Sharlene Teo, ela é uma autora bem promissora que já estreou no mercado editorial deixando uma marca bem forte. Ponti é um bom começo para uma autora estreante e, mesmo podendo ser melhor, foi uma leitura que me agradou.

Gostou da resenha e quer mais uma indicação de ficção? Então confira a história de Um Lugar Bem Longe Daqui!

"Durante a adolescência, tudo o que a gente sabe é tudo o que a gente sabe, o que não deve ser ignorado. Temos uma visão estreita do mundo, e os riscos são menores, mas sentidos com a mesma profundidade. O céu adolescente eram o piso de mármore das lojas e letreiros laterais de neon, atrás de blaustradas de vidro. Um mundo perfumado e seguro." Página 84


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06:30 No comments

As caixinhas do Intrínsecos aparecem bastante tanto aqui no blog quanto lá no canal do Nostalgia Cinza no YouTube. Uma das minhas leituras mais queridas de 2019, por exemplo, veio do Intrínsecos: Um Lugar Bem Longe Daqui, de Delia Owens. Inclusive, falei sobre esse livro em uma resenha bem especial que você pode conferir aqui.

Em agosto de 2018 a Intrínseca estreou seu próprio clube de assinaturas de livros que promete continuar o propósito da editora de trazer títulos inéditos ao Brasil, com exclusividade aos assinantes. Todo mês os assinantes recebem um livro com design exclusivo em capa dura, que sempre é um livro ainda inédito no Brasil e chega para os Intrínsecos 45 dias antes do lançamento nas livrarias. A edição também é diferente daquela lançada ao grande público, então os assinantes têm um livro exclusivo. Além do exemplar, a caixa leva uma revista com conteúdo exclusivo que complementará a experiência da leitura, um marcador de página, um cartão postal e um brinde relacionado ao livro do mês.

A Intrínseca me presenteou com a próxima caixinha do Intrínsecos, a de agosto, e decidi mostrar todos os detalhes em um unboxing exclusivo.  Já adianto que é uma das minhas caixinhas favoritas até agora ♥

Confira o vídeo e veja tudo o que veio nessa caixinha tão linda e entenda porque vou precisar remanejar minhas leituras para encaixar esse livro!


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09:59 No comments

A caixinha de número 08 do Intrínsecos trouxe uma das surpresas literárias mais positivas de 2019: Um Lugar Bem Longe Daqui, de Delia Owens. Um livro extremamente delicado, envolvente e apaixonante. Uma protagonista forte e inteligente capaz de conquistar o leitor desde a primeira página entrou para a minha lista de personagens favoritas do ano. Em vídeo postado lá no canal, falei o porquê de ter gostado tanto da leitura e dei os motivos para você dar uma chance a esse livro incrível que está chegando agora nas livrarias.

"Durante anos, rumores da "Marsh Girl" assombraram Barkley Cove, uma pacata cidade na costa da Carolina do Norte. Assim, no final de 1969, quando o belo Chase Andrews é encontrado morto, os moradores imediatamente suspeitam de Kya Clark, a chamada Marsh Girl. Mas Kya não é o que eles dizem. Sensível e inteligente, ela sobreviveu por anos sozinha no pântano que ela chama de lar, encontrando amigos nas gaivotas e lições na areia.

Então chega o momento em que ela deseja ser tocada e amada. Quando dois jovens da cidade ficam intrigados com sua beleza selvagem, Kya se abre para uma nova vida - até que o impensável acontece.

Perfeito para os fãs de Barbara Kingsolver e Karen Russell, onde o Crawdads Sing é ao mesmo tempo uma requintada ode ao mundo natural, uma história de amadurecimento e uma surpreendente história de possíveis assassinatos. Owens nos lembra que somos sempre moldados pelas crianças que uma vez fomos e que estamos todos sujeitos aos belos e violentos segredos que a natureza mantém."

Confira as minhas impressões a respeito de Um Lugar Bem Longe Daqui:





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07:01 No comments

A caixinha de Dezembro do Intrínsecos chegou mais cedo dessa vez e acredito que seja, de longe, a mais linda até agora. Dessa vez eu fiz o unboxing assim que o livro chegou lá no instagram do Nostalgia Cinza, então corre pra seguir e acompanhar, sempre vai ter conteúdo complementar bem legal por lá! Se você ainda não sabe o que é o Intrínsecos, entra nesse post que eu expliquei tudo direitinho.

A escolha do mês de dezembro é bem simbólica. Em 2018 a Intrínseca comemora 15 anos e lança outro livro de Markus Zusak, mesmo autor de A Menina que Roubava Livros, o primeiro best-seller da editora. Um belo presente de Natal antecipado! Confira neste post tudo o que veio nessa caixinha linda e se apaixone mais como eu ;)

O LIVRO


"Cinco irmãos perdem a mãe e são abandonados pelo pai. Crescem juntos, cuidando uns dos outros, numa casa bagunçada no subúrbio de Sydney. Um deles narra a história de O construtor de pontes, novo romance do escritou australiano Markus Zusak.
Refugiada da Europa Oriental, Penélope Lesciuszko conhece Michael Dunbar, que assim como ela tem suas obsessões artísticas, e juntos eles têm cinco filhos: Matthew, Rory, Henry, Clayton e Thomas - os quais o leitor encontra, logo de cara, mergulhados numa atmosfera de caos e anarquia. "Falávamos palavrões que nem condenados, brigávamos feito cão e gato e travávamos batalhas épicas na sinuca ou pingue-pongue, nos dardos, no futebol, no baralho. Nossa TV estava cumprindo prisão perpétua. Nosso sofá pegou anos", desabafa Matthew.
Cada irmão Dunbar tem uma particularidade: Matthew é o cara durão que toma conta de tudo; Rory é o mais bruto, tido pelos outros como invencível, "um rolo compressor humano"; Henry é fascinado por garimpar objetos em vendas de garagem e por ver filmes em casa; Clay, o protagonista, é o mais enigmático, sempre se preparando fisicamente para uma tarefa que parece não chegar nunca; e o mais novo Tommy, tem o hábito de levar para casa os mais improváveis animais de estimação.
O romance ganha fôlego logo no início, quando Michael retorna à casa dos filhos, como o Odisseu do poema grego. A essa altura, os filhos o renegam, e só um deles, Clay, se dispõe a ajudar o pai numa tarefa para a qual ele convocara a todos: construir uma ponte para atravessar um rio. Para isso, busca inspiração em Michelangelo e uma de suas obras mais instigantes. O construtor de pontes é uma história de amor entre irmãos, uma história de tempo entre pai e filhos, uma história de busca de identidade e de muita saudade, construída sobre os pilares firmes da imaginação de Markus Zusak."



REVISTA

A revista do Intrínsecos já está sendo uma das minhas partes favoritas da caixinha do mês. Além do projeto gráfico maravilhoso, a revista oferece mais conteúdo para aqueles que, assim como eu, gostam de degustar tudo o que uma obra pode oferecer.




BRINDES EXCLUSIVOS

Nessa caixinha vieram muitos brindes, cada um mais lindo que o outro! Em homenagem ao best-seller do autor, a caixinha trouxe uma ecobag com a capa de A Menina que Roubava Livros e, no verso, O Construtor de Pontes. Além disso, recebi também um bloquinho de anotações da Pólen com uma embalagem simplesmente maravilhosa, um broche lindo com uma máquina de escrever estampada, um cartão postal temático do livro, uma cartela de adesivos de animais e três enfeites literários que, com certeza, vão estar na minha árvore de Natal desse ano ;)







MARCADOR DE LIVRO

Como em toda caixinha, o assinante tem direito a um marcador de livro personalizado de acordo com o livro.



E aí? O que achou da caixinha de Dezembro? Me conta nos comentários!



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17:45 1 comments

Já estamos no meio de Novembro então já pode revelar a surpresa da segunda caixa do Intrínsecos, certo? O mais novo clube de assinatura de livros está me surpreendendo e só estamos no segundo mês! Para quem ainda não viu, expliquei um pouco melhor o que é o Intrínsecos neste post e fiz o unboxing do primeiro livro do clube neste post.

Quando a Intrínseca mandou de presente a caixinha de Novembro, mal pude me conter de animação para conferir qual seria a surpresa do mês. Os livros da editora sempre foram alguns dos meus favoritos e as escolhas para os assinantes do Intrínsecos estão prometendo revelar alguns best-sellers. Confira neste post tudo o que veio nessa caixinha linda e se apaixone mais como eu ;)

O LIVRO

O livro de Novembro é Os prós e os contras de nunca esquecer, de Val Emmich. Ainda não havia lido nada a respeito dessa história, mas pela sinopse já me parece uma narrativa doce e emocionante.

A edição segue o padrão dos livros do Intrínsecos, com capa dura e com uma cor chapada, uma diagramação leve e bem fluida e uma fitinha para marcar páginas.

Confira a sinopse:

"Gavin é um ator relativamente famoso que acabou de perder o namorado e agora está chorando ao vivo em um programa sensacionalista de auditório. Ele está lá para acompanhar Joan, uma garota com uma síndrome rara que a faz lembrar de absolutamente tudo o que viveu. Depois de encontrar a menina, que fugiu sozinha para participar de um programa de TV, e de se constranger durante a gravação, o ator se torna o retrato da angústia pós-adolescente: "Em tese, sou o adulto aqui, mas não sei direito como lidar com essa situação" - uma sensação que pode ser aplicada a qualquer momento da vida adulta. Apesar de ser a única personagem criança deste livro, Joan parece ser de longe a pessoa que mais sabe o que está fazendo.
Foi depois de um vídeo em que aparece queimando todas as lembranças do namorado morto viralizar que Gavin fugiu dos holofotes de Los Angeles em busca de paz na casa de amigos em Nova Jersey. Os amigos são os pais de Joan, que aos poucos se mostra uma excelente aliada na busca de respostas para os mistérios da vida. Apesar de só agora ter conhecido Gavin, a garota conviveu com o namorado dele, Sydney. Nasce assim uma parceria inusitada: Joan aplaca a saudade de Gavin com todas as lembranças que ela tem de Sydney, e ele a ajuda a contornar a ansiedade de saber que será esquecida.
Entre as lembranças de Gavin, frágeis e apaixonados, e a supermemória de Joan, tão exata e definitiva, Val Emmich altera com perspicácia os pontos de vista do ator e da menina, sobrepondo reminiscencias de amor e de musica - esta, uma personagem quase palpável na trama, que percorre conflitos e se ancora com firmeza na figura de John Lennon -, até que o leitor, sem nem perceber, já é ele próprio parte dessa narrativa."





REVISTA

A revista Intrínsecos é o que mais me chama a atenção na caixinha. Além de ter um conteúdo muito interessante que complementa a leitura com texto inédito do autor, entrevistas, mapa da trama e curiosidades, a revista tem um design simples, mas extremamente bem pensado e elaborado. A própria revista é uma leitura deliciosa à parte.



BRINDES EXCLUSIVOS

Todas as caixinhas vêm com brinde exclusivo e na caixinha de Novembro vieram dois. Além de um cartão postal lindo, também veio um caderninho temático e uma palheta que serve como marcador de página.



MARCADOR DE LIVRO

Toda caixinha também vem com um marcador de páginas personalizado com referências do livro. O marcador da vez é bem delicado e tem desenhos do rosto de John Lennon e alguns vinis  no verso.


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17:02 2 comments

Uma das últimas novidades literárias que me surpreenderam foi o Intrínsecos, o mais novo clube de livros da Intrínseca. Em agosto a Intrínseca estreou seu próprio clube de assinaturas de livros que promete continuar o propósito da editora de trazer títulos inéditos ao Brasil, com exclusividade aos assinantes. Contei com detalhes essa novidade neste post.

A Intrínseca mandou de presente a primeira caixinha e gostei tanto da proposta e do cuidado com o leitor que decidi fazer um unboxing. Espero que gostem da caixinha tanto quanto eu gostei <3

O LIVRO

O primeiro livro do Intrínsecos é "O Desaparecimento de Stephanie Mailer", de Joël Dicker. O livro é um thriller que parece ser extremamente viciante. Ainda não comecei, mas só vi comentários positivos. Com certeza será uma das minhas próximas leituras!

O livro vem com capa dura e um acabamento similar àquelas edições antigas que admiramos nas estantes alheias. O cuidado com o livro é perceptível e com certeza ficará lindo ao lado das próximas edições do Intrínsecos.

"O que acontece quando o principal investigador de uma corporação - um figurão que inspira confiança em todos e que não por acaso leva a alcunha de "Capitão 100%" - falha? E quando sua fala pode resolver duas décadas de erros?
Numa noite de julho de 1994, ano em que o movimento grunge entrava pelas veias americanas e espetáculos experimentais tomavam a cena teatral nova-iorquina, a pacata cidadezinha de Orphea, na região balneária dos Hamptons, aguardava ansiosamente a abertura do seu primeiro festival de teatro. Como não havia muita coisa a animar a cena cultura do lugar, os moradores estavam em polvorosa às portas do Teatro Municipal. Para espanto de todos, no entanto, o prefeito não apareceu na cerimônia. Samuel Padalin também deixara de ir à estreia e procurava pelas ruas de Orphea a esposa, que às 20 horas ainda não havia voltado de uma corrida de fim de tarde. E foi justamente em frente à casa do prefeito que ele findou sua busca - lá estava o corpo da mulher, a primeira de várias outras mortes que tinham acabado de acontecer dentro daquela casa.
A investigação ficou a cargo dos policiais Jesse Rosenberg e seu braço direito, Derek Scott. Ambiciosos e cheios de personalidade, conseguem chegar ao assassino e recebem láureas pelo feito. Mas esse é um romance policial, oras, e as soluções dos crimes nunca são tão simples. Vinte anos depois, durante a cerimônia de despedida de Rosenberg da polícia, uma jornalista de Orphea Chronicle, Stephanie Mailer, solta uma bomba, pondo em xeque sua infalibilidade: a notícia de que o assassino do caso de 1994 não era quem se pensava. Stephanie tinha informações privilegiadas que obrigavam a reabertura do caso.
É neste ponto que o romance policial de Joël Dicker começa a queimas nas mãos dos leitores: logo depois da revelação, a jornalista desaparece deixando poucas pistas. O "Capitão 100%" adia sua saída da polícia para retomar as investigações, que a cada dia, acada noite - ou melhor, a cada "noite negra" - vão ganhando novas sombras. O que aconteceu a Stephanie Mailer?"


BRINDE EXCLUSIVO

Todas as caixinhas darão ao leitor um brinde exclusivo que tem tudo a ver com a história do livro. Nessa primeira recebi uma "evidência" com um bilhete, uma caneta e um envelope lacrado.


REVISTA INTRÍNSECOS

A revista Intrínsecos foi o que mais me chamou a atenção na caixinha. Além de ter um conteúdo muito interessante que complementa a leitura com texto inédito do autor, entrevistas, mapa da trama e curiosidades, a revista tem um design simples, mas extremamente bem pensado e elaborado. A própria revista é uma leitura deliciosa à parte.



MARCADOR DE PÁGINAS

Toda caixinha também virá com um marcador de páginas do livro. O marcador da vez faz referência à Livraria de Orphea, cidade da trama, e traz uma citação do Le Fígaro sobre o autor do livro.


CONSIDERAÇÕES

Acredito que a experiência literária é essencial para qualquer leitor e clubes do livro como o Intrínsecos dão um fôlego ao mercado editorial que precisa se reinventar constantemente. Além da ótima escolha para o título do mês, a caixinha é um presente por si só.


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Laura Brand. Editora, jornalista, produtora de conteúdo e apaixonada por contar histórias. É apaixonada por livros e acredita que cada página guarda uma história incrível que merece ser contada. Atualmente você pode encontrá-la falando sobre narrativas por aí, contando histórias escritas e ajudando a transformar sonhos em livros.

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