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Nostalgia Cinza


A trilogia Espiral do Desejo, de Nina Lane, foi um dos meus achados favoritos do gênero romance nesse ano. Fazia algum tempo que eu buscava uma história de amor apaixonante e viciante, que me fizesse devorar as páginas e sentir uma conexão com personagens fictícios como tantos romances fizeram anteriormente. Declarar encerra a história de Liv e Dean de uma maneira que, mesmo encantadora, deixa a desejar.

"O casamento de Dean e Olivia West sobreviveu a segredos, desilusões e uma tragédia devastadora, persistindo mais forte do que nunca apesar das mais inimagináveis ameaças, até que uma simples mentira inventada por uma pessoa cruel e vingativa se mostra capaz de colocar tudo a perder.
Separado de seu lar pelo oceano Atlântico, Dean comanda uma escavação na Itália enquanto luta para salvar sua vida profissional. Mas a distância de sua esposa e do mundo à parte que construíram juntos é mais difícil do que ele imagina, principalmente quando ele descobre que Liv está passando por uma crise vinda do passado – um passado terrível do qual ele sempre tentou salvála... Mais forte e confiante do que nunca, Liv está determinada a andar com as próprias pernas e, acima de tudo, defender seu marido daqueles que desejam derrubálo. Mas a visita inesperada de sua mãe traz à tona uma série de questões mal resolvidas que a assombram há anos.
No último e mais explosivo volume de Espiral do Desejo, Dean e Liv terão que superar os obstáculos mais difíceis de suas vidas enquanto respondem à clássica pergunta: há, afinal, força maior do que a de um grande amor?"


FICHA TÉCNICA


Título: Declarar (Espiral do Desejo #3)
Autora: Nina Lane
Ano: 2018
Páginas: 320
Idioma: Português
Editora: Paralela (Grupo Companhia das Letras)
Nota: 3.5
Compre: Amazon
Comprando por esse link você ajuda e incentiva o Nostalgia Cinza
LIVRO CEDIDO EM PARCERIA COM A EDITORA

Em Declarar, Liv e Dean decidiram se manter afastados devido aos sentimentos intensos que cegavam suas ações. Desejar, segundo volume da trilogia, acabou de um jeito doce e necessário, gostei da forma como a autor quis mostrar que o casal se ama de tal forma que respeita seu espaço, mesmo que esse espaço seja longe um do outro por um tempo. Senti que foi uma forma madura de tratar um desentendimento sem abrir mão do amor e do companheirismo. Achei que isso seria melhor explorado em Declarar, mas não aconteceu.

O fator distância é rapidamente eliminado e o que antes era a questão central, fica em segundo plano. O maior problema se torna a falsa denúncia de assédio sexual por parte de Maggie, uma das alunas de Dean, e a história ganha outro foco bem diferente, caindo em clichês e desperdiçando algumas oportunidades valiosas de ser um romance sobre um aspecto da relação marido e mulher da forma intensa como estamos acostumados a ler em romances do gênero.

"Mesmo a milhares de quilômetros de distância, consigo sentir meu marido. Sinto seus pensamentos roçando minha pele, as batidas de seu coração em sincronia com as minhas. Eu o sinto no mundo, uma presença poderosa e inescapável que sempre vai ser minha fonte de segurança e afeto. Por causa disso, a distância entre nós não parece tão vasta, e não pareço tão só em minha solidão." Página 11


Apesar de ainda ter lido o livro com extrema facilidade, senti que a magia da trilogia se perdeu um pouco. Despertar começou de uma forma diferente, intensa e absolutamente viciante, o que diminuiu um pouco com Desejar e foi se esvaindo em Declarar.

Senti que a trilogia se encerrou com muitas pontas soltas e resoluções não muito elaboradas. Os conflitos interiores que antes eram o ponto central de todo o desentendimento dos protagonistas se perdem um pouco, o que faz com que o leitor tenha a impressão de que está lendo histórias razoavelmente diferentes dentro de uma mesma trilogia.


"'Estou para sempre aos seus pés, Olivia Rose', murmurei pouco antes de nossos lábios se encontrarem. 'Vou mover céus e terras para proporcionar o que você quiser, quando quiser.'
'Ah, Dean.' Ela pôs a mão no meu rosto. 'Não preciso de nada além de você.'
E então veio o beijo, uma harmonia perfeita de estrelas e planetas que fez com que o universo recomeçasse para mim." Página 81

As cenas de sexo também ficaram mais fracas se comparadas ao primeiro e segundo livro da trilogia. Apesar de ter descrições de momentos eróticos a todo momento, senti que tudo ficou muito automático, sem explorar muito a própria sexualidade dos personagens. Existe uma quantidade grande de cenas de sexo, como é normal em romances do gênero, mas elas são, em sua maioria, rápidas e repetitivas. No primeiro volume da trilogia elas eram mais intensas e prendiam mais a atenção. Um bom exemplo de romance erótico com cenas bem construídas e viciantes é Os Números do Amor, de Helen Hoang. Senti que Nina Lane poderia ter explorado um pouco mais essas cenas para que elas conseguissem representar melhor a intensidade do amor de Liv e Dean.

O relacionamento dos dois me remeteu bastante à série Crossfire, com Dean representando a possessividade e intensidade de Gideon Cross. Entretanto, acredito que ele poderia ter sido trabalhado um pouco melhor para que não perdesse as características que o diferenciavam de qualquer outro personagem.

Enquanto Liv teve um desenvolvimento melhor, mais bem pensado e visível, Dean foi ganhando destaque como narrador, mas perdendo como protagonista forte. Os papéis se inverteram de uma forma não natural e um pouco confusa.


Mesmo com os pontos fracos de Declarar, a trilogia Espiral do Desejo é uma excelente indicação para fãs de romances eróticos. É fácil se apaixonar pela história de amor de Liv e Dean e de se sentir tentada a continuar lendo mais sobre os personagens e mergulhar mais no seu romance. É uma daquelas leituras para devorar de uma vez e se encantar mais uma vez por histórias de amor intensas e profundas.

Gostou da resenha e quer conhecer mais trilogias apaixonantes? Então confira 3 trilogias para quem ama romances eróticos!

"Fácil. Tudo é fácil e natural com ela, minha fada da luxúria, minha linda esposa. Desejá-la é como respirar. A necessidade dela flui no meu sangue. O amor que sinto é o que faz meu coração bater, e sempre vai ser." Página 265


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09:25 No comments

Poucas coisas são melhores para um leitor do que encontrar um livro que supere todas as expectativas e que ofereça uma experiência de leitura maravilhosa. Os Números do Amor, de Helen Hoang, me pegou de surpresa e me relembrou porque romance é meu gênero favorito. Com uma história doce e uma temática delicada, Os Números do Amor se tornou um dos meus queridinhos e, com certeza, vai ficar na minha cabeça por um bom tempo.

Quer saber por que Os Números do Amor se tornou uma das minhas leituras favoritas do ano? Então confira a resenha!

"Um romance que prova que o amor muitas vezes supera a lógica.
Já passou da hora de Stella se casar e constituir família — pelo menos é isso que sua mãe acha. Mas se relacionar com o sexo oposto não é nada fácil para ela: talentosa e bem-sucedida, a econometrista é portadora de Asperger, um transtorno do espectro autista caracterizado por dificuldades nas relações sociais. Se para ela a análise de dados é uma tarefa simples, lidar com os embaraços que uma interação cara a cara podem trazer parece uma missão impossível. Diante desse impasse, Stella bola um plano bem inusitado: contratar um acompanhante para ensiná-la a ser uma boa namorada.
Enfrentando uma pilha cada vez maior de contas, Michael Phan usa seu charme e sua aparência para conseguir um dinheiro extra. O acompanhante de luxo tem uma regra que segue à risca: nada de clientes reincidentes. Mas ele se rende à tentação de quebrá-la quando Stella entra em sua vida com uma proposta nada convencional.
Quanto mais tempo passam juntos, mais Michael se encanta com a mente brilhante de Stella. E ela, pela primeira vez, vai se sentir impelida a sair de sua zona de conforto para descobrir a equação do amor."



FICHA TÉCNICA


Título: Os Números do Amor
Autora: Helen Hoang
Ano: 2018
Páginas: 367
Idioma: Português
Editora: Paralela (Companhia das Letras)
Nota: 5/5
Compre: Amazon
Comprando por esse link você ajuda e incentiva o Nostalgia Cinza
LIVRO CEDIDO EM PARCERIA COM A EDITORA

Só no Brasil existem mais de 150 mil casos de pessoas afetadas pela Síndrome de Asperger, um estado do espectro autista. Esse transtorno afeta a capacidade de socializar e comunicar com outras pessoas, o que acaba interferindo na própria forma como esses indivíduos veem e entendem o mundo. Helen Hoang sofre dessa síndrome e consegue mostrar, em um romance doce e encantador, um pouco do que é viver na pele de quem tem uma enorme dificuldade para se relacionar com pessoas de uma maneira "comum".

Os Números do Amor é um romance que propõe trabalhar as limitações sociais de uma mulher que sofre dessa síndrome de uma maneira leve, divertida e deliciosa. Existem diversas formas de abordar a questão e Helen escolheu o sexo e a afetividade como temas centrais, um recurso bem inteligente e interessante. Ela coloca a questão em pauta de uma maneira divertida e bem-humorada, deixando de lado qualquer sentimento de pena ou estereotipação.


"Os olhos dela se voltaram para ele, e Michael ficou sem reação. Por trás dos óculos de bibliotecária safada havia um par de lindos olhos castanhos e suaves. E os lábios dela eram cheios o bastante para ser tentadores, mas sem estragar a impressão de delicadeza.
'Devo ter me confundido', ele disse, com um sorriso que parecia mais um pedido de desculpas do que uma demonstração de vergonha total. De jeito nenhum aquela garota contrataria um acompanhante.
Ela piscou algumas vezes antes de ficar de pé num pulo, sacudindo a mesa. 'Não, sou eu. Você é Michael. Reconheci pela foto.' A garota estendeu a mão. 'Stella Lane. Prazer.'" Página 17


Os Números do Amor me lembrou porque as histórias de amor têm um lugar especial na minha estante e porque romances são meu gênero favorito. Ao contrário de muitos romances eróticos cujas cenas de sexo perdem o propósito pelo exagero, em Os Números do Amor cada momento é um degrau da escada que leva a algo a mais. As cenas são divertidas e envolvem o leitor de tal forma que ele se sente inquieto e extasiado.

Histórias de amor são tão velhas quanto a própria literatura, e com tantos romances sendo escritos o tempo todo, é fácil cair nos clichês. Muitos autores e autoras acabam caindo na normalidade e não exploram as possibilidades e nuances da personalidade humana para criar interações amorosas, o que faz com que muitas vezes tenhamos a sensação de estar lendo mais do mesmo. Helen Hoang se arriscou ao abordar um tema não muito conhecido e transformá-lo em algo encantador dentro de uma história de amor.


Stella é uma mulher que, influenciada por experiências anteriores, acredita que o sexo não é prazeroso e que é ela quem não sabe o que está fazendo. Apesar de sua dificuldade enorme em conviver com pessoas, ela sente vontade de explorar sua sexualidade e aprender o que pode para se sentir um pouco mais "normal". Já Michael é um homem que, por ser um acompanhante profissional, acha que entende tudo de sexo e se vê na posição de ensinar essa intrigante mulher que, na verdade, não precisa de lições.

Helen Hoang consegue criar a expectativa no leitor de um jeito natural e viciante. Cada vez que eu tinha certeza que Stella e Michael finalmente ficariam juntos, algo acontecia e a tensão era cortada no ato. Dessa forma Helen consegue prender a atenção sem cair em banalidades e em repetições desnecessárias. É uma forma de transformar um romance adulto em uma história encantadora onde o leitor pode se sentir tão instigado e impaciente quanto os próprios personagens. Esse é um dos aspectos que diferencia o romance de Helen Hoang de tantos outros.

"Michael leu e releu o asséptico plano de aula. Sua surpresa se transformou em divertimento, que por sua vez se dissipou num sentimento de frustração que provocou tensão nas suas costas e no seu pescoço. Ele sobrou os dedos e fez força para segurar a vontade de amassar aquela papelada. Irritado, era assim que ele estava. Só não fazia ideia do motivo." Página 56


A autora mostra que, por mais difícil que seja para pessoas que sofrem com transtornos do espectro autista se relacionarem com as outras, elas também podem explorar seus desejos, expor suas vontades. Para uma pessoa que nunca foi exemplo de traquejo social, ter contato com uma personagem como Stella é um bálsamo em meio a tantos romances mecânicos e previsíveis.

Os Números do Amor é um livro que tem todas as características de um romance padrão: mocinho e mocinha, problemas para aceitar sentimentos em comum, possessividade momentânea, ciúmes esporádicos e diálogos esperados. Entretanto, foge de alguns clichês interessantes. Stella é formada e em economia e ele é formado em moda. Ela tem dinheiro e se vê como possível provedora, já ele ajuda a família em casa. Helen Hoang misturou uma dinâmica inusitada e conseguiu um resultado surpreendente. Stella é uma protagonista forte e inspiradora que se destaca entre a maioria dos romances que vitimizam as mulheres e as colocam em posições inferiores aos protagonistas.


A edição segue os padrões dos livros publicados pela Paralela. A diagramação com espaçamento entre linhas generoso e a fonte Adriane contribuem para uma leitura fluida e leve, em que passar as páginas é fácil e bem natural. A capa de Os Números do Amor é um ponto a ser mencionado. A composição divertida combinou perfeitamente com o tom do livro e a ilustração em gestalt deu um toque a mais à arte, uma bela sacada.


Os Números do Amor é um livro perfeito para sair de uma ressaca literária ou para descansar a mente e aquecer o coração. Os fãs de romance vão se identificar com uma história encantadora, com personagens divertidos, uma leitura fácil e envolvente, enquanto se deliciam com cenas eróticas bem construídas dentro da proposta do livro. E quem ainda não é muito familiarizando com o gênero e com o conteúdo adulto dos romances, encontra em Os Números do Amor uma bela porta de entrada.

Os Números do Amor é um romance para ler de uma vez, com uma xícara de chá, um cobertor e um coração aberto para se deixar encantar. Um livro para ler e reler, aquele pequeno tesouro que guardamos na estante para revisitar quando estivermos precisando de uma encantadora história de amor para alegrar o dia e aquecer o coração.

Gostou da resenha e quer conhecer outra história de amor que me deixou encantada? Então confira a resenha de Despertar!

"Seus instintos imploravam para que abrisse o jogo e contasse a verdade. Apesar de não saber a verdadeira extensão do problema, Michael já conhecia algumas de suas dificuldades: hipersensibilidade a cheiros, ruídos e toques; obsessão pelo trabalho; necessidade de estabelecer rotinas; a falta de traquejo social. O que não sabia era que havia rótulos para aquilo, diagnósticos médicos." Página 122




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05:13 1 comments

Romances compõem meu gênero literário favorito e desde que comecei a ler a trilogia Espiral do Desejo tenho me lembrado do porquê. Histórias de amor são capazes de nos inspirar e nos fazer suspirar os livros de Nina Lane são um exemplo disso. Desejar continua a história começada em Despertar de um jeito doce e encantador.

Quer saber o que eu achei do segundo livro da trilogia Espiral do Desejo? Confira a resenha de Desejar:

"A história de Liv e Dean continua no segundo volume da série Espiral do desejo. Depois de quase verem seu casamento destruído por mentiras e desilusões, Dean e Olivia retomam sua jornada mais unidos e apaixonados do que nunca. O professor de história medieval e sua amada esposa estão determinados a consertar os erros do passado e sabem que, para isso, terão que unir forças para derrubar barreiras erguidas ao longo de anos. Uma inesperada crise envolvendo os pais de Dean acaba, contudo, dragando-o de volta à espiral de culpa, ressentimento e amargura que marcou sua juventude. Tudo o que ele mais quer é proteger Olivia, mas, dessa vez, ela se recusará a cumprir o papel de esposa frágil e delicada. Ao lado de seu grande amor, Olivia enfrentará os mais terríveis fantasmas da família West — até mesmo os segredos escondidos a sete chaves."




FICHA TÉCNICA

Título: Desejar
Autora: Nina Lane
Ano: 2018
Páginas: 280
Idioma: Português 
Editora: Paralela (Companhia das Letras)
Nota: 4/5
Compre: Amazon
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LIVRO CEDIDO EM PARCERIA COM A EDITORA

Desejar é a continuação de Despertar, um romance que me conquistou de maneira encantadora. Desejar continua a trabalhar os anseios de Liv e Dean, um casal que, mesmo loucamente apaixonado, precisa reconectar algumas partes individuais para conseguir se entregar ao relacionamento de forma saudável e natural para ambos.

“Ao conhece-la, gostei dela até demais. De sentir um frio na barriga quando estava ao seu lado. De não conseguir nem pensar em nada mais. De saber que ela era um mistério, um labirinto cheio de caminhos e cantinhos secretos.
E ela me proporcionava um alívio enorme. Quando nos conhecemos, em pleno outono, Liv foi como uma primavera para mim, principalmente depois do tenebroso ano anterior. Tudo nela fazia com que eu me sentisse bem.” Página 92.

Sempre senti falta de histórias de amor que tratassem de casais já formados. Por mais delicioso que seja acompanhar o primeiro encontro de dois amantes, as primeiras impressões e os primeiros momentos, acredito que os romances muitas vezes falham em narrar histórias de casais já apaixonados e envolvidos. Para mim o mais interessante sempre foi acompanhar o que acontece depois do "felizes para sempre".

Nina Lane nos apresenta uma história que começa quando Olivia e Dean já estão casados e apaixonados, toda a trama gira em torno das redescobertas que duas pessoas apaixonadas têm a todo momento, mesmo já estando juntos. Um casal que já se conhece há algum tempo também vive momentos marcantes que merecem ser abordados e Nina Lane faz isso muito bem. Ela consegue transmitir todo o carinho que Dean sente por Olivia e o contrário também.


Assim como Despertar, Desejar também alterna a narrativa entre o tempo presente e o passado, buscando explicar, por meio de flashbacks, como as escolhas presentes refletem acontecimentos passados. Apesar de ser um recurso interessante, acho que é um pouco excessivo e às vezes chega a ser confuso, representando uma linha tênue entre antes e agora.

O livro é narrado por ambos os protagonistas, com capítulos que intercalam seus pensamentos e anseios em primeira pessoa. Enquanto em Despertar eu tinha a impressão de que Dean era mais maduro que Olivia e que era ele o pilar da relação, em Desejar Olivia tem um salto de desenvolvimento que é gostoso acompanhar. Enquanto Dean precisa lidar com traumas do passado e constantes falhas na tentativa de mantê-la em segurança, Olivia se entrega para a autodescoberta e para o amadurecimento.

“Cheguei mais perto de Dean, sentindo o cheiro de sua pele, o calor de seu corpo.
‘Lembra quando você falou que todo mundo tem uma chave para destrancar seus segredos?’, murmurei. ‘E você queria saber qual era a minha?’
Ele fez que sim com a cabeça. ‘Você falou que não tinha uma.’
‘Acho que tenho, sim.’
‘E qual é?’
‘Você.’” Página 132


Apesar de a história não ter sido tão envolvente quanto no primeiro volume da trilogia, o amor de Olivia e Dean ainda me toca profundamente. É uma história de amor extremamente verossímil, é possível se identificar com o enredo, com os anseios dos personagens, suas escolhas e seu modo de pensar.

Desejar é um romance daqueles para se ler de uma vez debaixo das cobertas no domingo. Olivia e Dean formam um casal apaixonante e encantador, que representa bem alguns dos conflitos em uma relação. Mesmo com dificuldades e anseios amargos, o amor dos dois representa esperança e confiança. Com um final maravilhoso, Desejar nos faz aguardar ansiosamente a conclusão dessa trilogia que já ganhou um espaço especial na minha estante.

Gostou da resenha e quer saber mais sobre essa história apaixonante? Então leia um trecho do livro e confira a resenha de Despertar!

“Nunca percebi como estava desesperada por amor. Como nós dois precisávamos saber que, em um mundo feito de cantos escuros e pontas afiadas, havia um lugar onde os beijos tinham gosto de torta de maçã e as estrelas se espalhavam como açúcar no céu.
Um lugar onde ruas desconhecidas não provocavam mais medo, porque eu tinha a quem dar a mão. Um mundo em que alguém sempre provocava um friozinho na barriga e um único toque bastava para espantar a solidão. Um lugar onde cada beijo parecia o primeiro.” Página 277

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Laura Brand. Editora, jornalista, produtora de conteúdo e apaixonada por contar histórias. É apaixonada por livros e acredita que cada página guarda uma história incrível que merece ser contada. Atualmente você pode encontrá-la falando sobre narrativas por aí, contando histórias escritas e ajudando a transformar sonhos em livros.

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