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Nostalgia Cinza


            Nova York é conhecida por ter um pouco de tudo e para os geeks não é diferente. São diversas opções de lojas de quadrinhos, eletrônicos, livrarias e brinquedos espalhados por toda a cidade. Impossível não ficar tentado a conhecer pelo menos uma dessas lojas.
            Fiz questão de procurar e pesquisar lojas do tipo e acabei esbarrando sem querer em vários lugares incríveis. Decidi compartilhar alguns desses lugares para quem estiver de malas prontas para Nova York ou para quem só quiser ficar morrendo de vontade de conhecer <3

FORBIDDEN PLANET
 
É a minha loja favorita dessa lista e uma das mais legais. O espaço é pequeno, mas a quantidade de produtos é incrível e, o melhor de tudo, os preços também são ótimos! A Forbidden Planet é voltada para fãs de quadrinhos, com prateleiras enormes cheias de comics para todos os gostos. Além de lançamentos, a loja também guarda algumas relíquias. Da primeira vez que visitei o lugar, encontrei uma coleção com várias edições de InuYasha, um mangá que eu amava. A Forbidden também tem uma das maiores coleções daqueles bonequinhos POP da Funko, impossível não levar um pra casa. Para os colecionadores de action figures, também vale muito a pena dar uma passada lá. E para quem só procura uma boa variedade de presentes para os amigos nerds, o lugar é perfeito.
ONDE: 832 Broadway.


STRAND BOOKS
 
Essa é uma livraria imperdível que descobri absolutamente sem querer (Nova York é o tipo de cidade em que não se pode andar olhando para baixo, cada esquina tem algo incrível e inusitado que você pode perder se não prestar atenção, dica). Fica apenas alguns metros da Forbidden Planet e já chama a atenção pelo movimento, a livraria fica sempre lotada. Além disso, nenhum leitor resistiria uma conferida após ler a placa: Strand Books, 18 miles of books (quase 29 quilômetros de livros). A livraria é um pouco apertada por conta da quantidade de livros, mas não é pequena. Para quem adora esses livros alternativos e histórias clássicas, é uma ótima pedida, mas os preços são um pouco salgados. O que mais gosto da Strand Books são os produtos alternativos. São sacolas, material de papelaria e alguns jogos bem diferentes. Mesmo se não for comprar nada, vale uma passada.
ONDE: 828 Broadway.

Midtown Comics
 
A Midtown Comics fica pertinho da Times Square, então não tem desculpas pra não dar uma passadinha. A loja é bem grande apesar da escadinha que dá acesso ao primeiro andar. Com dois andares, a Midtown Comics tem o maior acervo de quadrinhos que eu já vi pessoalmente. São muitas prateleiras e bancadas para procurar um por um a revistinha que você quiser, igual em The Big Bang Teory. Action figures, presentes e camisetas com dezenas de estampas diferentes também são um ponto alto da loja.
ONDE: São três em Manhattan, uma na Grand Central Station, outra no sul da ilha, Downton, (64 Fulton St) e a que visitei; 200 W 40th St)

Barnes & Noble
 
Essa livraria não é novidade para quase ninguém, né? Uma das livrarias mais conhecidas dos Estados Unidos, a Barnes & Noble é de enlouquecer qualquer leitor. São três espalhadas pela cidade e todas seguem aquele padrão: prateleiras gigantescas com livros para todos os gostos. Além dos tradicionais best-sellers, é muito fácil encontrar livros alternativos, clássicos reeditados com capas vintage maravilhosas, quadrinhos, action figures, bonecos funko e vários brinquedos e souvenirs. Desafio qualquer leitor mais passional a entrar na loja e sair sem uma sacola.
ONDE: São três espalhadas pela cidade; 555 5th Ave (Na famosa quinta avenida), 33 E 17th St (perto do Greenwish Village) e 160 E 54th St.


OUTRAS DICAS: A Best Buy é uma gigantesca rede com lojas em todo o país, cada cidade grande tem pelo menos algumas dessas lojas espalhadas. É minha primeira parada quando estou procurando algum aparelho eletrônico. Os preços são sempre muito bons e o atendimento é um dos melhores! Também é uma ótima pedida para comprar videogames, CDs e acessórios.
A Game Stop é uma dica imperdível! Encontrar uma perto de você não é uma tarefa difícil, são 12 espalhadas só em Manhattan. Geralmente pequenas e pouco chamativas, são lojas perfeitas para encontrar videogames e produtos eletrônicos de qualidade por preços bem razoáveis. A Game Stop também tem uma ótima variedade de action figures.
Disney Store, nem precisa falar muito, né? A loja da Disney é enorme e fica bem no meio da Times Square. São dois andares enormes cheios de produtos variados. São fantasias, bichinhos de pelúcia, canecas, brinquedos dos personagens mais queridos de Walt Disney. A melhor loja de presentes para os pequenos.

E aí? Gostou das dicas? Já conhecia algum desses lugares ou ficou morrendo de vontade de conhecer? Não deixe de me contar ;)
13:12 22 comments

           Quem me acompanha no instagram sabe que se tem uma coisa que eu aprecio é uma boa comida, de preferência aquelas famosas gordices. Sempre que viajo faço questão de experimentar tudo que tenho direito e não canso de procurar algo pra dizer que foi a melhor coisa que já comi na vida. Se você também adora tirar fotos de comida pra babar depois, dá uma olhadinha no meu insta ;)
            Voltei para Nova York há pouco tempo e fiz questão de procurar os melhores hambúrgueres pra experimentar e, por que não, comer de novo aqueles que já me encantaram. Se tem algo que não falta nessa cidade maravilhosa é um bom hambúrguer e muita opção incrível. Decidi compartilhar com vocês os 4 melhores hambúrgueres que comi. Espero que gostem!
P. J. CLARK’S
O P.J. foi uma indicação muito bem recebida. Foi a segunda hamburgueria que visitei nessa viagem logo nos primeiros dias e já deu um gostinho incrível. É um dos bares mais antigos de Nova York, ele está lá desde 1884 e é bem famoso. O atendimento é excelente, com garçons e garçonetes sempre bem humorados e atenciosos. Todos os hambúrgueres vêm acompanhados de batatas fritas que são servidas em copos de metal. Quem mora em São Paulo e no Rio pode experimentar o P.J. também. No Rio são dois endereços, no Leblon e na Barra e em São Paulo na Oscar Freire e Mário Ferraz. Não experimentei aqui no Brasil então não posso garantir que é igual, se alguém já foi, compartilha a experiência aqui nos comentários ;)
ONDE: ON THE HUDSON, Four World Financial Center, 10281. THIRD AVENUE, 915 Third Avenue, at 55th Street, 10022.
SUGESTÃO: Peça o The Clarke Burger. É um dos hambúrgueres mais simples, mas a carne parece desmanchar na sua boca e o molho da casa torna tudo ainda melhor. Um dos hambúrgueres mais suculentos que já comi na vida.



SHAKE SHACK
Sabe aquele hambúrguer que os insta gringos adoram postar com as batatinhas em forma de ondinhas e que a gente sempre vê no weheartit? É do Shake Shack, uma das lanchonetes mais populares nos EUA, com hambúrgueres sempre na lista dos melhores. Essa eu já conhecia e não pensei duas vezes antes de voltar lá e me deliciar com os lanches. Os hambúrgueres parecem ser extremamente simples mas são incrivelmente deliciosos. As batatinhas são icônicas e dão um gostinho a mais.
ONDE: Os Shake Shack estão espalhadas por toda a cidade, não só em Manhattan, vale a pena pesquisar o mais perto de onde você ficar. Os que visitei: 366 Columbus Avenue (at West 77th Street), logo atrás do famoso Museu de História Natural; e no Madison Square Park (near Madison Avenue & E.23rd Street).
SUGESTÃO: Nas duas vezes pedi o Shack Burger, você tem a opção de pedir o single ou o double se estiver com mais fome.



FIVE GUYS
Conheci o Five Guys por indicação de um amigo e olha, que dica. Os hambúrgueres são grandes e maravilhosos, mas as batatas fritas são conhecidas no país inteiro. Nas paredes do lugar estão espalhadas citações de jornais e celebridades elogiando as batatas. Foi a primeira hamburgueria que visitei dessa vez e logo de cara já achei o lugar tudo menos banal. Na lanchonete que escolhemos, o lugar era apertado mas cheio de vida. Logo no caixa o atendente já estava agitadíssimo fazendo piadas e praticamente pulando no seu lugar. Ele fazia os pedidos gritando e os funcionários que estavam atrás preparavam com rapidez e eficiência. Enquanto colocavam nossos pedidos na sacola, não economizaram nas batatas, jogando quase o triplo de batatas que pedimos. Apesar de não parecerem tão deliciosas, são algumas das batatas mais incríveis que já comi.
ONDE: O endereço que fui fica na 43 W 55th St, 10019; mas existem vários Five Guys espalhados pela cidade, também vale procurar um endereço mais conveniente pra você.
SUGESTÃO: Pra quem, assim como eu, não resiste a algo mais apimentado, peça o Bacon Cheeseburguer com jalapeño e molho barbecue, mas cuidado! É bem apimentado mesmo. Para quem não gosta tanto de pimenta, é só não escolher colocar a pimenta jalapeño.


BLACK TAP
Deixei o melhor para o final! Fiquei sabendo do Black Tap através de uma foto do Hugo Gloss no instagram. Não precisei de mais de cinco segundos para começar a salivar pelos milkshakes incríveis do lugar. Vale a pena dar uma olhadinha no instagram deles e morrer de vontade. Como só existe um endereço e o lugar está famoso, não espere chegar lá e entrar, é preciso enfrentar uma fila bem grandinha para poder experimentar o menu, mas garanto que vale a pena. Pedi um hambúrguer para comer enquanto o milkshake ficava pronto (demora um pouquinho e dá pra entender porque, é tudo muito bem trabalhado e preparado) e foi um dos melhores hambúrgueres que já comi na vida. Fresquinho, suculento e delicioso, é de comer rezando. E o milkshake? Sem dúvidas o melhor de todos. Gigantesco, com tudo que você tem direito. As opção são variadas e cada um é mais lindo – e delicioso – que o outro. É pra sair de lá com a barriga cheia e um sorriso gigantesco no rosto.
ONDE: Soho, 529 Broome Street, 10013.
SUGESTÃO: Peça o The Texan Burger ao ponto pra mal passado com uma Coca gelada pra acompanhar. O hambúrguer tem um delicioso gosto mais adocicado com um molho maravilhoso. De sobremesa sugiro o shake de cookie.

*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. Fonte: instagram: blacktapnyc, shakeshack, pjclarkes, pesquisa genérica no Google Imagens.
E aí? Qual desses hambúrgueres te deixou com mais água na boca? Você já conhecia algum desses? Não deixe de me contar o que achou do post aqui em baixo <3
10:55 9 comments

            Você também já fez uma viagem incrível e ficou morrendo de saudade depois? Eu já! Viajei sozinha pra NY há alguns meses e me pego lembrando dessa viagem incrível quase todo dia. (Se você quiser saber um pouco mais sobre como é viajar sozinha, vem conferir meu relato aqui; mas se quiser saber sobre das razões para ter feito essa escolha, escrevi um texto desabafando, é só conferir aqui.)
            Mesmo tendo ido sozinha, não deixei de tirar fotos nem um segundo. Adoro fotografar os lugares por onde passo, amo procurar aqueles detalhes que às vezes passam despercebidos e não existe cidade melhor para sair clicando do que New York. Decidi matar um pouco da minha saudade e compartilhar com você algumas cenas que vão ficar pra sempre comigo <3
            Espero que goste de ver um pouquinho do que eu vivi nesses dias, foi uma das viagens mais incríveis que eu já fiz, por inúmeros motivos. Depois de conferir algumas das minhas lembranças, que tal me contar qual foi a sua foto favorita nos comentários?

Ah! No finalzinho do post te faço um convite, não deixe de conferir ;)


Você também já fez uma viagem incrível e morre de saudades? Deixo aqui a minha sugestão: por que não mata um pouquinho da sua saudade com algumas fotos que você tirou? Vale fazer um post como esse no seu blog, criar um álbum no Face, compartilhar algumas fotos no Twitter, postar as mais significativas no Instagram etc. Viajar é a melhor coisa do mundo, por que não compartilhar nossas experiências com o mundo? Se aceitar o convite, não deixe de me mandar os links, ok? Quero viver um pouquinho da sua viagem também.

E ai? Gostou das fotos? Qual foi a sua favorita? Você também já fez alguma viagem que te deixa suspirando até hoje? Não deixa de me contar aqui nos comentários <3
09:38 12 comments
Um desabafo e uma notícia


Eu estava em um ponto em que nada mais fazia sentido. Vez ou outra - o tempo todo - a gente se pega sendo encurralada por aquele sentimento cinza e aquela maldita pergunta: "o que eu vou fazer com o resto da minha vida?" Eu me via cercada de dois tipos de pessoas, o tipo que tem certeza absoluta do que quer da vida e que está super contente com tudo e todos, e aquele tipo que está completa e totalmente desorientado com o rumo de seus dias, que está infeliz com cada expiração que dá. Por onde eu ia, todos os dias, eu ouvia os dois extremos. E não era da boca de uma ou outra pessoa, dessa vez não existiam culpados. Parecia que literalmente todo o lugar em que eu pisava eu era atingida por algumas palavras; "nossa, estou amando meu curso, meu trabalho, minha rotina, escolhi certo, me vejo fazendo isso pro resto da minha vida." Ou "o que eu faço quando odeio tudo isso? Quando só quero desistir de tudo? Não é o curso que eu quero, não sei o que eu quero, não sei como descobrir. Odeio isso tudo, está tudo errado!" Eu me via no meio disso tudo sem saber em qual categoria eu me encaixava.
O problema é que na verdade eu não me encaixava em nenhuma. Não estava apaixonada pelo meu curso mas não me via fazendo outra faculdade. Não trabalhava ainda então não me sentia motivada por uma rotina diária. Não estava infeliz mas também não estava contente. Sabia e não sabia. Entendia e não fazia ideia. O que fazer quando você nem sabe o que fazer e o que não fazer? O que fazer se você não sabe se ama ou se odeia? Não tinha certeza do que eu estava fazendo com a minha vida mas também não estava odiando levantar da cama todos os dias. Eu não sabia se seguia a onda de entusiasmo das pessoas (que na verdade nunca me atingiu de verdade) ou se me deixava ser sugada pelo desespero e tristeza que também me eram um pouco familiares. Me vi desorientada.
Como você conversa com quem não vai te entender? Como você desabafa sobre estar confusa e insatisfeita com quem está hollywoodianamente animado? Você puxa a pessoa pra baixo? Ou você conversa com quem está se sentindo completamente infeliz e faz com que a pessoa fique ainda mais para baixo por não estar "animada" como você? Não tinha como começar uma conversa porque nem eu mesma fazia ideia do que estava se passando na minha cabeça, como iria explicar pra alguém? Eu precisava começar a me entender antes de tentar me explicar. Não queria conversar com quem não fosse me entender, não precisava escutar os típicos conselhos que eu poderia simplesmente abrir um biscoito da sorte qualquer e ler. O problema é que ninguém entendia, ninguém tinha como entender. E não era por maldade, não era porque as pessoas não queriam me ajudar. Era só que... Não dava. Ponto.
Além disso, tinha tanta coisa acontecendo na minha cabeça... Algumas coisas do passado insistem em voltar constantemente. Enquanto nada parecia acontecer na minha vida e eu me sentia presa no mesmo maldito ponto há anos, minha cabeça estava – e está – a mil por hora. Ao mesmo tempo em que nada parecia aparecer de novo, todo dia um pensamento diferente se enraizava na minha mente. Eu estava desorientada.
Não sabia se ajudava os outros ou se começava a tentar me ajudar. Não podia ser egoísta a ponto de deixar de colocar os outros em primeiro lugar como sempre fiz. Ou podia? Será que era realmente egoísmo pensar em mim? Não queria mais deixar de fazer aquilo que eu sentia vontade porque não era o que os outros queriam, não queria mais deixar de falar o que se passava na minha cabeça por medo de deixar quem eu amava e me importava mais pra baixo. Não queria mais ter que medir cada vírgula que saia da minha boca por medo de chatear as pessoas. Não queria mais deixar minhas vontades em segundo plano. Eu tinha a palavra "trouxa" praticamente tatuada na testa pra quem quisesse ver. Perdi a conta de quantas vezes pensava e falava essa palavra no dia se referindo a mim. Cheguei no ponto de nem saber mais o que eu realmente queria porque estava me preocupando demais com o que os outros desejavam. Eu percebi que sempre abri mão de tudo o que eu queria pra deixar quem eu amava mais feliz. Mas e a minha felicidade? Onde fica nisso tudo? Será que eu não merecia ser o centro das atenções só por um instante? Será que o mundo não podia dar uma voltinha a meu favor? Só queria sentir que tudo o que eu fazia não era em vão, que eu não estava sozinha no meio dessa confusão toda. Eu só queria ser feliz por mim mesma, pra mim. É uma coisa tão ruim assim? Querer ser feliz sem precisar de ninguém?
Foi pensando nisso, no meio da mais completa desorientação e solidão que alguma coisa finalmente clicou. Bem lá no fundo da minha mente eu consegui ver uma luzinha, um brilho que eu estava implorando pra Odin e o mundo me mostrarem.
Acredito muito em sinais, essa coisa de destino sempre fez muito sentido na minha cabeça. Várias coisinhas foram acontecendo ao longo dos meus dias e eu não tinha percebido, mas de repente tudo fez sentido de uma vez. Eu precisava viajar. E precisava viajar sozinha. Eu pensei em tanta coisa, mas nada fazia sentido pra mim. Nada. A não ser isso.
Fazia tempo que eu não me sentia tão entusiasmada com uma coisa. Quando pensei nisso, ao mesmo tempo em que o frio tomou conta da minha barriga, eu me vi abrindo sites e mais sites, blogs e mais blogs e quando eu vi estava entrando numa agência de viagens e olhando preços de passagens. Sempre me virei bem sozinha, sempre fui muito independente e era constantemente lembrada disso pelos outros. Quando eu não abria mão de mim mesma, eu era muito boa com as coisas. Era a hora de provar a minha independência. Eu tinha que provar algo pra mim mesma.
Era o incentivo que eu tanto precisava. Pela primeira vez em muito tempo eu me vi entusiasmada, ansiosa e pude sentir algo diferente. Poucos dias antes um grande amigo me perguntou: "você já mostrou esse brilho que surgiu nos seus olhos pra alguém?" E eu percebi que precisava daquilo e não sabia o que era. Pela primeira vez em muito tempo eu estava fazendo planos pra mim, só pra mim, e isso foi maravilhoso. Eu estava procurando datas que ME satisfizessem, hotéis que ME agradassem, roteiros que EU queria fazer. Eu estava pensando em mim mesma. E era fan-tás-ti-co. Me peguei sorrindo pro espelho de novo, pulando pela casa de excitação, fazendo planos, sonhando!
Tinha uma viagem pela frente, um lugar pra explorar, pessoas pra conhecer. Tudo da maneira que eu quisesse. Era assustador, eu estava apavorada em fazer tudo sozinha. Mas era tão bom... A contradição mais louca e gostosa que eu já senti.
Vou pra Nova York. Sozinha, apavorada, ansiosa, louca e feliz. Finalmente. Tenho certeza de que assim que pisar no aeroporto vou pensar "que merda eu tô fazendo?". Quando a primeira turbulência balançar o avião e não tiver ninguém conhecido do meu lado pra eu segurar a mão, vou entrar em total e completo desespero. Sei que vou querer tirar fotos com alguém na frente da Estátua da Liberdade ou sentir falta de um calor humano quando ver o pôr do sol beijando a cidade em cima do Empire State Building. Mas também sei o quanto eu preciso disso e nem sabia. Sei que assim que eu conversar com um desconhecido sem problemas com a língua, assim que eu sentar num restaurante e ouvir uma boa música de fundo, ficar parada na frente de um quadro que eu gosto todo o tempo que eu bem quiser, acordar cedo pra correr no Central Park sem dar satisfações, vou saber que valeu a pena. Porque tenho certeza de que em alguma esquina daquela selva de pedra vou me encontrar, nem que seja pra me perder de novo em seguida. Pode ser a pior viagem do mundo, posso me arrepender e chorar desesperada e solitária querendo voltar pra casa. Ou pode ser o ponto de virada da minha vida. Só sei que preciso fazer isso. E preciso fazer isso sozinha.
De qualquer maneira, boa ou ruim, vou ter histórias pra contar, vou aprender mais me virando sozinha em outro país do que continuando na mesma monotonia e estagnação que eu me encontro. Não tenho nada a perder com tudo isso. Medo? Sempre vou ter de alguma coisa. Solidão? Se eu não gostar da minha própria companhia, como posso querer que alguém goste? De alguma forma ou de outra, vou voltar outra pessoa, e é essa pessoa que eu quero conhecer.
Os olhares de estranhamento que vou receber quando souberem? Tudo bem. As palavras desestimulantes que vão me jogar? Ok. Sei que nem todo mundo tem essa coragem, nem todo mundo entende. E não tem problema. No começo desse ano eu fiz uma promessa pra mim mesma, só uma e que eu constantemente deixei de lado. Até agora. Eu me basto. Isso não fez sentido. Até agora. Eu me basto. Olhares sou eu quem tenho que dar. Palavras de estímulo têm que partir de mim mesma. Posso ser feliz sozinha e não tem nada de errado com isso.
Se foi bom ou ruim? Me pergunte daqui a algum tempo. Vou descobrir. Sozinha. Às vezes, quando ninguém te dá a motivação que você tanto precisa, quando você se sente perdida, você tem que se encontrar em si mesma. Eu me encontrei.
Boa viagem pra mim <3
17:02 15 comments
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Laura Brand. Editora, jornalista, produtora de conteúdo e apaixonada por contar histórias. É apaixonada por livros e acredita que cada página guarda uma história incrível que merece ser contada. Atualmente você pode encontrá-la falando sobre narrativas por aí, contando histórias escritas e ajudando a transformar sonhos em livros.

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