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Nostalgia Cinza


            Já comentei sobre o site Enjoei nesse post, expliquei como o site funciona e comentei sobre a minha loja. Se você ainda não leu, vale a pena dar uma conferida. Estou enjoando e desapegando de muita coisa, então consegui dar uma boa arrumada no meu armário. Várias peças estavam ali há séculos e eu não usava, algumas não têm nada a ver comigo e só estavam ali porque não queria me desapegar. Criei vergonha na cara e, incentivada pelas vendas anteriores, separei muita coisa minha, da minha mãe e do meu pai pra desapegar. 
            Consegui vender boas peças da primeira vez em que atualizei minha lojinha, mas dessa vez coloquei muito mais coisa. E, além disso, consegui convencer alguns membros da minha família a desapegar também e coloquei quase tudo na lojinha. As peças são bem variadas; sapatos, bolsas, roupas, pijamas, livros.
            Sou apaixonada pelos meus livros, cuido de todos com muito carinho e amor, mas estou precisando de dinheiro para comprar novos e decidi me desapegar de alguns que tenho certeza de que não vou sentir tanta falta assim. Estão em ótimo estado e pesquisei bastante antes de colocar um preço bem ok neles, assim fica em conta para quem estiver procurando novas leituras. E, mesmo com os preços baixos, posso fazer um desconto se alguém quiser comprar mais que um. Dica: quanto mais livros você quiser comprar, maior será o desconto. Tudo é negociável! ;)


            Coloquei o menor preço que consegui tanto nas roupas quanto nos livros e sapatos e, enquanto escrevo esse post, algumas das peças já foram vendidas – ainda bem.
            Dá uma olhadinha na minha loja e se gostar de alguma coisa, juro que não mordo, pode perguntar. Espero que curta e que encontre algo que te agrada!




Vem conferir minha loja! Clique aqui ;)

Gostou do post? Você tem uma loja no Enjoei também? Não deixe de comentar!

17:38 2 comments

            Entre os dias 14 e 23 de Novembro, Belo Horizonte recebeu a Bienal do Livro de Minas Gerais. Como já havia comentado nesse post, queria muito conferir, e no dia 20 eu fui pela primeira vez não só na Bienal de Minas, como foi a primeira vez em que fui a uma bienal. Não tinha tanto dinheiro quanto queria para gastar, mas consegui comprar muita coisa bacana.
            Nem preciso dizer que fiquei desorientada com a quantidade de livros. Assim que pisei no Expominas pude quase sentir meus olhos brilhando. São livros por toda parte, e olha que nem é a Bienal de São Paulo! Espero conseguir ir na do ano que vem, vou falir com toda certeza.  
            O legal da Bienal, além da óbvia quantidade de livros por toda parte e da grande variedade, são os preços muito acessíveis, além de descontos dependendo da quantidade de livros que você compra. Consegui um desconto na loja de comics e os outros livros já estavam com um desconto bacana.
Fui no dia das excursões de escola, então estava bastante movimentado, mesmo sendo no meio da tarde de uma quinta-feira. Foi muito bom ver a quantidade de crianças correndo com livros na mão e realmente felizes por poderem ler seus quadrinhos favoritos e comprar algumas histórias novas. 



Minha primeira parada foi obrigatória: a loja de comics. Foi a loja em que mais gastei e que mais comprei. Nunca encontro bons lugares para comprar comics e quando acho são caros e/ou poucos. Além dos famosos quadrinhos da Marvel e da DC, morri de amores pelos mangás. Fiquei louca atrás dos do Inu Yasha, mas por causa da pouca demanda eles não levaram para a Bienal. Um dos vendedores me passou o site e os preços estão bem ok; R$ 4,90 o mangá. Assim que juntar um dinheirinho extra vou tentar completar a minha coleção e matar a saudade do meu anime preferido.
Sempre que viajo ou algum conhecido viaja, compro ou peço para trazer alguns comics. Acabo tendo que ler tudo fora de ordem mas já acostumei, vou lendo o que consigo comprar. Dessa vez, comprei duas edições da Coleção Histórica Marvel. O volume 1 dos Avengers e o volume 2 do quadrinho do Thor – pra minha eterna infelicidade o primeiro volume já havia esgotado. Um deles veio com uma caixa para montar e guardar as revistas menores, estava precisando de algo assim para guardar alguns comics. Comprei a Edição Zero de Batman – Quem matou a família Wayne?, um novo Universo DC chamado Os Novos 52 que veio com um pôster fantástico do Batman; do mesmo universo comprei uma edição do Superman; comprei uma edição da Nova Marvel, Unidos Contra Thanos; também da Nova Marvel comprei uma edição dos Avengers da Era de Ultron; e, também da Nova Marvel, Homem de Ferro & Thor, a Liga dos Reinos.
A loja dos quadrinhos e comics é a COMIX. 



Como priorizei os quadrinhos não consegui comprar tantos livros, mas como já tenho uma pilha razoável de livros para ler aqui no quarto, não fiquei chateada; tenho muitas histórias gostosas me aguardando nessas férias – muitas resenhas também, hehe.
Comprei o segundo volume da série Renegade Angels da Sylvia Day, Um desejo selvagem; O jeito que me olha de Bella Andre; Nada dura para sempre de Sidney Sheldon; O cão dos Baskerville de Arthur Conan Doyle, o livro mais famoso de Sherlock Holmes; e Blog da Clara – Pequenas grandezas do dia a dia escrito por Clara de Mello. A autora desse último estava lá, uma fofa. Não tinha ouvido falar dos seus livros, mas a autora foi tão simpática e educada que me senti na obrigação de ajudar uma escritora brasileira. Sei o quanto é difícil ser escritora no Brasil e, além dessa capa maravilhosa, pela passada de olho que dei percebi que as suas crônicas parecem ser adoráveis e encantadoras. Ganhei um autógrafo e fiquei feliz por ter comprado o livro, mal posso esperar para conferir suas pequenas grandezas. 



E você? Foi já foi em alguma Bienal? Não deixe de me contar o que achou da experiência aqui nos comentários! ;)
13:06 10 comments

            Não sei vocês, mas estou sempre pensando em como gostaria de ter um dinheirinho sobrando pra comprar livros novos, algumas coisinhas que não saem da minha cabeça ou roupas que não comprei porque não podia. Bem no meio de um desses dilemas corriqueiros, me deparei com o site Enjoei.

            Já tinha lido em alguns lugares pessoas comentando que estavam vendendo suas coisas pela internet. Compro muito na internet, mais do que a maioria. Mas vender? Nunca tinha passado pela minha cabeça. Isso nunca dá certo, pensei. Criei uma conta como quem não quer nada e fui pesquisar mais sobre como funcionava todo esse esquema. E é muito fácil! 


Comprando...

            O Enjoei é um intermediário entre lojistas e clientes, tipo o Aliexpress. Você pode conversar com o vendedor quando quiser e compra os produtos que quer, mas o vendedor só recebe depois que for confirmada a entrega e o recebimento. Você pode escolher formas de pagamento, pode dividir, etc. Se o vendedor for gente boa, você pode até pedir uma ajudinha no preço ou no frete. É só negociar.
            Assim que você cria sua conta no Enjoei, você já ganha um cupom de R$15,00 pra gastar em qualquer loja do site – até na minha se quiser ;). O legal é que o site sempre tem promoções incríveis e uns descontos bem bacanas. Não é por nada que a página no Facebook tem mais de 2 milhões de curtidas, né?
            No Enjoei você encontra produtos novos e usados. Sabe aquela roupa fantástica que você comprou nos Estados Unidos mas nunca usou? Então! Milhares de pessoas decidem vender em ótimas condições. Até aquelas que usamos poucas vezes mas continuam lindas. Pra quê deixar tudo acumulando poeira no armário, não é mesmo? Com preços bem camaradas (a maioria) você pode arrematar aquela blusa que estava de olho, mas perdeu a chance quando estava na vitrine do shopping.
            A variedade de produtos é enorme, tem de tudo. Desde produtos de decoração até roupas, sapatos e celulares! Com certeza você vai achar alguma coisa que te agrada. E se o preço não agradar, que tal fazer uma oferta melhor no produto? O vendedor, se for gente boa, vai te dar uma mãozinha.




Vendendo...

            Antes de começar a colocar os seus enjôos no site, fique atento a uma coisa que muita gente esquece! O pagamento é feito através de transferência bancária, e como isso acontece? Antes de qualquer coisa, você tem que entrar nesse site, o Moip, e criar uma conta, porque é pra lá que o Enjoei vai mandar os seus pagamentos. Mas, atenção! O e-mail da sua conta no Moip tem que ser o mesmo da sua conta no Enjoei.
            Pronto, criou sua conta nos dois? Ótimo. Agora é fácil. Coloque uma foto de perfil e uma capa para a sua loja, assim não fica aquela coisa em branco, entende? Assim você mostra um pouquinho sua identidade. Sempre que quiser publicar um produto, é só clicar em “Quero Vender” e seguir os passos explicadinhos lá.
            O Enjoei cobra 20% de comissão em cima de cada produto vendido, além de R$2,15 pelo anúncio. Parece muito, mas basta você fazer as contas na hora de colocar seus preços. E não se preocupe, se você não vender, não paga nada. Você nunca sai devendo ou no prejuízo.
            Depois que vender o produto, você vai receber um e-mail confirmando o pagamento do cliente (outro bônus do Enjoei é que eles estão sempre mandando e-mails, então você sempre fica atualizado. Quando seu produto está recebendo “likes”, eles avisam; quando você está demorando pra postar, eles avisam; quando seu pagamento vai ser realizado, eles avisam.), mas você não recebe ainda. Assim que o pagamento do cliente for confirmado, você corre para os correios e posta o produto. Você não paga o frete, basta imprimir a etiqueta fornecida pelo site – tudo isso é explicadinho por eles quando você vende o produto, não se preocupe – e postar o produto. Assim que o comprador confirmar o recebimento, você recebe seu pagamento na sua conta no Moip. Lá, é só cadastrar sua conta bancária (precisa estar no seu nome) e ver o dinheiro cair na sua conta em alguns dias.
            Eu sei que parece complicado e complexo, mas você vai ver que não é. Tudo é bem explicado e organizado pra ninguém sair chateado e prejudicado. Eu que sempre fui a pessoa mais desconfiada nessas coisas, estou extremamente satisfeita com tudo isso. O Enjoei foi um bom achado em 2014.

            Dicas básicas:
1)      Use fotos de qualidade e que mostrem o seu produto sem enganações. Uma boa luminosidade ajuda na qualidade da foto. E poste mais de uma foto, assim o comprador pode ver mais ângulos do produto.
2)     Detalhe seu produto. A gente recebe muitas perguntas pedindo as medidas, então pra evitar atraso nas respostas e correr o risco de perder uma venda, meça tudo (roupas, por exemplo) antes e coloque na descrição do produto. Tecido e materiais também são perguntas frequentes.
3)      Nada de ser pão duro. Entendo que a gente quer lucrar, mas lembre-se de que você também compra coisas na internet e não gosta quando abusam no preço. Calcule a porcentagem que o site vai tirar de comissão, o preço do material para a entrega e o que mais você precisar, mas não atinja a estratosfera com os preços. Não existe nada mais chato do que ficar toda empolgada com um produto e depois desanimar completamente com o preço. Coloque-se na pele do comprador.
4)      Vendeu seu produto? Escreva um bilhetinho para colocar na caixa. Exemplo: “Muito obrigada por comprar na minha loja no Enjoei, espero que faça bom proveito e que volte pra comprar mais.” O Enjoei é uma loja gigante e diferente, mostre porque você é um lojista diferenciado também. Um cliente feliz volta mais vezes e confia mais na sua loja, além de indicá-lo para outros amigos.



Em um mundo onde todo mundo está pregando a sustentabilidade, o Enjoei é um lugar em que todos saem no lucro. Tanto o comprador que vai adquirir um produto bom e barato, quanto o vendedor que vai abrir espaço no armário e ganhar um dinheirinho extra. O Enjoei está me ajudando bastante a juntar um dinheirinho.
Minha lojinha no Enjoei ainda é bem nova, mas já vendi 8 coisas (até o momento em que escrevo esse post) e estou sempre atualizando com coisas novas. Logo logo vou colocar coisas mais bonitas e novinhas como roupas masculinas e femininas e até posters, mas vale muito a pena conferir, garanto.
Se não tiver muita coisa pra vender, que tal pegar aquelas roupas velhas dos seus pais ou irmãos que estão paradas há muito tempo? Meu pai tinha camisas novinhas (nunca usadas mesmo) de marcas como Calvin Klein e Brooksfield que foram compradas nos EUA, mas nunca usadas porque não cabiam nele. Vendi duas em menos de três dias e estou colocando as outras no site. Minha mãe faz algumas camisas e vou colocá-las na lojinha daqui a pouco. Faz o seguinte: conta pra eles essa novidade e pede uma comissão básica por cada produto vendido, assim todo mundo sai ganhando. Que tal?


Não deixe de conferir a minha lojinha e dizer o que achou, ok? Se gostar de alguma coisa, não deixe de me falar.
Espero que tenha gostado do post e que, assim como eu, se apaixone pelo Enjoei. 

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16:54 6 comments
Um último adeus a uma rede social que marcou minha vida


Já fazia pouco mais de um ano que eu tinha abandonado de vez o Orkut. Não sentia tanta falta assim mais. Quase não ligava. Quase.
            Hoje recebi a notícia de que o Google tiraria o Orkut do ar esse ano, seria o fim definitivo da rede social mais conhecida por muitos dos usuários antigos da internet brasileira. Tudo bem, o Orkut já não era mais o mesmo, já fazia uns dois anos que praticamente ninguém entrava no seu perfil e quem ainda usava o site tinha que escutar umas boas risadas daqueles que migraram há tempos. Sei disso tudo. Mas ainda fiquei surpreendentemente chateada quando vi que o Orkut iria acabar de vez.
            Eu tinha acabado de criar o MSN, aquele antigo mesmo, quando meu primo me convidou para entrar no Orkut. Naquela época, não era qualquer um que podia criar uma conta e pronto. O Orkut ainda recebia seus usuários através de convites e só quem recebia um convite de um usuário poderia criar um perfil no site e assim convidar mais amigos. Quando criei a minha conta, não fazia ideia de como iria usar aquilo ali, era tudo muito novo pra mim. Eu era bem nova então tive tempo de sobra para começar a fuçar tudo daquele site. A partir daí, tudo só evoluiu.
            As comunidades foram o que me fizeram ficar de vez no Orkut. Eu passava horas procurando comunidades com títulos engraçados e ficava louca para participar como se aquilo acrescentasse muito à minha vida. Fui adicionando os amigos que conseguiam entrar no site e ficava desorientada com o limite de 25 fotos. Com o tempo, o site começou a ficar pequeno demais para mim. Mas isso não durou muito.



            O Orkut começou a crescer e cada vez mais pessoas ficavam loucas para entrar naquela comunidade, até que o acesso por convite acabou. Foi um estouro. O número de pessoas que começaram a entrar no Orkut era absurdo e empolgante para quem crescia com o avanço dessa rede social. Se contentar apenas com o seu perfil pessoal no Orkut já não era mais o suficiente. Nasceu a era dos fakes.
            Naquela época, os ídolos pop estavam em todo lugar, inclusive no Orkut. Algumas pessoas começaram a criar perfis dedicados aos seus ídolos e isso não parou mais. Só que não bastava mais criar um perfil dedicado ao ídolo, você queria assumir outra identidade. Agora para fazer amigos, você não precisava se importar em tirar uma foto bonita para colocar de perfil, seus ídolos faziam isso por você. Lembro que criava vários perfis com personalidades diferentes, era como se em cada perfil eu pudesse me identificar com alguma coisa. As comunidades cresciam cada vez mais e ficaram mais divertidas. Era impossível passar pouco tempo nelas. Elas começaram a representar grupos específicos e ao mesmo tempo variados, qualquer um podia se identificar com algum grupo, com alguma comunidade.
            Uma coisa que sempre me impressionou foi a quantidade de pessoas que abraçaram essa rede social. Eu participava de várias comunidades e em cada uma delas havia um grupo gigantesco de pessoas. Era inacreditável. Naquela época, com essa coisa de redes sociais ainda surgindo, ficava surpresa com a facilidade de conversar com alguém que morava tão longe de mim. Conheci pelo menos uma pessoa de cada estado e às vezes algumas pessoas nem no Brasil moravam. Para mim, o Orkut marcou o começo da minha vida na internet, porque comecei ali e nunca mais me desconectei.
            A “era fake” durou anos. Muita gente não conhecia esse mundo à parte do Orkut, mas quem conheceu sabe do que estou falando. Aquilo era simplesmente fantástico. Conheci tanta gente legal que acrescentou tanto à minha vida... Como toda dona de um perfil fake que se preze, tive meus casinhos no Orkut e vivi histórias incríveis, algumas até evoluíram para a “vida real”. Coincidências maravilhosas e casos engraçadíssimos nunca faltaram pra mim enquanto acessava meu perfil. Tive minhas decepções também, claro. Mas faz parte.
             O Orkut me marcou tanto porque foi o site que começou a me direcionar. Deixa eu explicar... Na época dos fakes, existiam as chamadas doações de fotos e os perfis mais populares eram aqueles que editavam as fotos e disponibilizavam as edições nos seus álbuns – o limite de fotos havia acabado, graças a Odin. Comecei a usar o PhotoFiltre Studio e o Photoshop nessa época; descobri que aprendia rápido os tutoriais e os perfis começaram a fazer sucesso. Meu gosto por fotografia começou ali já que comecei a tirar algumas fotos para postar e vi que minhas edições não era as piores. Além disso, foi participando das comunidades que percebi que era boa nos debates, que eu sabia argumentar. Os assuntos sobravam nas comunidades e gente para debater não faltava. Além de oferecer discussões, as comunidades também serviram de jornal para mim que naquela época não gostava de ler notícias do jeito convencional.
            Mas acho que a maior contribuição que o Orkut me deu, foi o hábito de escrever. Foi no Orkut que descobri que eu sabia escrever e que eu amava aquilo. Comecei lendo fanfics, web novelas. Me apaixonei logo de cara. Passava horas do meu dia lendo histórias inventadas por meninas da minha idade. Era tudo muito democrático; você não precisava ter o perfil mais pop ou ser conhecida em uma comunidade, você escrevia um capítulo de uma história, criava um tópico, postava ali e pronto, esperava. Li algumas histórias e antes que eu me desse conta, estava escrevendo as minhas. Postava como quem não quer nada e com o tempo percebi que as pessoas gostavam das minhas narrativas e algumas até pediam mais. Criei minha própria comunidade onda postava minhas fanfics e vi meu trabalho crescendo devagar, aos poucos. Quando me dei conta, não escrevia mais fanfics, escrevia histórias com personagens criados inteiramente por mim, sem inspirações externas. Nunca mais parei.
            Gostava de participar também de comunidades de leitores. Muitos dos meus amigos amavam ler como eu então nunca faltava indicações. Acho que foi ali que comecei a escrever minhas primeiras resenhas, apenas para mandar para um ou outro amigo. Enquanto na escola muitos achavam ridículo ler tanto e tentavam me desmotivar, no Orkut eu tinha um incentivo sem igual. Conheci pessoas que gostavam de ler e por causa delas continuei. Sou extremamente orgulhosa por nunca ter parado e os mesmos que zombavam de mim por ler, hoje me pedem ajuda para escrever redações e interpretar textos. Ler não leva a lugar nenhum, né?
            Hoje posso dizer que sou viciada em redes sociais. Mesmo não gostando muito do Facebook, tenho minha conta, estou no Tumblr, Twitter, Instagram, Pinterest, Skoob, We Heart It, Blogger, etc. E foi por causa do Orkut que conheci essas redes sociais, direta ou indiretamente. O Tumblr, que com o Twitter é minha rede social favorita, apareceu pra mim em uma comunidade no Orkut e com alguns amigos. Minha escrita evoluiu ainda mais porque naquela época o Tumblr era o lugar dos escritores, dos textos dramáticos e expressivos. O Twitter se tornou um complemento do Orkut. Até conta no Formspring eu já tive porque todo mundo no Orkut tinha.



            A última – e talvez a mais especial – etapa foi a das irmandades. Entrar para uma irmandade era algo exclusivo e muito animador. Existiam irmandades para uma saga, uma série, um ator, uma atriz, tudo. Mas para entrar em uma irmandade, você precisava passar por toda uma seleção para se mostrar digno, só um fã de verdade conseguia. As seleções das grandes irmandades duravam quase um mês e dezenas de pessoas participavam, era uma questão de status e fanatismo. A seleção que eu participei era para uma irmandade dedicada à atriz Nina Dobrev e a seleção apareceu para mim por acaso. Eu conhecia duas ou três meninas que participavam da irmandade e não deixei a chance escapar. Passei na minha primeira tentativa e foi uma das melhores coisas que aconteceram para mim em todos os anos em que eu usei o Orkut. Conheci garotas maravilhosas que se tornaram essenciais na minha vida a partir de então. As séries que comecei a assistir eram indicações das sisters, alguns livros também. A gente passava madrugadas conversando e rindo sobre as coisas mais inúteis. Cada uma morava em uma parte do país, cada uma tinha um jeito diferente, uma personalidade diferente, e nada disso impediu que um vínculo incrível se formasse. Isso é o que eu mais sinto falta. O Orkut me apresentou pessoas maravilhosas que levo até hoje comigo. Algumas coisas nunca mudam, assim eu espero.
            Foi conversando com uma das minhas amigas de Orkut que criei coragem para viajar “sozinha” pela primeira vez e essa foi uma das melhores decisões que já tomei em toda a minha vida. Criei coragem de viajar para os Estados Unidos com um grupo que não havia trocado mais do que algumas palavras e foi uma experiência fantástica.
            Passei anos frequentando assiduamente o Orkut e não me arrependo de absolutamente nada. Vi o Orkut mudando de todas as formas possíveis e continuei mesmo quando uma enorme parcela migrou para o Facebook e para outras redes sociais. Eu, assim como a outra minoria, fiquei no Orkut até quando foi possível. E foi ótimo enquanto durou.
            Com o tempo, a graça já não era mais a mesma. As outras redes sociais me satisfizeram mais. Eu amadureci e procurei outros lugares para compartilhar meus novos gostos e talentos. Sempre que batia uma nostalgia básica, voltava ao Orkut e passava pelas comunidades e perfis de amigos. É triste saber que não vou mais poder fazer isso depois de Setembro, aquele cantinho gigante não vai mais existir nem pra mim nem pra ninguém.
            Acho que como tudo na vida, o Orkut tinha que acabar uma hora ou outra. Mas fico feliz em saber que estive presente em cada momento, que cresci com essa rede social, que pude acompanhar tudo de pertinho, de dentro. O Orkut significou para a minha geração, o que o Facebook hoje significa para a geração que está começando a navegar na internet. É nostálgico ter que visitar pela última vez coisas que fazem parte de você, que te marcaram de maneira irrevogável. Mas fazer o que? Sou grata por tudo o que aprendi nesse site, por todas as pessoas incríveis que eu conheci, por todas as histórias que tenho para contar e por tudo o que eu tive oportunidade de viver. Acredite ou não, o Orkut foi fundamental para a minha futura vida profissional e definitivamente fundamental para a minha vida pessoal.
            Sim, foi só uma rede social. Mas foi a rede social responsável por moldar a minha adolescência e grande parte da minha personalidade. Novas redes sociais vão surgir e o Orkut vai acabar sendo esquecido por quase todo mundo. Quase.


E você? Viveu essa época maravilhosa do Orkut? Vai sentir falta?
17:44 22 comments
Eu vi esse post no Facebook e quando um dos meus sites favoritos publicou, decidi compartilhar esse link aqui também.
Conselho nunca é demais, ainda mais quando é aquele que você realmente estava precisando mas que ninguém teve a decência de te dizer. As pessoas têm mania de amaciar as palavras por medo de te machucar dizendo boas verdades. Sou a favor da honestidade logo de cara e da amizade baseada na verdade, e não na ajuda mascarada.
Separei desses 64 conselhos os 24 que mais me identifiquei, gostei, achei engraçado e penso que deveriam ser passados a diante.

1) Algumas pessoas acham normal te julgar… tente não ser como elas. E as ignore.


2) As coisas mais bonitas da vida são inúteis.


3) Não force seus amigos para as suas coisas… Deixe que eles busquem e gostem se quiserem.


4) Ser bem sucedido tem significado diferente para cada pessoa. Respeite isso.


5) As vezes, foda-se (vai se foder) é a melhor resposta. Mas não sempre… infelizmente.


6) Não espalhe sua raiva pela internet, é idiota e todos vão poder dizer que você faz isso porque tem um pinto pequeno.


7) Você não é tão estranho quanto acha que é… Todo mundo se sente diferente dos outros.


8) Você não pode se livrar dos seus medos… Mas pode aprender a viver com eles.


9) A realidade é superestimada.


10) Algumas vezes, desistir é a decisão mais corajosa.


11) Sua pior suspeita está correta… Todo mundo menos você está transando agora.


12) Ninguém fica realmente mantendo o controle de quantas vezes você errou… então relaxa porra.


13) Sempre vai ter alguém mais bonito e feio que você. Aceite isso e viva… 


14) “Oi”é a palavra mais poderosa contra solidão


15) Pessoas que tentam bravamente parecer duronas, muitas vezes são as que mais precisa de afeto.


16) Cerque-se de coisas e pessoas que te inspiram.


17) Encontre alguém que consiga rir com você sobre tudo e o resto vai ficar bem.


18) Ser normal é provavelmente a coisa mais fraca que você pode tentar (ser).


19) Coisas que são difíceis de falar, são normalmente as mais importantes.


20) Pessoas que só te ligam quando precisam de alguma coisa, não são seus amigos.


21) Diversão é um conceito relativo.


22) Algumas vezes ser preguiçoso é bom para você.


23) Mulheres tem tanto tesão quanto os homens. Elas só escondem a paudurecência melhor.


24) Você não é especialmente preguiçoso… é apenas um mamífero.


O link que encontrei no Facebook se encontra aqui e o post original aqui. 

Qual conselho você gostou mais? Acrescentaria mais algum? Gostou do post? Não deixe de comentar. 
15:31 8 comments
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Laura Brand. Editora, jornalista, produtora de conteúdo e apaixonada por contar histórias. É apaixonada por livros e acredita que cada página guarda uma história incrível que merece ser contada. Atualmente você pode encontrá-la falando sobre narrativas por aí, contando histórias escritas e ajudando a transformar sonhos em livros.

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