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Nostalgia Cinza


Eu já havia feito um post sobre Fallen Angels e depois de quase dois anos de espera, finalmente foi lançado no Brasil o quarto volume da série. Não aguentava mais esperar (o livro inclusive é um dos lançamentos que comentei nesse post) quando vi a Universo dos Livros anunciando o novo livro da J. R. Ward chegando aqui. Como sempre, minha escritora favorita não me decepcionou e a série Fallen Angels melhorou ainda mais.

“Nesse novo volume da série Fallen Angels, o anjo Jim Heron continua sua batalha contra a sensual Devina para salvar as almas cheias de pecado. Para sua sorte, Devina trapaceou na última disputa e ele terá mais uma chance de resgatar e redimir Matthias, um assassino treinado e agente de operações especiais. Enquanto isso Mels Carmichael, jornalista do Caldwell Courier Journal, tem o maior choque da sua vida quando um homem atravessa à frente do seu carro ao lado do cemitério local. Depois do acidente, Mels tenta ajudar o homem a solucionar sua amnésia, mas em breve ela descobre que o passado dele é muito misterioso... e que uma paixão fascinante está surgindo. Enquanto as sombras oscilam entre a realidade e o outro mundo, os dois aprendem que nada está realmente morto e enterrado. Especialmente quando se está no meio de uma guerra entre anjos e demônios. Com uma alma e uma paixão arrebatadoramente fascinante em jogo, o que será preciso para salvar os dois amantes?”

            Em Fascínio, Jim recebe uma nova chance para conseguir uma vitória no “jogo” que o Criador impôs. Devina continua detestável como sempre e cada vez mais cruel. Ela acredita veemente que, mesmo com esse novo desafio, ela poderá ganhar outra vitória e virar o jogo.
            A personagem de Mels foi, até agora, a minha preferida dessa série. Ela é inteligente, persistente e incrivelmente forte. Me lembrou da Beth da Irmandade da Adaga Negra – que, inclusive, é citada durante a narrativa. A história ocorre no mesmo universo dos livros dos Irmãos, o que me fez gostar ainda mais.
            Uma das coisas que mais me cativa nos livros de J. R. Ward além da narrativa extremamente envolvente e da inteligência com a qual a autora conduz a história, são as personagens incríveis e, sem dúvida alguma, diferentes. Os personagens das histórias de J. R. Ward não são perfeitos e recheados de clichês como 90% das que lemos por aí. Seus protagonistas, principalmente os heróis, têm seus defeitos muitas vezes inesperados e demônios do passado. Se você espera um protagonista engravatado, com milhões na conta, dentes perfeitos e um corpo sem nenhuma cicatriz, não vai encontrar nas histórias de J. R.. São as imperfeições que tornam os personagens perfeitos da sua própria maneira e isso me encanta.
            O romance de Mels e Matthias é o centro desse livro mas não é o todo. Cada vez mais Jim e Devina são explorados e o enredo se solidifica. Vejo a série como uma escalada; os três volumes anteriores foram os primeiros degraus e o quarto nos dá uma amostra de como o pico será maravilhoso. O quinto volume começará com uma mudança brusca no jogo que o quarto livro deixou no ar e mal posso esperar.
            O fascínio de Jim com Sissy cresce mais a cada livros e percebe-se que ela é o que o motiva a continuar nesse jogo doentio. Deixar Sissy no inferno não é uma possibilidade para Jim e o quinto livro promete. Sem mais spoilers.
            J. R. Ward nos dá uma aula de escrita e narrativa. Favoritismo à parte, sua narrativa é envolvente e muito bem estruturada em todos os capítulos. Ela prova mais uma vez que sabe como escrever uma história surpreendente e diferente da maioria das ficções.
            Fascínio não me decepcionou em nenhum quesito, muito pelo contrário. O livro entrou para a minha lista de queridinhos, como todos os outros de J. R. Ward.

Fascínio foi escrito por J. R. Ward e publicado no Brasil pela editora Universo dos Livros.

            Classificação: 5/5 estrelas.



“Era o tipo de escuridão que invade o corpo e preenche os espaços entre as moléculas, uma escuridão que polui a carne em um estado permanente de decomposição, que apaga todo o passado e o futuro, deixando a pessoa suspensa em um sufocante estado de tristeza e desespero.
E ele não estava sozinho nessa horrível prisão.”



Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Não deixe de comentar!
17:28 9 comments

J. R. Ward é uma autora excepcional. Li todos os seus livros publicados no Brasil e posso jurar de pé junto: não deixei de gostar de nenhum. Ela é autora da minha série de livros preferida, A Irmandade da Adaga Negra. Fallen Angels me conquistou quase que da mesma maneira. A história é diferente de tudo o que eu já li, envolvente e totalmente fascinante.
O personagem principal é Jim Heron, ex soldado cheio de pecados, mas extremamente bondoso por mais que ele não queira admitir. Exatamente por isso Jim é escolhido para cumprir a missão mais importante de sua vida: salvar sete almas condenadas por cada um dos sete pecados capitais. Como se a missão não fosse difícil o suficiente, ele terá que lutar contra um demônio que quer corromper totalmente as almas que Jim tem que ajudar. E, para piorar ainda mais, ele não terá a menor ideia de quais são as pessoas cujas almas precisam ser “salvas”. Se ele falhar? Bom, imagine o mundo nas mãos de um demônio.
Todos fazemos escolhas e com essas sete almas não é diferente. Uma escolha pode definir o resto de nossos dias. Jim tem que estar no momento exato em que essas almas fazem a escolha de suas vidas e interferir para que elas façam a certa, mesmo nem ele sabendo qual escolha é a correta.

“Sete pecados capitais. Sete almas condenadas por eles. Sete pessoas em uma encruzilhada, com uma escolha que deve ser feita. E somente um homem para salvá-las. Metade anjo, metade demônio.”

O que eu mais gosto nessa série é que os personagens não são como imaginamos e as histórias não são óbvias. Quando pensamos que sabemos quem são essas almas que Jim tem que salvar, algo acontece e nos vemos como ele próprio: perdidos. Os personagens são complexos à sua maneira e podemos nos identificar com alguns deles.
J. R. Ward conseguiu projetar em Jim o personagem ideal para essa missão, mesmo que ele discorde totalmente ao longo da narrativa. No começo ele acha que tudo não passa de um sonho ou que estão lhe pregando uma peça. Ele reage como qualquer um de nós reagiria, com descrença e incredulidade. Como pode alguém como ele, cuja especialidade é a vingança e o pecado seu amigo mais próximo, ser encarregado de uma missão como essa?
O primeiro livro, Cobiça, narra o começo da missão de Jim e conhecemos a primeira alma que precisa ser salva por ele. A primeira história é a de Vin diPietro e Marie-Terese. Ambos com pecados e dívidas que precisam ser pagas.

“Vin diPietro há muito tempo vendeu sua alma para os negócios, e é o melhor em sua profissão – até que o destino interfere na figura de um durão que pilota uma moto Harley e se autoproclama seu salvador. E então ele conhece uma mulher com olhos azuis e um passado sombrio que o faz questionar seu destino, sua prudência e seus sentimentos. Com um antigo demônio pronto para possuí-lo, Vin tem que se unir com um Anjo Caído não apenas para conquistar sua amada... mas, também, para redimir sua alma.”

É frustrante e totalmente viciante ver como Jim erra e acerta ao longo da história e como uma única pessoa pode interferir em nossas vidas de maneira irreversível.
O livro, assim como todos de J. R. Ward, possui cenas fortes, um romance possessivo e totalmente irresistível.
Fallen Angels definitivamente merece o seu tempo e a sua atenção. É uma série que me conquistou logo de cara e que ficou na minha cabeça por um bom tempo.
Cobiça, foi escrito por J. R. Ward e publicado no Brasil pela editora Universo dos Livros.

Classificação: 5/5 estrelas.

“A morte faz isso a uma pessoa, pensou Vin. Ela a detém em um lugar no meio das grandes combalhotas e lutas da vida, isolando-a na quietude do silêncio. No momento em que toma posse, muda tudo, mas seu efeito é como o de um carro se chocando contra uma parede – o que está dentro continua avançando por não saber de nada daquela droga toda... e o resultado é p caos absoluto: toda a roupa que a pessoa usou alguma vez se converte em uma espécie de exibição histórica que deve ser eliminada pelos entes mais próximos e queridos... e suas assinaturas de revistas, contas e os lembretes do dentista deixam de ser recebidos na “caixa de entrada” para serem armazenados na “lixeira”... e o lugar onde morava deixa de ser um lar e passa a ser uma casa.
Tudo para... e nada volta a ser o que era antes.


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Laura Brand. Editora, jornalista, produtora de conteúdo e apaixonada por contar histórias. É apaixonada por livros e acredita que cada página guarda uma história incrível que merece ser contada. Atualmente você pode encontrá-la falando sobre narrativas por aí, contando histórias escritas e ajudando a transformar sonhos em livros.

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